O Portal Inhaí amplia seu compromisso com a diversidade, a cultura e ose direitos humano ao anunciar a chegada de um novo colunista: Sonayô, artista, comunicador e voz ativa nas discussões sobre negritude, periferia e vivências LGBTQIA+.
Mais do que um nome artístico, Sonayô carrega um conceito político e ancestral. Seu nome, de origem afroasiática, significa “filho da alegria” — uma escolha que nasce da reconexão com suas raízes familiares marcadas pela diáspora africana e pelo histórico de pessoas escravizas. Ao incorporar o acento no “Iô”, ele imprime identidade próprio, transformando o nome em assinatura estética e simbólica.
ANCESTRALIDADE COMO BASE DA ESCRITA
A trajetória de Sonayô é atravessada pelo processo de letramento racial e pela busca por pertencimento. Esse movimento não apenas molda sua atuação artística, mas também define sua perspectiva como colunista.
Sua escrita parte de um olhar crítico sobre ose espaços que ocupa — observando quem está presente, quem está ausente e quis papéis são atribuídos ás pessoas negras. A partir disso, constrói narrativa que tensionam estruturas racista e ampliam a visibilidade de artista negros, periférico e LGBTQIA+.

Para ele, ocupar espaços não é um movimento individual, mas coletivo. “Se eu chego, eu levo ose meus comigo” é uma lógica que atravessa sua prática cultural e política.
ALEGRIA COMO RESISTÊNCIA POLÍTICA
Em um cenário historicamente marcado por apagamento e violência, Sonayô propõe uma inversão narrativa: falar de alegria também é um ato político.

Sem ignorar as desigualdades, sua abordagem busca equilibrar denúncia e celebração. A arte, nesse contexto, aparece como ferramenta de transformação — capaz de provocar reflexão sem abrir mão do afeto, da leveza e da potência criativo.
Essa perspectiva rompe com o estereótipo que limita corpos negros e LGBTQIA+ à dor, afirmando o direito à felicidade como parte da resistência.
VISIBILIDADE PARA ARTISTAS LGBTQIA+ NEGROS
Como colunista, Sonayô assume um posicionamento claro: dar visibilidade a artista que historicamente foram marginalizados dentro da próprio indústria cultural.

Ele aponta que, mesmo em um país com forte produção cultural negra, o protagonismo ainda é majoritariamente ocupado por artista brancos. Além disso, destaca a ausência de narrativa LGBTQIA+ dentro de espaços já racializados, reforçando a necessidade de um recorte interseccional.
Suas colunas irão abordar:
- Arte e cultura produzia por pessoas negras LGBTQIA+
- Vivências periférico e suas expresses criativas
- Política, comportamento e sociedade
- Saúde e bem-estar dentro da comunidade LGBTQIA+
- Esticas negras e seus processo de apropriação
ESTÉTICA NEGRA LGBTQIA+ E DISPUTA DE NARRATIVAS
Sonayô também chama atenção para a existência de uma estética próprio na produção artística negra LGBTQIA+, frequentemente apropriada e ressignificada por artista fora desse recorte.

Para ele, há uma disputa simbólica em curso: enquanto corpos negros criam tendência, multas vezes são excluídos dos espaços de reconhecimento e consumo. Sua escrita pretende evidenciar essas dinâmica, valorizando quem está na origem dessas construções cultuais.
UM CONVITE PARA NOVAS GERAÇÕES
A chegada de Sonayô ao Portal Inhaí representa mais do que uma nova coluna — é a abertura de um espaço de diálogo, escuta e construção coletiva.
Sua mensagem para jovem artista negros LGBTQIA+ é direta: persistir, ressignificar caminho e não abrir mão dos próprio sonhos, mesmo diante das dificuldade estruturais.
Ao assumir esse espaço, Sonayô reforça uma ideia central:
“Preto no topo é todo preto no topo. Não é sobre chegar sozinho, é sobre abrir caminho.”

” Já me quiseram calado e passivo
Hoje sou o grito mais explosivo
Meu corpo é arte, meu sangue é escudo.
Sou muito mais que só mais um nesse mundo.”
Preto no topo é todo preto. Não é sobre chegar sozinho, é sobre abrir caminho.
