Comerciante desaparecido em Carapicuíba teria sido sequestrado e levado para emboscada – OCenário

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Polícia Civil acredita que Marcelo Magalhães de Almeira foi atraído por um amigo, mantido refém e levado ainda vivo até uma área de mata; três suspeitos estão presos e um permanece foragido


A Polícia Civil de São Paulo acredita que o comerciante Marcelo Magalhães de Almeira, de 31 anos, desaparecido desde quinta-feira (16), foi atraído para uma emboscada em Carapicuíba, na Grande São Paulo.

Segundo a investigação, o crime teria sido planejado por um amigo da vítima após um desentendimento financeiro. Marcelo foi mantido em cativeiro por aproximadamente duas horas, obrigado a fazer transferências bancárias e depois levado ainda vivo para uma área de mata próxima a um córrego.

Embora a polícia trabalhe com a hipótese de homicídio, o comerciante ainda não foi encontrado. Três homens foram presos por suspeita de envolvimento no crime e um quarto investigado permanece foragido.


Amigo teria organizado emboscada

De acordo com a Polícia Civil, Marcelo foi atraído por um homem que já mantinha uma relação de amizade com ele.

O comerciante costumava ajudar financeiramente o suspeito e realizava repasses havia algum tempo. O relacionamento teria se deteriorado depois que Marcelo decidiu interromper os pagamentos.

Os investigadores acreditam que essa decisão provocou um desentendimento e motivou o planejamento do crime.

O suspeito também teria realizado chantagens contra o comerciante antes do desaparecimento. A natureza dessas ameaças não foi detalhada pelas autoridades.


O delegado Fabiano Barbeiro, responsável pelo caso, afirmou que os indícios apontam para uma ação premeditada.

Na avaliação da Polícia Civil, os envolvidos já pretendiam matar Marcelo quando o atraíram para o encontro.

Essa interpretação levou os investigadores a alterar a classificação da ocorrência, inicialmente registrada apenas como desaparecimento.

Com a descoberta das transferências bancárias, dos vestígios de sangue e de outros elementos, o caso passou a ser investigado como homicídio qualificado.


Comerciante foi mantido refém por duas horas

Após ser atraído para a emboscada, Marcelo teria sido levado a um imóvel ao qual um dos investigados possuía acesso.

Segundo a polícia, ele foi amarrado, amordaçado e mantido em cárcere por aproximadamente duas horas.

Durante esse período, os criminosos obrigaram o comerciante a realizar transferências bancárias.

Os investigadores tentam reconstruir a movimentação financeira e identificar todas as contas que receberam os valores retirados da vítima.

Vestígios de sangue foram encontrados no imóvel utilizado como cativeiro. O material foi recolhido e encaminhado para análise pericial.


Transferências somaram cerca de R$ 8 mil

A vítima foi obrigada a transferir aproximadamente R$ 8 mil no dia do desaparecimento.

Para a Polícia Civil, porém, o dinheiro retirado da conta não teria sido a principal motivação do crime.

O delegado classificou as transferências como a “última tacada” dos envolvidos. A retirada dos valores teria ocorrido de maneira oportunista, depois que Marcelo já havia sido atraído e dominado.

A motivação principal estaria relacionada à decisão do comerciante de interromper os pagamentos que fazia ao amigo.


Testemunha diz que vítima implorou pela vida

A investigação aponta que Marcelo permaneceu vivo durante todo o período em que esteve no imóvel.

Depois do cativeiro, ele teria sido levado nessa condição até uma área de mata próxima a um córrego.

Uma testemunha relatou à polícia que o comerciante implorou para não ser morto. Segundo o depoimento, Marcelo teria dito aos criminosos que poderiam ficar com o dinheiro, desde que poupassem sua vida.

A declaração reforçou a hipótese de que o comerciante foi retirado do imóvel ainda com vida.


Caso é tratado como homicídio, e não latrocínio

A Polícia Civil decidiu investigar o desaparecimento como homicídio qualificado porque considera que a intenção de matar existia desde o início da ação.

