Quanto custa estar na Copa do Mundo?

Portal Inhaí
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Por Maria dos Santos – Cobertura Colaborativa Ninja Esporte Clube

Para o torcedor que sonha em acompanhar uma Copa do Mundo de perto, a experiência vai muito além dos 90 minutos em campo. Passagens, hospedagem, alimentação, deslocamentos e ingressos entram na conta e transformam a viagem em um investimento que exige organização. Em 2026, com o torneio distribuído entre Estados Unidos, Canadá e México, os gastos se tornam ainda mais relevantes diante das longas distâncias entre as cidades-sede.

O ponto de partida costuma ser o acesso aos jogos, mas ele representa apenas uma parcela do orçamento. Em Copas anteriores, a variação de preços entre fases e categorias de ingressos foi significativa, o que reforça a necessidade de avaliar esse gasto em conjunto com os demais custos da viagem.

Para Valter Roberto Berg, ex-bancário de 72 anos, que acompanha Copas do Mundo desde 1994, essa evolução dos preços é evidente: “Até a edição passada, no Qatar, a melhor categoria de ingressos custava mil dólares na final da competição. Na época, um jogo da fase de grupos, como este que o Brasil está jogando, custava entre 100 e 200 dólares. Agora, está em 2 mil dólares. Tenho notado que o torneio deste ano está muito mais caro.”

O peso maior costuma vir de tudo o que acontece fora do estádio. Em cidades-sede como Nova York, Los Angeles, Cidade do México ou Toronto, a hospedagem é o item que mais pressiona o bolso do torcedor. Em períodos de Copa, hotéis e aluguéis temporários não apenas sobem de preço, eles mudam de lógica. A diária pode dobrar ou até triplicar, dependendo da proximidade do jogo e da antecedência da reserva.

Valter é direto sobre esse impacto: “Seis dias em Nova York me custaram aproximadamente R$ 14 mil. Sem contar que eu pretendo ficar 40 dias. Então, serão uns R$ 40 mil, pode-se dizer, só com esse gasto. É a maior despesa que se pode ter. Eu pretendo gastar nesta Copa, ao todo, no máximo 70, 80 mil.”

O transporte também entra nessa equação de forma decisiva. Entre deslocamentos internos nas cidades, voos entre países e conexões longas, acompanhar uma seleção pode significar atravessar continentes em poucos dias. E cada trecho adiciona uma nova camada de custo. Não é raro que torcedores precisem reorganizar o próprio roteiro em função dos preços. 

Gustavo Tosato, criador de conteúdo de 23 anos, destaca que estar informado faz diferença no planejamento. “Acho que a pessoa que está desinformada acaba tendo gastos desnecessários. Então, se você está por dentro de como funciona o transporte público do local onde está, como funcionam os aplicativos de motorista e táxi, isso já ajuda bastante”, afirma.

O influenciador também encontrou alternativas para tornar a viagem mais econômica: “Minha sorte é que, em alguns lugares, eu consegui moradia por conta de conhecidos e amigos. Isso me ajudou bastante financeiramente. Ao todo, no Mundial, eu pretendo gastar cerca de R$ 30 mil, contando hospedagem, passagem e ingressos.”

Outro aspecto importante na conta é sobre alimentação. Nos centros urbanos das cidades-sedes, comer fora todos os dias durante o período do torneio transforma pequenos gastos em um valor significativo ao final da viagem. É o tipo de despesa que costuma ser subestimada no planejamento inicial, mas aparece com força na prática. Valter reforça: “A comida também não é barata. Qualquer coisinha que a gente vai comer ou beber fica entre R$ 200 e R$ 400.”

O torneio deste ano, com sua dimensão continental, amplia esse desafio. Mais sedes, mais distâncias, mais moedas em circulação e mais variáveis em jogo. E talvez seja justamente isso que torna a experiência tão particular, não existe um único jeito de estar no Mundial, existem versões dele, moldadas pelo quanto cada torcedor consegue (ou escolhe) investir para viver esse momento.



Por Midia Ninja

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