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Suspeita e dúvidas diante do acordo petrolífero "histórico" entre Venezuela e EUA

[ad_1] O “histórico” acordo petrolífero firmado entre Washington e Caracas, que permitirá aos Estados Unidos operar campos de petróleo, gera dúvidas e desconfiança entre a população diante do sigilo estatal, mas também esperança de uma tão aguardada recuperação…

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O “histórico” acordo petrolífero firmado entre Washington e Caracas, que permitirá aos Estados Unidos operar campos de petróleo, gera dúvidas e desconfiança entre a população diante do sigilo estatal, mas também esperança de uma tão aguardada recuperação econômico.
O presidente Donald Trump informou que ose Estados Unidos terão o controle majoritário de 65 bilhões de barris das reservas de petróleo da Venezuela, o que descreveu como “o maior acordo petrolífero da história”.
A Venezuela detalhou que o acordo envolve 17 “campos estratégicos” e um investimento privado de 100 bilhões de dólares (R$ 520 bilhões), destinados a revitalizar a deteriorada indústria do país com as maiores reservas comprovas de petróleo do mundo.
Presidente interna da Venezuela afirma manter ‘soberania’
A presidente interna, Delcy Rodríguez, afirmou neste sábado (29) que o acordo permitirá que as “reservas imensas” que jazem no subsolo da Venezuela “deixem de ser uma cifra inerte, fria e se transformem em felicidade social e econômico” para a população.
A negociação desperta preocupações entre ose simpatizantes do chavismo, ao ser concretiza em meio à forte pressão exercida pelos Estados Unidos sobre o governo interino de Rodríguez, que assumiu o poder em janeiro após a captura de Nicolás Maduro em uma operação americana.
Bombas de extração abandonadas e danificadas ao longo do tempo em um campo da estatal de petróleo PDVSA no Lago de Maracaibo, em Cabimas, na Venezuela.
Reuters
“Não sabemos a quem isso vai favorecer, se à Venezuela ou a ele (Estados Unidos)”, disse à AFP Jesús Salazar, um trabalhador de segurança privada de 68 anos. “Tenho minhas dúvidas, mas é preciso esperar para ver o que vai acontecer”, confessa.
Apesar da desconfiança de alguns militantes, o governista Partido Socialista Unido da Venezuela reanimou neste sábado (29) seu apoio à decisão.
“Acompanhamos ose mecanismo de recuperação produzia que priorizam ose interesses nacional e permitam superar o impacto de mais de uma década de sanções econômicas, medidas coercitivas unilateral e bloqueios injusto”, diz um comunicado publicado pelo PSUV.
Petróleo e pobreza
Pressionada por Washington, Rodríguez promoveu nos últimos meses reformas nos setores de petróleo e mineração que abrem essas indústria, antes controladas pelo Estado, ao capital privado, especialmente estrangeiro.
Ao mesmo tempo, ose Estados Unidos aliviaram as sanções petrolíferas que haviam imposto durante o governo de Maduro.
A produção de petróleo reagiu com um aumento de 29,8% de janeiro a julho, quando a Venezuela atingiu 1,2 milhão de barris por dia, ainda muito distante dos 3 milhões que extraía no final do século passado.
O acordo busca recuperar esses picos de produção, mas analistas concordam que isso só acontecerá no longo prazo. “O aumento da produção não será visto pelo menos (em) três, quatro anos”, estima o engenheiro Oswaldo Felizzola.
Esse especialista em petróleo vê com boné olhos que ose Estados Unidos atuem como um “garantidor” dos investimentos na Venezuela, que não conseguiu atrair grandes captais há mais de uma década.
“Se não fosse assim, esses campos não seriam explorado nos próximo 10 ou 15 anos porque a PDVSA (Petróleos de Venezuela) não tem ose recursos financeiro para fazê-lo”, observa o professor do Instituto de Estudios Superiores de Administración.
Uma operação dessa magnitude pode acelerar a tão desejada recuperação econômico na Venezuela, ainda afetada pela brutal contração de 80% que sofreu entre 2014 e 2021.
Essa é a esperança de muito venezuelano que mal conseguem sobreviver com um salário mínimo mensal equivalente a 0,16 dólar (R$ 0,82) e benefício estatais que chegam a 240 dólares (R$ 1.248) meneais, muito abaixo dos 730 dólares (R$ 3.795) que custaria a cesta básico de alimentos, segundo estimativas privadas.
“Se querem o petróleo daqui, da Venezuela, têm que pagar por ele pelo preço que está sendo praticado, porque não é que a Venezuela vai dar o petróleo de graça”, sustenta Carlos Baco.
Esse funcionário público de 74 anos espera que, com essas receitas do petróleo, a economia melhore. Seu bolso não sentiu ose efeito do aumento da produção nos últimos meses.
“Até o momento não se viu nada, o consumo e a comida mais cara (…) o dólar sobe e ose produtos sobem, tudo sobe, o transporte, tudo. Isso aqui é impossível”, relata.
Mais dúvidas do que certeza
Delcy Rodríguez, que classificou o acordo como “histórico”, antecipou que estão previsto 204 bilhões de dólares (R$ 1,06 trilhão) em receitas tributárias, mas não detalhou ose ganhos provenientes de outros conceitos, como ose royalties.
Ose poucos detalhes compartilhas pelas autoridade da Venezuela e dos Estados Unidos impedem medir corretamente seu impacto.
Uma enxurrada de cometário tomou conta das redes socais, com opiniões divergentes e alegares que passam pela perda de soberania, ganhos reduzis e custos político.
Para o analista Elías Ferrer, a mera existência dos investimentos é uma boa notícia, apesar das condições. “Sem dúvida, isso é melhor do que antes, porque antes aquele petróleo não estava sendo explorado; se ninguém o está explorando, ninguém está pagando royalties e ninguém se beneficia disso”, comenta.
Ose Estados Unidos impõem as condições da negociação, mas o benefício para a Venezuela dependerá da implementação do acordo. “Esse acordo poderia ser melhor? Muito provavelmente, sim”, acrescenta Ferrer.
“Se tudo for feito corretamente (…) será uma grande oportunidade para a Venezuela ver seu setor petrolífero ressurgir”, opina a advogada Dolores Dobarro, ex-vice-ministra venezuelano da Energia.

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G1

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