No latrocínio, a morte ocorre durante ou em consequência de um roubo. Neste caso, os investigadores acreditam que o homicídio já havia sido planejado antes da retirada do dinheiro.

As transferências bancárias teriam sido realizadas depois que Marcelo foi atraído para a emboscada e colocado em cativeiro.

A definição jurídica ainda poderá ser modificada conforme o avanço das investigações e o surgimento de novas provas.


Câmeras registraram últimas imagens de Marcelo

Câmeras de segurança do condomínio onde o comerciante morava sozinho registraram Marcelo saindo com seu veículo por volta das 20h30 de quinta-feira.

Às 21h, ele foi visto em um bar na Estrada da Fazendinha acompanhado por um conhecido apelidado de “Fumaça”.

Segundo a polícia, o homem apresentou diferentes versões sobre o desaparecimento durante os depoimentos.

As contradições chamaram a atenção dos investigadores e ajudaram a direcionar as primeiras diligências.


O automóvel blindado de Marcelo foi abandonado por volta das 22h50 na Rua das Andorinhas.

Testemunhas afirmaram que um homem alto e magro deixou o veículo no local e fugiu correndo. Ele utilizava blusa preta, capuz azul e calça jeans clara.

O carro apresentava diversas marcas de calçados no capô e no para-brisa.

A perícia também encontrou vestígios de sangue no interior do veículo. Os exames deverão determinar a origem do material e verificar se existe correspondência com o perfil genético da vítima.


Três suspeitos estão presos

O primeiro suspeito foi localizado e preso pela Polícia Militar na sexta-feira (17), um dia depois do desaparecimento.

Ele já possuía um mandado de prisão em aberto relacionado a outro crime.

A análise de imagens de segurança e documentos permitiu que a Polícia Civil identificasse outros possíveis envolvidos.

Mais dois homens foram presos no domingo (19). Um quarto suspeito já foi identificado, mas permanece foragido.

As autoridades continuam investigando a função exercida por cada um durante o planejamento, o cativeiro e o transporte da vítima.


Suspeito indicou local próximo a córrego

Um dos homens presos informou aos investigadores que o corpo de Marcelo teria sido deixado em um córrego com correnteza.

O suspeito levou as equipes até uma área de mata próxima ao local indicado.

Cães farejadores identificaram vestígios compatíveis com a passagem da vítima pela região, mas as buscas não localizaram o comerciante.

A informação alterou a estratégia da operação porque a correnteza pode ter deslocado o corpo para uma área distante do ponto inicialmente indicado.

O relato apresentado pelo investigado ainda precisa ser confirmado por provas materiais.


Buscas mobilizam cães, drones e helicóptero

Durante o fim de semana, a Polícia Militar realizou uma grande operação de buscas em uma área de mata da Sabesp.

A mobilização contou com cães farejadores, drones e o helicóptero Águia, além de equipes em solo.

Depois da informação sobre o córrego, as autoridades passaram a concentrar os trabalhos ao longo do curso d’água e nas áreas próximas.

As condições do terreno e a correnteza aumentam a dificuldade da operação.


Vestígios ainda serão examinados pela perícia

Os vestígios de sangue encontrados no imóvel e no veículo são considerados elementos importantes para esclarecer o caso.

O material passará por exames para identificar a quem pertence e determinar se as manchas possuem relação direta com o desaparecimento.

A perícia também deverá analisar o automóvel, os locais utilizados pelos suspeitos, os aparelhos celulares e as movimentações bancárias.

As imagens de câmeras de segurança ajudarão a reconstruir o trajeto feito por Marcelo e pelos investigados durante a noite.


Marcelo ainda é considerado desaparecido

Apesar da hipótese de homicídio adotada pela Polícia Civil, Marcelo Magalhães de Almeira continua oficialmente desaparecido, pois seu corpo ainda não foi localizado.

As buscas permanecem concentradas na área indicada por um dos presos e ao longo do córrego.

A polícia também continua procurando o quarto suspeito e analisando os elementos recolhidos durante a investigação.

As responsabilidades individuais ainda não foram definidas pela Justiça. Os presos são tratados como suspeitos e terão direito à defesa durante o processo.



TV Cenário

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