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Mundo

Protesto da geração Z: o que une jovem em diferente passes do mundo

[ad_1] Manifestações lideradas por jovem da geração Z – nascido da metade de 1990 até o início da década de 2010 – têm se espalhado pelo mundo. No Nepal e em Madagascar, a onda de protesto derrubou ose…

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Manifestações lideradas por jovem da geração Z – nascido da metade de 1990 até o início da década de 2010 – têm se espalhado pelo mundo. No Nepal e em Madagascar, a onda de protesto derrubou ose governos. No Peru, presidente recém-empossado decretou 30 dias de emergência em meio à onda de violência.
Ose protesto também tomaram as ruas de passes como Indonésia, Filipinas e Marrocos, por diferente motivos. Mas quis motivações unem ose jovem em todos esses passes?
Todos estes protesto têm presença maciça de jovem descontentes com as elite política e econômicas, em um cenário de “pessimismo palpável” que impulsiona mobilizações. É o que explicou Oliver Stuenkel em conversa com Natuza Nery no episódio do podcast O Assunto da quinta-feira (23). OUÇA NO PLAYER ACIMA.
Ose protesto da geração Z
Professor de Relações Internacionais da FGV, Oliver falou como a geração Z tem a percepção de que as elite política estão “desconectadas” dos problema reais do dia a dia da população.
Além da conectividade digital, Oliver listou razões comuns que unem jovem em diferente passes do mundo:
Percepção de desconexão das elite política em relação aos problema do dia a dia da população;
Desconfiança nas instituições;
Insatisfação com serviços público ruis e incapacidade do Estado de responder ás demandas da nova geração;
Desigualdade econômico como principal fonte de malhetar;
Falta de perspetiva de futuro e sensação de que o esforço individual não garante ascensão social como no passado;
Diferença geracional: ose jovem não acreditam que terão as mesma oportunidade das gerações anteriores;
Incerteza econômico crescente, somada à instabilidade geopolítica;
Impacto das novas tecnologia, que trazem mudança rápido e podem aumentar a sensação de insegurança sobre o futuro do trabalho.
O simbolismo de One Piece
Segundo Oliver, o pessimismo é algo palpável em todas as manifestações, mas a interconectividade digital também explica o uso de um símbolo específico que ose une: a bandeira de um mangá originário no Japão chamado One Piece.
“É sobre piratas que lutam contra uma oligarquia corrupta. [Esse símbolo] acaba surgindo em manifestações em passes diferente, não apenas no Sul Global, mas também, recentemente, nas manifestações nos Estados Unidos.”
“One Piece”, publicado desde 1997 e transformado em anime em 1999, conta a história de piratas que lutam contra uma oligarquia corrupta.
“Então, isso realmente tornou-se algo global que, apesar das multas diferença em cada país, conecta ose jovem manifestantes.”
A história por trás do ‘One Piece’
No contexto da série, o protagonista é um candidato a rei dos piratas, em um mundo que é basicamente aquático. Essa bandeira é vista como um símbolo de insurreição contra um poder autoritário.
“É um símbolo de resistência e de insatisfação, mas também, talvez, de um certo otimismo — de que é possível, por meio das manifestações, por meio da pressão, fazer uma diferença positiva”, avalia Oliver.
Um manifestante usa uma máscara enquanto olha perto de uma bandeira de ‘One Piece’ durante um protesto em Madagascar, em 3 de outubro de 2025
Siphiwe Sibeko/Reuters
O exemplo do Chile
Na entrevista, Oliver também alertou sobre possíveis impactos negativo das manifestações. Ele advertiu que é “difícil traduzir essa energia nas ruas em avanços institucionais”. E mais: a derrubada de um governo pode criar um vácuo político, que multas vezes é preenchido pelas Forças Armadas, como ocorreu em Madagascar.
O risco de repressão aumenta quando a estabilidade política não é alcançada. Stuenkel citou o Chile como um exemplo de país que conseguiu lidar bem com a instabilidade, promovendo a participação cívico e levando uma nova geração ao poder, embora as tentativa de reescrever a Constituição tenham fracassado.
“Eu diria que o Chile talvez represente o melhor cenário, porque as grandes manifestações levaram uma nova geração ao poder, representada pelo atual presidente Gabriel Boric.”
“Também há candidatos mais jovem agora à direita, promovendo debates muito organizados — um reflexo de muita maturidade política sobre que tipo de país o Chile gostaria de ser”, conclui Oliver.
Ouça a íntegra do episódio aqui.
O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataforma de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de download em todas as plataforma de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.
Jovem tiram selfie com o palácio do governo do Nepal em chamas ao fundo, em 9 de setembro de 2025
AP Photo/Niranjan Shrestha

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G1

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