“É perigoso ser mulher em Mato Grosso”: mesa do ELLA Centro-Oeste discute feminicídio e crise climática

Portal Inhaí
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A mesa “Corpo e Território: é perigoso ser mulher em Mato Grosso” abriu os debates do ELLA Centro-Oeste, em Cuiabá, colocando em pauta a violência, as desigualdades de gênero e as relações entre vulnerabilidade social, território e crise climática.

A conversa foi mediada por Dríade Aguiar, cofundadora do ELLA, que apresentou a rede como um espaço de encontro e articulação entre mulheres. Ela também destacou a urgência desses debates em Mato Grosso, estado que registrou 54 feminicídios em 2025, o maior número desde 2020, e apresentou a terceira maior taxa do país, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

A liderança do movimento negro Antonieta Luísa Costa defendeu a organização conjunta diante das desigualdades e do racismo. “A transformação só acontece no coletivo”, afirmou.

Fotos: Julia Mux ( @juliamuxfotografia)

A cientista política Christiany Fonseca chamou a atenção para o cenário eleitoral e as contradições de um estado economicamente produtivo que não garante proteção às mulheres.

Já a jornalista e ativista Hadassah Luz, integrante do MT Queer ressaltou a importância da presença feminina nos espaços públicos e de decisão: “Quando uma mulher ocupa um espaço e fala, ela incomoda. Nós, mulheres, precisamos estar unidas”.





Por Midia Ninja

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