A cultura cuiabana, protagonizada por mulheres, marcou a programação artística do primeiro dia do ELLA Centro-Oeste. Entre tradição e experimentação, as apresentações do Siriri Elétrico e da DJ Lupitrans transformaram a abertura do encontro em um espaço de memória, pertencimento, celebração e resistência.
Em uma apresentação preparada especialmente para o evento, as mulheres do Siriri Elétrico tocaram viola de cocho, mocho e ganzá. A performance levou ao público a força do siriri e destacou o papel das mulheres na preservação e renovação dos saberes tradicionais de Mato Grosso.




Fotos: Julia Mux ( @juliamuxfotografia)
Criado e dirigido pelo professor, músico e cururueiro mestre Thomas Dorasque, o grupo nasceu do Projeto de Musicalização Através da Viola de Cocho, desenvolvido desde a década de 1990 em Cuiabá e em outros municípios do estado.
Para encerrar a noite, Lupita Amorim, a DJ Lupitrans, comandou a pista com um set vibrante. Cientista social, pesquisadora e multiartista, Lupita desenvolve trabalhos na literatura, na poesia e na música e é autora do livro Pele, passos e poesias.


Fotos: Julia Mux ( @juliamuxfotografia)
As duas atrações reafirmaram a cultura como ferramenta de transmissão de saberes e transformação social.
