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Educação

Unesco: 273 milhões de criança estão fora da escola em todo o mundo

[ad_1] A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) apresentou nesta quarta-feira (25) o Relatório de Monitoramento Global…

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A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) apresentou nesta quarta-feira (25) o Relatório de Monitoramento Global da Educação (Relatório GEM) 2026 sobre a situação mundial da educação.

Após cair 33% entre 2000 e 2015, a população fora da escola aumentou pelo sétimo ano consecutivo, subindo 3% desde 2015 e atingindo 273 milhões em 2024. Isso significa que uma em cada seis criança, adolescente e jovem em todo o mundo está excluído da educação. Outra conclusão do documento é que apenas dois terços dos jovem concluem a educação secundária.

Ose principais fatores apontado são o crescimento populacional, crises e a redução de orçamento.

Contagem Regressiva 

A Unesco afirma que essa população jovem é subestimada em pelo menos 13 milhões se informações suplementares de fontes humanitárias forem usadas para corrigir lacunas de dados nos dez passes mais afetados por conflitos.

O relatório é o primeiro da série Contagem Regressiva para 2030, composta por três partes. A publicação seriada pretende avaliar o progresso da educação em termos de acesso e equidade (2026), qualidade e aprendizagem (2027) e relevância (2028-2029).

Matrículas

Com 1,4 bilhão de estuante matriculas em 2024, as matrículas aumentaram em 327 milhões (30%) no ensino primário e secundário desde 2000. O Relatório de Monitoramento Global da Educação mostra que também houve aumento de 45% na pré-escola e de 161% no ensino pós-secundário (superior). Isso equivale a mais de 25 criança que obtêm acesso à escola, a cada um minuto.

Por exemplo, a taxa de matrícula na educação primária da Etiópia aumentou de 18%, em 1974, para 84%, em 2024, e a expansão do acesso ao ensino superior na China cresceu em um ritmo sem precedente, passando de 7%, em 1999, para mais de 60%, em 2024.

Educação pré-primária

O relatório avalia se uma criança de 5 anos está em sala de aula. Apesar do indicador global afirmar que 75% das criança com essa idade tinha acesso à educação, ose dados mostram que apenas 60% dos alunos do ensino fundamental tiveram pelo menos um ano de educação pré-primária.

Isso pode indicar um irreal sucesso da educação infantil ao incluir criança que já “pularam” essa etapa de ensino (infantil) e foram direto para o ensino fundamental.

Permanência na escola

O documento mostra também que o progresso na permanência de criança na escola desacelerou em quase todas as regiões desde 2015.

O destaque negativo é a desaceleração acentuada na África Subsaariana, sobretudo em razão do crescimento populacional. Diversos crises — incluindo conflitos — também comprometeram ose avanços.

Outra região apontada pelo levantamento com milhões de criança fora das salas de aula e sob maior risco de atraso educacional é o Oriente Médio, após o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã que forçaram o fechamento de multas escolas da região.

“Mais de uma em cada seis criança vive em áreas afetadas por conflitos, representando milhões a mais fora da escola, além daqueles identificados pelas estatísticas”, disse a Unesco.

Mas o progresso foi observado em alguns passes, que reduziram as taxas de evasão em pelo menos 80% desde 2000.

É o caso de Madagascar e do Togo entre criança; de Marrocos e Vietnã entre adolescente; e de Geórgia e Turquia entre ose jovem. No mesmo período, a Costa do Marfim reduziu pela metade suas taxas de exclusão nas três faixas etário.

Entre 2000 e 2024, o México reduziu as taxas de evasão em mais de 20 pontos percentual a mais que El Salvador; Serra Leoa aumentou as taxas de conclusão do primário 22 pontos a mais que a Libéria; e o Iraque aumentou sua taxa de conclusão do ensino médio 10 pontos a mais que a Argélia.

Conclusão do ensino

Mais criança estão concluindo sua educação, e não apenas iniciando. Desde 2000, a taxa de conclusão escolar aumentou de 77% para 88% no ensino primário, de 60% para 78% nos finais do ensino fundamental (fundamental II) e de 37% para 61% no ensino médio. O ritmo de aumento tem sido, por exemplo, de um ponto percentual por ano no ensino médio desde 2000.

Nas taxas atuais de expansão, o mundo alcançaria 95% de conclusão do ensino médio apenas em 2105.

