PLAYCENTER: O PARQUE QUE MARCOU GERAÇÕES EM SÃO PAULO

AndreSchiavette
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Antes mesmo de Hopi Hari e Beto Carrero dominarem o imaginário popular, existia um lugar que definia o conceito de diversão para milhares de paulistanos: o Playcenter. Localizado na Marginal Tietê, em São Paulo, o parque foi inaugurado em 27 de julho de 1973 e rapidamente se tornou um dos símbolos do lazer urbano no Brasil.

Por quase quatro décadas, o Playcenter foi palco de primeiras aventuras, encontros de amigos, passeios escolares e memórias que atravessaram gerações. Seu fechamento, em 2012, deixou um vazio afetivo difícil de preencher.

O NASCIMENTO DE UM ÍCONE

O Playcenter foi idealizado pelo empresário Marcelo Gutglas, que se inspirou em parques internacionais para criar um espaço moderno de entretenimento na capital paulista. Em uma época em que parques temáticos ainda eram raros no país, o empreendimento se destacou pela inovação, variedade de brinquedos e fácil acesso, já que estava em uma das principais vias da cidade.

O parque cresceu rapidamente, ampliando suas atrações e se consolidando como referência nacional em diversão.

ATRAÇÕES QUE VIRARAM LENDA

Alguns brinquedos do Playcenter se tornaram verdadeiros clássicos e até hoje são lembrados com nostalgia:

  • Boomerang – Montanha-russa com percurso de ida e volta em alta velocidade.
  • Looping Star – A primeira montanha-russa com looping de São Paulo.
  • Torre – Brinquedo de queda livre que desafiava os corajosos.
  • Kamikaze – Braço giratório que colocava os visitantes de cabeça para baixo.
  • Barco Viking – Balanço gigante que parecia desafiar a gravidade.
  • Telecombate – Simulador de batalha aérea que virou febre nos anos 90.
  • Castelo do Terror – Um dos primeiros túneis de terror do país.

O parque também contava com roda-gigante, carrinhos de bate-bate, brinquedos infantis e espaços temáticos.

O Playcenter se destacava por ser um parque acessível, tanto financeiramente quanto geograficamente. Era comum encontrar famílias, estudantes, excursões escolares e jovens de diferentes regiões da cidade. O parque fazia parte do cotidiano cultural de São Paulo.

Além dos brinquedos, o espaço recebia eventos, shows, campanhas promocionais e ações de marcas, tornando-se um ponto de encontro urbano.

O FIM DE UMA ERA

Em 2012, após quase 40 anos de funcionamento, o Playcenter anunciou seu fechamento. A decisão foi motivada por fatores como a valorização imobiliária da região, altos custos de manutenção e mudanças no perfil do público.

O encerramento marcou o fim de uma era. Filas se formaram nos últimos dias, com pessoas que queriam se despedir do parque onde viveram tantas histórias.

O LEGADO

Mesmo após o fechamento, o Playcenter segue vivo na memória afetiva de quem cresceu nos anos 80, 90 e início dos anos 2000. Fotos antigas, relatos nas redes sociais e encontros de ex-frequentadores mostram que o parque se tornou parte da identidade cultural paulistana.

Hoje, o nome Playcenter ainda desperta emoção, saudade e sorrisos — prova de que alguns lugares nunca desaparecem completamente, apenas mudam de forma e passam a existir na lembrança coletiva.

O Playcenter não foi apenas um parque de diversões. Foi um capítulo importante da história do lazer no Brasil.

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