SONAYÔ É O NOVO COLUNISTA DO PORTAL INHAÍ E TRAZ A POTÊNCIA DA ARTE LGBTQIA+ NEGRA PARA O CENTRO DO DEBATE

Ghe Santos
5 Min Read

O Portal Inhaí amplia seu compromisso com a diversidade, a cultura e os direitos humanos ao anunciar a chegada de um novo colunista: Sonayô, artista, comunicador e voz ativa nas discussões sobre negritude, periferia e vivências LGBTQIA+.

Mais do que um nome artístico, Sonayô carrega um conceito político e ancestral. Seu nome, de origem afroasiática, significa “filho da alegria” — uma escolha que nasce da reconexão com suas raízes familiares marcadas pela diáspora africana e pelo histórico de pessoas escravizadas. Ao incorporar o acento no “Iô”, ele imprime identidade própria, transformando o nome em assinatura estética e simbólica.

ANCESTRALIDADE COMO BASE DA ESCRITA

A trajetória de Sonayô é atravessada pelo processo de letramento racial e pela busca por pertencimento. Esse movimento não apenas molda sua atuação artística, mas também define sua perspectiva como colunista.

Sua escrita parte de um olhar crítico sobre os espaços que ocupa — observando quem está presente, quem está ausente e quais papéis são atribuídos às pessoas negras. A partir disso, constrói narrativas que tensionam estruturas racistas e ampliam a visibilidade de artistas negros, periféricos e LGBTQIA+.

Para ele, ocupar espaços não é um movimento individual, mas coletivo. “Se eu chego, eu levo os meus comigo” é uma lógica que atravessa sua prática cultural e política.

ALEGRIA COMO RESISTÊNCIA POLÍTICA

Em um cenário historicamente marcado por apagamentos e violências, Sonayô propõe uma inversão narrativa: falar de alegria também é um ato político.

Sem ignorar as desigualdades, sua abordagem busca equilibrar denúncia e celebração. A arte, nesse contexto, aparece como ferramenta de transformação — capaz de provocar reflexão sem abrir mão do afeto, da leveza e da potência criativa.

Essa perspectiva rompe com o estereótipo que limita corpos negros e LGBTQIA+ à dor, afirmando o direito à felicidade como parte da resistência.

VISIBILIDADE PARA ARTISTAS LGBTQIA+ NEGROS

Como colunista, Sonayô assume um posicionamento claro: dar visibilidade a artistas que historicamente foram marginalizados dentro da própria indústria cultural.

Ele aponta que, mesmo em um país com forte produção cultural negra, o protagonismo ainda é majoritariamente ocupado por artistas brancos. Além disso, destaca a ausência de narrativas LGBTQIA+ dentro de espaços já racializados, reforçando a necessidade de um recorte interseccional.

Suas colunas irão abordar:

  • Arte e cultura produzida por pessoas negras LGBTQIA+
  • Vivências periféricas e suas expressões criativas
  • Política, comportamento e sociedade
  • Saúde e bem-estar dentro da comunidade LGBTQIA+
  • Estéticas negras e seus processos de apropriação

ESTÉTICA NEGRA LGBTQIA+ E DISPUTA DE NARRATIVAS

Sonayô também chama atenção para a existência de uma estética própria na produção artística negra LGBTQIA+, frequentemente apropriada e ressignificada por artistas fora desse recorte.

Para ele, há uma disputa simbólica em curso: enquanto corpos negros criam tendências, muitas vezes são excluídos dos espaços de reconhecimento e consumo. Sua escrita pretende evidenciar essas dinâmicas, valorizando quem está na origem dessas construções culturais.

UM CONVITE PARA NOVAS GERAÇÕES

A chegada de Sonayô ao Portal Inhaí representa mais do que uma nova coluna — é a abertura de um espaço de diálogo, escuta e construção coletiva.

Sua mensagem para jovens artistas negros LGBTQIA+ é direta: persistir, ressignificar caminhos e não abrir mão dos próprios sonhos, mesmo diante das dificuldades estruturais.

Ao assumir esse espaço, Sonayô reforça uma ideia central:
“Preto no topo é todo preto no topo. Não é sobre chegar sozinho, é sobre abrir caminho.”

” Já me quiseram calado e passivo
Hoje sou o grito mais explosivo
Meu corpo é arte, meu sangue é escudo.
Sou muito mais que só mais um nesse mundo.”
Preto no topo é todo preto. Não é sobre chegar sozinho, é sobre abrir caminho.

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