Paris Paloma lança o novo single “I Cry In Front Of Paintings”

Portal Inhaí
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Paris Paloma compartilha “I Cry In Front Of Paintings”, a mais recente música de seu segundo álbum, The Fatal Flaw, que será lançado no dia 4 de setembro pela Nettwerk Music Group. Assim como o single “Pre-Raphaelite” e “Miyazaki”, canção em que a artista questiona os efeitos da Inteligência Artificial sobre as formas de arte, a nova faixa nasce da relação de Paris com a arte, a mitologia e a natureza.

A música encerra o álbum e, para Paris, representa “o passo lento em direção à gentileza, segurança e amor“. O lançamento também ganhou um vídeo que acompanha a simplicidade da faixa: Paris aparece sozinha, dirigindo-se diretamente à câmera.

“I Cry In Front Of Paintings” chega depois de uma temporada de festivais que incluiu Lollapalooza e Hinterland, onde Sofia Isella se juntou a Paris no palco para apresentar “Labour”, canção que se tornou um dos símbolos de sua trajetória. No mês passado, a artista também estreou no Live Lounge Late, da BBC Radio 1, apresentando “Miyazaki” e uma versão de “Maneater”, de Nelly Furtado, compartilhada pela própria cantora.

Sobre a nova música, Paris explica:

‘I Cry In Front Of Paintings’ é a libertação no final do álbum. É o passo lento, decidido e a subsequente queda na gentileza, segurança e amor. Ela vem depois da jornada amarga, aterrorizante e apaixonada onde você se descobre, questiona o que merece e finalmente é capaz de aceitar. Quando eu tinha 17 anos, parei na frente de uma pintura de Rothko, sem saber por que eu não conseguia chorar na frente dela como outras pessoas faziam. Aos 23, parei na frente de um amante e não sabia por que não conseguia amá-lo como eu queria. Nas duas vezes, eu me culpei, preocupada que eu fosse incapaz de amar, incapaz de apreciar a arte. A música é o alívio da epifania emocional, onde você encontra o amor, encontra a compreensão, apenas não onde você pensou ou esperou. É sobre a sensação de que você sempre esteve destinada a encontrá-lo quando estivesse pronta, quando fosse capaz de aceitar o amor que merece.

A faixa chega em um momento de expansão do trabalho de Paris. Os singles “Miyazaki”, “Stem The Flow”, “Good Boy” e “Good Girl”, de The Fatal Flaw, já somam 30 milhões de streams. Em 2026, a artista também ganhou 665 mil seguidores nas principais plataformas.

“Labour”, single de estreia certificado com platina, ultrapassou a marca de quase 1 bilhão de reproduções. A música também se tornou um ponto de partida para um movimento feminista que ampliou o alcance de Paris para além da cena musical.

“Stem The Flow” foi escolhida como “Hottest Record” pela BBC Radio 1. A temporada de festivais também levou Paris ao Rock Werchter, onde 14 mil pessoas acompanharam sua apresentação. Antes da turnê que acompanha o novo álbum, a artista ainda segue com apresentações ao vivo, preparando-se para sua maior série de shows como atração principal, a “The Fatal Flaw Tour”, durante o inverno do hemisfério norte.

Entre arte, literatura e emoção

Se a estreia de Paris, Cacophony, lançada em 2024 e com mais de 1 bilhão de streams, apresentava uma espécie de janela para seu mundo interior, The Fatal Flaw amplia esse movimento. O álbum leva o nome da frase de abertura do romance The Secret History (A História Secreta), de Donna Tartt, e percorre diferentes estados da experiência humana.

As referências passam pelas paisagens marinhas de J.W. Turner, pelos escritos da feminista interseccional bell hooks e pelo romantismo dos pré-rafaelitas. São elementos que aparecem como partes de um mesmo universo, feito de paisagens, mitos, objetos antigos e imagens que atravessam as canções.

A capa do disco, uma grande árvore vermelha inspirada em Diagrams of Love, de Ithell Colquhoun, retoma essa ideia. Suas raízes representam o movimento central do álbum: sair do bloqueio emocional em direção ao transbordamento.

Nesse percurso, a própria arte ocupa um lugar particular para Paris. Mais do que uma referência ou um tema, ela aparece como uma forma de relação. A artista a descreve como a companheira leal que “muda a cor do ar que eu respiro”.

Capa de ‘The Fatal Flaw’
  1. Miyazaki
  2. Rothko
  3. Stem the Flow
  4. The Bleeding Part of Me
  5. get her the fucking flowers
  6. Pre-Raphaelite
  7. Good Girl
  8. Pyrrhus (you go where I cannot)
  9. Silhouette on the Hill
  10. Good Boy
  11. Beautiful Birds
  12. I Cry in Front of Paintings



Por Midia Ninja

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