SÃO PAULO REALIZA MAPEAMENTO DO TURISMO LGBT+ NOS MUNICÍPIOS PAULISTAS

Ghe Santos
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Quando falamos de turismo LGBT+, é comum que o debate seja reduzido a mercado. Fala-se de nicho, de pink money, de potencial de consumo. Mas é preciso lembrar que, para a população LGBTQIA+, viajar nunca foi apenas lazer. Foi, e ainda é, sobre a possibilidade de existir em segurança, de ser acolhido sem precisar negociar sua identidade na porta do hotel, do restaurante ou do ponto turístico.

É a partir desse entendimento que a Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP) inicia um mapeamento inédito sobre o desenvolvimento do Turismo LGBT+ nos municípios paulistas. A ação conta com o apoio do Conselho Estadual LGBT e com a parceria da Secretaria da Justiça e Cidadania, por meio da Coordenadoria de Políticas para a Diversidade Sexual (CPDS), e da Câmara de Comércio e Turismo LGBT do Brasil.

O objetivo do levantamento não é criar ranking de destinos. É construir um diagnóstico real sobre o que já existe, o que pode ser potencializado e, sobretudo, quais são os desafios para que São Paulo avance na construção de destinos mais acolhedores, seguros, diversos e inclusivos.

O questionário está sendo direcionado aos gestores municipais de turismo — Secretarias, Diretorias e Departamentos — com a recomendação de articulação com os órgãos municipais responsáveis pelas políticas LGBT+, diversidade, direitos humanos e cidadania. A participação é preferencialmente até a primeira quinzena de setembro de 2026.

Quando um município responde a esse mapeamento, ele não está apenas preenchendo um formulário. Ele está dizendo se reconhece a população LGBTQIA+ como parte da sua estratégia de desenvolvimento, da sua economia local e da sua política de direitos humanos. Os dados coletados poderão orientar políticas públicas, ações de promoção turística e o fortalecimento de cadeias produtivas que vão da hotelaria e gastronomia ao comércio, cultura, lazer e eventos.

Além disso, o levantamento pode dar visibilidade a municípios que já desenvolvem iniciativas, mas que ainda não foram reconhecidos como destinos preparados para receber o público LGBT+ com dignidade.

Mais do que ampliar oportunidades econômicas — que são importantes e necessárias — trata-se de afirmar um princípio: turismo seguro é direito. E cidades que acolhem são cidades que se desenvolvem de forma mais justa.

A participação de cada município é, portanto, essencial. São Paulo é diverso por natureza. Transformar essa diversidade em política pública de turismo é transformar memória e luta em projeto de futuro.

PARTICIPE
Gestores municipais podem acessar o formulário em: https://forms.gle/AfdTJv3Dc29p83Pe6

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