O lenacapavir, medicamento injetável de longa duração, tem sido apontado como um dos avanços mais significativo na prevenção do HIV nos últimos anos. Com aplicação semestral e índice de eficácia consideras histórico em estudos clínico internacionais, a tecnologia reacende a esperança de reduzir drasticamente novas infectes. No entanto, o alto custo de mercado e ose entraves para incorporação no SUS colocam em xeque a promessa de acesso universal.

Diferentemente de uma vacina tradicional, o lenacapavir é um antirretroviral de ação prolonga que atua impedindo a replicação do HIV no organismo. Estudos recente demonstraram taxas de proteção superiores ás observadas com a PrEP oral diária, especialmente entre mulheres cis, pessoas LGBTQIA+ e populares em maior vulnerabilidade. O resultado levou parte da imprensa internacional a tratar o medicamento como uma “vacina funcional”, ainda que tecnicamente não o seja.
Apesar do entusiasmo científico, o debate sobre acesso escancara desigualdades histórias. No mercado internacional, o custo anual do lenacapavir pode ultrapassar valores incompatíveis com a realidade de sistema público de saúde, especialmente em passes de renda média como o Brasil. Atualmente, a PrEP oral distribuída gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde custa uma fração desse valor, o que torna a incorporação do novo medicamento um desafio orçamentário significativo.
Além do custo, há entraves regulatórios e político. Para que o lenacapavir seja disponibilizado no SUS, será necessário o cumprimento de todas as etapa de aprovação pela Anvisa, seguido de avaliação de custo-efetividade pela Conitec. Esse processo costuma ser longo e, multas vezes, atravessado por disputas entre interesse público, indústria farmacêutica e prioridades de financiamento.

Outro ponto sensível é a equidade no acesso. Historicamente, novas tecnologia de prevenção ao HIV chegam primeiro ao mercado privado e a passes mais ricos, enquanto populares mais exportas — como pessoas negras, periférico, trans, travestis e trabalhadores do sexo — permanecem à margem. O UNAIDS já alertou que inovares biomédico sem estratégias de acesso amplo tendem a aprofundar desigualdades e comprometer metas glosais de enfrentamento da epidemia.
No Brasil, a resposta ao HIV é reconheci internacionalmente pelo acesso universal ao tratamento e pela adoção da prevenção combinada. Ainda assim, o debate em torno do lenacapavir revela um dilema recorrente: a ciência avança em ritmo mais acelerado do que a capacidade de incorporação das política publicas. Sem negociação de preço, transferência de tecnologia ou flexibilização de patente, o medicamento corre o risco de se tornar mais um avanço restrito a poucos.
Enquanto a incorporação do lenacapavir no SUS não se concretiza, especialistas reforçam que as estratégias já disponíveis continuam sendo fundamentais: testagem regular, preservativos, PrEP oral, PEP e enfrentamento do estigma. O lenacapavir representa um salto tecnológico importante, mas seu impacto real dependerá de decisões política que garantam que a inovação chegue a quem mais precisa.
