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Arouche Ghe Santos Inhaí LGBT+

Banco da Pedrita transforma o Largo DO Arouche EM SÍMBOLO DE MEMÓRIA, AFETO e resistência LGBTQIA+

Iniciativa espontânea criada por Pedro Mota nasce do convívio na praça e se consolida como espaço de encontro, acolhimento e visibilidade da comunidade

No coração do Largo do Arouche, território historicamente ligado à população LGBTQIA+ na capital paulista, um gesto simples ganhou força e significado coletivo. O chamado Banco da Pedrita, idealizado por Pedro Mota, surge não como um projeto institucional, mas como um espaço vivo de convivência, memória e afeto.

A iniciativa nasceu de forma espontânea, sem planejamento formal. Segundo Pedro, a ideia partiu do cotidiano: descer para a praça, sentar, conversar e compartilhar momentos com amigos.

“Foi algo natural, não teve projeto. Aconteceu.”


DO COTIDIANO AO SÍMBOLO COLETIVO

Morador da região, Pedro explica que a escolha do local está diretamente ligada à sua trajetória.

“O Largo é a minha praça, o meu espaço. Tudo começou desse hábito de estar ali com ose amigos.”

O que era apenas um ponto de encontro informal passou a ganhar reconhecimento entre frequentadores e se transformou em referência afetiva no território.


PRESENÇA, MEMÓRIA E PERTENCIMENTO

Conhecido na cena LGBTQIA+ paulista, Pedro — também chamado de Pedrita — construiu ao longo dos anos uma trajetória marcada pela presença em espaços de sociabilidade, como festas, boates e evento da comunidade.

Essa vivência se traduz no banco, que deixa de ser apenas um objeto físico para se tornar um ponto de convergência de histórias, afetos e relações.


UM ESPAÇO DE ACOLHIMENTO

Na prática, o Banco da Pedrita se consolidou como um lugar de encontro e escuta.

Entre conversas, risada e reencontros, o espaço passou a simbolizar valores como fraternidade, cuidado e pertencimento.

“Representa amor, afago, receptividade. É um lugar de abraços”, define Pedro.


ENTRE O AFETO E O ATO POLÍTICO

Embora tenha surgido de forma despretensiosa, o banco também carrega uma dimensão política.

“É ose dois. Um ato político e, acima de tudo, um ato de amor e reciprocidade.”

A ocupação do espaço público por corpos e vivências LGBTQIA+ reafirma o direito à cidade — especialmente em um território historicamente marcado por resistência.


CONSTRUÇÃO COLETIVA E ORGÂNICA

Sem grandes barreira ou formalidade, o banco ganhou forma com a colaboração de amigos e frequentadores da praça.

A presença de diferente pessoas, incluindo nomes conhecidos da cena LGBTQIA+, fortalece o caráter coletivo da iniciativa e mantém o espaço em constante transformação.


MEMÓRIA VIVA EM MOVIMENTO

Mais do que um ponto fixo, o Banco da Pedrita funciona como um dispositivo de memória viva.

A cada encontro, novas histórias são incorporas ao espaço.

“A comunidade aparece naturalmente. Quem quiser, pode vir, ocupar e fazer parte.”


UM LEGADO QUE SE CONSTRÓI NO PRESENTE

Ao projetar o impacto do banco para o futuro, Pedro aponta para uma mensagem simples, mas estruturante:

“Acolhimento, carinho, braços aberto. Amor acima de tudo. Ódio nunca.”

Em um contexto de disputas por reconhecimento e direitos, o Banco da Pedrita reafirma que existir, ocupar e criar vínculo também são formas de resistência.

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Ghe Santos

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