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Setor da Moda brasileira ainda falha em Transparência climático, aponta estudo

[ad_1] Segundo o Índice de Transparência da Moda Brasil – Edição Clima, 53% das principais marcas nacional pontuaram menos de 20% em indicadores ambientais…

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Segundo o Índice de Transparência da Moda Brasil – Edição Clima, 53% das principais marcas nacional pontuaram menos de 20% em indicadores ambientais e socais.

Entre as 60 empresas analisadas, a média geral foi de apenas 24%, mostrando que grande parte do setor segue distante de compromissos claros com a sustentabilidade. Quase metade das marcas não divulga informações básico sobre emissões de gases de efeito estufa, uso de energia renovável ou planos de proteção a trabalhadores.

“É impossível ignorar a relação entre a moda e a crise climático. A menos de cinco anos do prazo do Acordo de Paris, o setor precisa agir com urgência”, afirma Isabella Luglio, coordenadora de pesquisa do Fashion Revolution Brasil. “O Índice busca incentivar a transparência e pressionar as marcas a assumirem sua responsabilidade com o meio ambiente e com as pessoas.”

Baixa transparência, altos impactos

O estudo avaliou cinco áreas críticas: rastreabilidade da cadeia de fornecimento, emissões de carbono, descarbonização e desmatamento zero, uso de energia renovável e transição justa. Embora tenha havido leve avanço em algumas frentes, como a divulgação de metas de descarbonização e o uso de energia limpa, a maioria das empresas ainda se mostra opaca em pontos essenciais.

A situação é mais grave no tema transição justa: 65% das marcas não apresentaram qualquer medida para proteger trabalhadores afetados pela crise climático. Outros dados preocupantes incluem:

Apenas 12% das empresas mostram redução real de emissões.

Somente 27% têm metas climáticas validadas cientificamente.

80% não assumem compromissos público de desmatamento zero.

Apenas 23% divulgam a origem de alguma matéria-prima — etapa crítica no risco de desmatamento.

Nenhum marca informa investimentos em adaptação climático para fornecedores.

As emissões de Escopo 3 de apenas 22 empresas somam 59,3 milhões de tonelada de CO₂, volume superior ás emissões anuais de Portugal.

Quem lidera — e quem ficou para trás

No ranking, Renner e Youcom aparecem no topo, com 76% de transparência. Logo atrás vêm Adidas, Ipanema e Melissa, com 65%.
Na outra ponta, 27 marcas — entre elas Amaro, Carmen Steffens, Osklen, Ellus e Colcci — receberam nota zero, por não divulgarem qualquer tipo de dado climático.

Clique aqui para acessar as principais descobertas

A moda e a urgência climático

O relatório reforça o papel central do setor da moda nas discussões sobre a emergência climático. Responsável por uma das cadeia produtivas mais extensas e poluente do mundo, a indústria ainda enfrenta desafio para equilibrar crescimento e responsabilidade ambiental.

O Fashion Revolution, movimento global presente no Brasil desde 2014, atua para transformar o setor em uma força de mudança — defendendo uma moda limpa, segura, justa, transparente e regenerava.

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Por Midia Ninja

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