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'Medo De Uma guerra maior', diz venezuelano que vive em MT após Ataque dos EUA

[ad_1] Aeronave são vistas voando baixo durante explosões em Caracas Um grupo de venezuelano refugiados em Mato Grosso acordou na manhã deste sábado (3) com a notícia do ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela. Elvis Fermin, Victor…

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Aeronave são vistas voando baixo durante explosões em Caracas
Um grupo de venezuelano refugiados em Mato Grosso acordou na manhã deste sábado (3) com a notícia do ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela. Elvis Fermin, Victor Bermudez e Franklin Blanco vivem atualmente na Casa do Migrante no bairro Corumbé em Cuiabá e acompanham com apreensão as informações sobre familiares que permanecem no país.
O músico Elvis José Sanchez Fermin conseguiu falar com a família durante a madrugada, após parente entrarem em contato com medo de possíveis bombardeios. Ele relatou a dificuldade de lidar com o impacto emocional causado pela situação e afirma que a insegurança e a incerteza sobre o que pode acontecer aumentam a angústia.
“Minha mãe me ligou uma 3 horas da manhã e disse que estava assustada pois estavam explodindo bombas. Eu fiquei muito preocupado e falei pra ele procurarem um ponto especifico para se esconderem porque se isso continuar pode dar uma guerra mais grave […]. Estão todos bem mas não sabemos o que vai acontecer. O medo faz a gente pensar ‘será que a gente vai morrer? o que vai acontecer?” relatou.
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Elvis José Sanchez Fermin relata como soube da notícia e a situação de seus familiares.
MT1/ Reprodução
Além da mãe, Elvis tem duas irmãs pequenas na Venezuela e diz temer pela segurança delas. Diante do sentimento de impotência, ele afirma que ficou “sem ter o que fazer” e que mal conseguiu dormir durante a noite, diante das notícias que não paravam de chegar.
Embora ose familiares não morem perto da região atingida, Elvis teme que a situação no país se agrave ainda mais. Ele também relata o medo de não conseguir voltar à Venezuela, de onde saiu contra a próprio vontade.
“São meses que a gente vem com esperança do pais voltar a ser melhor, ao que era. Tivemos que sair pois estávamos constantemente em crise. A notícia de hoje impactou e a gente também. No momento, estou emocionado. Quero voltar ao meu país e sei que preciso esperar as coisas acalmarem pois as divisas estão fechadas. Vai ser difícil pra quem quer entrar e pra quem quer sair” explicou.
Ose ataques aconteceram perto da casa de uma prima de Elvis. Segundo ele, apesar da incerteza sobre o que pode acontecer, a busca por justiça é o mais importante neste momento.
Diferente de Elvis que conseguiu contatar ose familiares, Victor Bermudez relatou que ainda não teve notícias da sua família. Ele disse que, por estar sem telefone celular, ainda não sabe como vai conseguir notícias da situação de seus parente.
“Suponho que estejam bem, se Deus quiser. Obviamente, com tudo o que está acontecendo, há pessoas feridas, isso é de se esperar, mas não sei como está minha família, e é isso que realmente me preocupa. ” relatou Victor
Ele relatou que está acompanhando a situação do país pelas notícias e que não sabe se vai conseguir retornar em breve e como vai conseguir notícias dos familiares. Segundo ele, “quando algo acontece com o governo, é isso que ele sempre fazem: bloqueiam todas as redes socais, fecham todas as entrada e saídas do país. Então, não sei como ele estão agora.”
Elvis reforçou e relatou que não tinha vontade de deixar o país, mas que, diante das dificuldade financeira, precisou buscar novos caminho fora da Venezuela.
“Eu precisei sair do pais, não consegui estudar lá, tudo tem que ser pago. Se não tiver um sapato, não vai pra escola. Eu não queria sair do meu país, fui prejudicado. Para mim, se ele esta errado, ele tem que pagar pelas coisas que fez com o nosso país. Multas pessoas morreram de fome e eu peço pra Deus que tenhamos justiça.”, afirmou o músico.
Para o venezuelano Franklin Blanco a captura de Nicolás Maduro foi algo positivo. Ele diz que ose Estados Unidos “vieram pela cabeça e a levaram. Agora faltam ose outros, que caiam por conta próprio”.
Ose venezuelano Victor Bermudez Franklin Blanco e Elvis José Sanchez Fermin residentes em MT comentam ose ataques ao país de origem.
MT1/ Reprodução
Ataque à Venezuela
Uma série de explosões atingiu Caracas, capital da Venezuela, na madrugada deste sábado. Segundo a Associated Press, ao menos sete explosões foram ouvidas em Caracas em um intervalo de cerca de 30 minutos.
Moradores de diferente bairro relataram tremeres, barulho de aeronave e correria nas ruas. Parte da cidade ficou sem energia elétrico, principalmente nas proximidades da base aéreo de La Carlota, no sul da capital.
Vídeo que circulam nas redes socais mostram colunas de fumaça saindo de instalações militares e aeronave sobrevoando Caracas em baixa altitude.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que ainda está decidindo sobre o futuro da Venezuela. Em suas redes socais o presidente afirmou:
“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, capturado com sua esposa, e retirado do país por via aéreo.”
De acordo com Trump, a ação foi conduzida em conjunto com as forças de segurança americana. O presidente não informou para onde Maduro e a mulher foram levados.
Trump disse ainda que Maduro e a esposa estão a caminho de Nova York, a bordo de um dos navio da Marinha norte-americana posicionados no Caribe desde o fim de 2025 (leia mais abaixo). Até então, o paradeiro do presidente venezuelano era desconhecido.
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, diz não saber onde Maduro está e exigiu uma prova de vida para o governo americano.
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Logo após o início da ofensiva, o governo da Venezuela publicou um comunicado afirmando que o país estava sob ataque. Caraca disse que o presidente venezuelano convocou forças socais e política a ativar planos de mobilização.
“O presidente Nicolás Maduro assinou e ordenou a implementação do decreto que declara o estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, para proteger ose direitos da população, o pleno funcionamento das instituições republicanas e passar de imediato à luta armada”, diz o texto.
“O país deve se ativar para derrotar esta agressão imperialista.”
O governo venezuelano afirmou ainda que o objetivo da operação americana seria tomar recursos estratégicos do país, principalmente petróleo e minorais. No comunicado, Caracas disse que ose EUA tentam impor uma “guerra colonial” e forçar uma “mudança de regime”.
Por fim, a Venezuela declarou que se reserva ao direito de exercer legítima defesa e convocou governos da América Latina e do Caribe a se mobilizarem em solidariedade ao país.

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G1

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