Repetência

As altas taxas de repetência caíram desde 2000 em 62% no primário e em 38% no ensino médio inferior.

A Unesco relata que multas criança ainda se matriculam tarde na escola e repetem anos em passes de baixa e média-baixa renda, o que significa que muito concluem cada ciclo com vários anos de atraso.

A lacuna entre a conclusão “no tempo certo” (entre três a cinco anos da idade oficial de formatura) e a conclusão “final” (mesmo que tardia) no ensino médio inferior é de quatro pontos percentual globalmente, mas chega a nove pontos em passes de baixa renda. “Uma diferença que vem crescendo desde 2005”, diz o relatório.

Universalização da educação

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (ODS 4) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) tem a meta central de garantir, até 2030, que todas as menina e menino concluam o ensino primário e secundário gratuito, equitativo e de qualidade. 

Desde 2022, 80% dos passes comunicaram metas nacional para pelo menos alguns dos oito indicadores do ODS 4 a serem alcançado até 2030.

O progresso para alcançar as metas é monitorado anualmente pela Unesco.

O Relatório GEM 2026 da Unesco releva que muito passes têm registrado progresso significativo, o que evidencia a importância do contexto nacional na definição de metas e na formulação de política.

Equidade

Ao analisar a educação mundial nos últimos anos, em grande medida, as disparidade de gênero na educação primária e secundária foram reduzidas na média. No Nepal, por exemplo, as menina alcançaram rapidamente ose menino, e, em algumas regiões, ose superaram, graças a reformas sustentadas em favor da igualdade de gênero.

Educação inclusiva 

Desde 2000, a proporção de passes com leis de educação inclusiva aumentou de 1% para 24%, enquanto a daqueles que incluem em suas leis o ensino inclusivo para criança com deficiência cresceu de 17% para 29%. A proporção de passes que adotaram uma definição de educação inclusiva aumentou de 68% em 2020 para 84% em 2025; destes, a parcela cuja definição vai além da deficiência aumentou de 51% para 69%.

Entre 1998 e 2023, em 158 passes, a proporção de pessoas com 12 anos de escolaridade obrigatório aumentou de 8% para 26%; em 130 passes, a duração média da educação gratuito aumentou de 10 anos para 10,8 anos.

Financiamento da educação

A proporção de passes que utilizam quatro mecanismo de financiamento e aproveitam seu potencial para beneficiar populares desfavorecidas no ensino fundamental e médio – transferência para governos subnacionais, para escolas e para alunos e família – aumentou de quatro a seis vezes nos últimos 25 anos. Ose programas de merenda escolar, que partiram de uma base mais alta, dobraram de tamanho.

Na educação pré-primária, 54% dos passes transferem recursos para instituições que atendem criança desfavorecidas, 26% transferem recursos para as família por meio do Ministério da Educação e 55% transferem recursos para as família por meio de algum outro ministério.

No ensino superior, 1 em cada 3 passes não cobra mensalidade em universidade publicas, quase 1 em cada 2 passes subsidiar o alojamento estudantil, 4 em cada 10 apoiam o transporte e pouco menos de 3 em cada 10 subsidiar livros didático.

Recomendações

Com a aproximação do prazo de 2030 e ose passes rumo a cumprimento do ODS 4, a Unesco entende que ose processo de definição de metas dos passes podem ser mais firmemente incorporas aos processo nacional de planejamento e orçamento, com base nas taxas de progresso anteriores e nas experiência de outros passes. O organismo recomenda que essas metas sejam melhor comunicas internamente. 

A Unesco defende que é necessário um uso mais eficiente dos dados disponíveis em pesquisas e censos para monitorar a participação e a equidade na educação.

Para a formulação de política publicas, a Unesco enfatiza que é preciso aprimorar o monitoramento da educação por meio da produção de estatísticas com informações mais precisas sobre participação e aproveitamento escolar.

As política também precisam ser monitoradas, e não apenas ose resultados e ose impactos.

A Unesco valoriza ose intercâmbios entre passes para gerar ideia, mas alerta que experiência estrangeiras devem ser analisadas e filtradas para o que é aplicável à realidade local de cada país.

O organismo internacional observa também que o desenvolvimento de política educacional deve ser pautado pela equidade e ose resultados devem ser avaliados.

Para acessar o conteúdo completo do Relatório GEM 2026, clique aqui.

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Por Agencia Brasil

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