Mortes no trânsito caem 11% no Alto Tietê, mas atropelamentos preocupam – OCenário

Portal Inhaí
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Região contabilizou 16 vítimas em julho de 2026; pedestres representaram 62,5% das mortes e Itaquaquecetuba liderou os registros


O Alto Tietê registrou 16 mortes no trânsito em julho de 2026, segundo dados do Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo, o Infosiga.

O resultado representa uma queda de 11,1% na comparação com julho de 2025, quando 18 pessoas morreram em acidentes de trânsito na região.

Apesar da redução, os dados revelam um cenário preocupante para quem circula a pé. Dos 16 mortos, dez eram pedestres, o equivalente a 62,5% do total. Os atropelamentos também foram responsáveis por dez óbitos no período.

A maior parte das vítimas era formada por homens. Foram 14 homens e duas mulheres, fazendo com que o público masculino concentrasse 87,5% das mortes.

Entre os municípios, Itaquaquecetuba apresentou o maior número de vítimas, com cinco mortes. Mogi das Cruzes apareceu na sequência, com quatro registros.


Pedestres representam maioria das vítimas

Os pedestres foram o grupo mais atingido pelos acidentes fatais registrados no Alto Tietê durante julho.

Das 16 pessoas que perderam a vida, dez estavam a pé. Também morreram dois ocupantes de automóveis, dois motociclistas, um ciclista e um ocupante de ônibus.

Os números mostram que os usuários mais vulneráveis das vias continuam expostos, especialmente em trechos com grande circulação de veículos, travessias inseguras, iluminação insuficiente ou ausência de estruturas adequadas para pedestres.

Além da fiscalização, medidas como a instalação de faixas de travessia, passarelas, semáforos, redutores de velocidade e iluminação podem contribuir para diminuir os riscos.


Atropelamentos concentram 62,5% das mortes

Os atropelamentos foram responsáveis pela maioria das ocorrências fatais no período. Ao todo, dez pessoas morreram nesse tipo de acidente, representando 62,5% dos óbitos registrados na região.

Outras três mortes aconteceram em choques, quando um veículo atinge uma estrutura fixa, como postes, árvores, muros ou defensas metálicas.

Também houve duas mortes provocadas por colisões entre veículos. Uma ocorrência foi incluída pelo Infosiga na categoria “outros”.

A predominância dos atropelamentos reforça a necessidade de atenção tanto dos motoristas quanto dos pedestres. Excesso de velocidade, baixa visibilidade, desrespeito à sinalização e travessias fora de locais apropriados podem aumentar o risco de acidentes graves.


Rodovias registraram dez mortes

As estradas e rodovias do Alto Tietê concentraram a maior parte dos acidentes fatais. Das 16 mortes contabilizadas em julho, dez aconteceram em trechos rodoviários.

As outras seis ocorrências foram registradas em vias urbanas dos municípios da região.

No dia 20 de julho, dois atropelamentos provocaram mortes em importantes rodovias do Alto Tietê. Os casos aconteceram na Rodovia Mogi-Bertioga, em Mogi das Cruzes, e na Rodovia Ayrton Senna, em Itaquaquecetuba.

Em trechos rodoviários, a velocidade mais elevada dos veículos aumenta a gravidade dos acidentes. Pedestres que atravessam ou caminham próximos às pistas ficam especialmente vulneráveis.

Acostamentos estreitos, iluminação limitada e grandes distâncias entre passarelas também podem contribuir para situações de risco.


Itaquaquecetuba lidera número de vítimas

Itaquaquecetuba foi o município com mais mortes no trânsito em julho, somando cinco vítimas. O número corresponde a quase um terço de todos os óbitos registrados no Alto Tietê durante o mês.

Mogi das Cruzes ficou na segunda posição, com quatro mortes. Arujá contabilizou três vítimas, enquanto Santa Isabel registrou duas.

Guararema e Suzano tiveram uma morte cada.

Biritiba-Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Poá e Salesópolis não registraram mortes no trânsito em julho, conforme os dados apresentados pelo Infosiga.


Mortes por município

Os números mostram uma concentração maior das ocorrências fatais nas cidades cortadas por rodovias de grande movimento.

Itaquaquecetuba registrou cinco mortes, seguida por Mogi das Cruzes, com quatro. Arujá teve três vítimas e Santa Isabel apresentou dois óbitos.

Guararema e Suzano contabilizaram uma morte cada. Os demais quatro municípios encerraram o período sem registros fatais.

Embora algumas cidades não tenham contabilizado vítimas no mês, os dados podem variar ao longo do ano. Um único acidente com mais de uma vítima também pode alterar de maneira significativa os resultados mensais de municípios menores.


Homens foram 87,5% dos mortos

Os homens representaram a ampla maioria das vítimas fatais no trânsito do Alto Tietê.

Entre as 16 mortes, 14 eram de pessoas do sexo masculino, correspondendo a 87,5% do total. Duas vítimas eram mulheres.

A predominância masculina costuma aparecer nas estatísticas de trânsito devido a diferentes fatores, incluindo maior exposição à condução profissional, uso mais frequente de motocicletas e comportamentos de risco.

Os números do Infosiga, entretanto, apresentam o perfil das vítimas e não indicam, isoladamente, as circunstâncias ou responsabilidades envolvidas em cada acidente.


Queda anual não elimina necessidade de atenção

A redução de 11,1% em relação ao mesmo mês de 2025 representa uma melhora no indicador regional. O número de mortes caiu de 18 para 16 na comparação anual.

Entretanto, a diferença corresponde a apenas duas vítimas. Por isso, os resultados ainda exigem cautela e não permitem concluir que houve uma mudança permanente no cenário do trânsito.

Para identificar uma tendência consistente de redução, é necessário acompanhar os dados acumulados ao longo de vários meses, considerando fatores como circulação de veículos, fiscalização, infraestrutura viária e campanhas educativas.

Mesmo com a queda percentual, 16 pessoas perderam a vida em apenas um mês, mantendo o trânsito como uma questão importante de segurança pública no Alto Tietê.


Dados reforçam importância da prevenção

A concentração das mortes entre pedestres e em rodovias aponta para a necessidade de políticas específicas de prevenção.

Motoristas devem respeitar os limites de velocidade, reduzir a marcha nas proximidades de travessias e manter atenção redobrada durante a noite ou em condições de baixa visibilidade.

Pedestres devem utilizar passarelas, faixas e semáforos sempre que essas estruturas estiverem disponíveis. Em rodovias, caminhar pelo acostamento ou atravessar diretamente as pistas representa um risco elevado.

O poder público também pode atuar por meio da melhoria da iluminação, manutenção da sinalização, instalação de dispositivos de segurança e fiscalização nos pontos com maior incidência de acidentes.


O que é o Infosiga

O Infosiga é uma plataforma mantida pelo Governo do Estado de São Paulo para reunir informações sobre acidentes e mortes no trânsito.

O sistema permite consultar dados por município, período, tipo de acidente, perfil da vítima, meio de transporte e local da ocorrência.

As estatísticas auxiliam na identificação de trechos perigosos e na elaboração de políticas públicas voltadas à redução da violência no trânsito.

A análise dos registros também ajuda municípios e órgãos estaduais a direcionarem ações de fiscalização, engenharia viária e conscientização para os locais e grupos mais vulneráveis.



TV Cenário

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