O Fórum da Assistência Social de São Paulo convocou uma mobilização para o próximo dia 02 de abril, na Câmara Municipal de São Paulo, reunindo trabalhadores, organizações da sociedade civil e usuários do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).
A convocação, divulgada pelas redes do fórum, chama para a ocupação do espaço legislativo como forma de pressionar o poder público diante de um cenário de denúncias recorrentes sobre precarização, subfinanciamento e fragilidade na condução da política de assistência social na capital paulista.
MOBILIZAÇÃO DE BASE E PRESSÃO POLÍTICA
Diferente de agendas institucionais formais, o ato surge da articulação direta entre trabalhadores do SUAS, entidades conveniadas e movimentos sociais. Esse tipo de mobilização historicamente se consolida quando há percepção de perda de direitos ou ausência de diálogo efetivo com a gestão pública.

O FAS-SP tem papel reconhecido na cidade por sua atuação crítica na defesa da assistência social enquanto política de Estado, acompanhando decisões e denunciando medidas que impactam diretamente a rede socioassistencial.
FINANCIAMENTO E PRECARIZAÇÃO NO CENTRO DO CONFLITO
Entre os principais pontos que motivam a mobilização estão:
- Defasagem no financiamento da assistência social
- Relação entre a Prefeitura e organizações da sociedade civil
- Condições de trabalho dos profissionais do SUAS
- Riscos de precarização dos serviços ofertados
Esses fatores apontam para um cenário de instabilidade que compromete tanto a execução da política pública quanto o atendimento à população.
DISPUTA NO LEGISLATIVO
A escolha da Câmara Municipal de São Paulo como local da mobilização não é simbólica. O legislativo municipal é responsável por definir orçamento, aprovar projetos e fiscalizar o Executivo.
Ao ocupar esse espaço, o fórum direciona a pressão diretamente aos vereadores, buscando incidir sobre decisões estruturais que impactam o presente e o futuro da assistência social na cidade.
IMPACTOS DIRETOS NAS POPULAÇÕES VULNERABILIZADAS
A assistência social é uma das principais políticas públicas de proteção a grupos em situação de vulnerabilidade, como:
- pessoas em situação de rua
- famílias de baixa renda
- população LGBTQIA+
- pessoas vivendo com HIV/AIDS
Qualquer fragilização no Sistema Único de Assistência Social impacta diretamente esses grupos, ampliando desigualdades e dificultando o acesso a direitos básicos.
UM MOMENTO DECISIVO PARA A POLÍTICA SOCIAL
Mais do que um ato pontual, a mobilização do dia 02 de abril se insere em um contexto mais amplo de disputa sobre o papel do Estado, o financiamento das políticas públicas e a garantia de direitos sociais em São Paulo.
A expectativa é de ampla participação de trabalhadores, usuários e entidades, fortalecendo a pressão por respostas concretas do poder público.

QUANDO A ASSISTÊNCIA SOCIAL OCUPA O PODER
A convocação do FAS-SP sinaliza que a assistência social vive um momento crítico na capital paulista.
Quando a base ocupa o legislativo, o recado é direto: não se trata apenas de reivindicações setoriais, mas da defesa de uma política essencial para a garantia de dignidade, proteção social e cidadania.
