Leci Brandão Cover celebra 30 anos da primeira Parada LGBT+ do Brasil no Rio

Ghe Santos
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A primeira Parada LGBT+ do Brasil chega aos seus 30 anos, e a celebração deste domingo ganha ainda mais força com a presença da Leci Brandão Cover, que retorna ao evento ocupando um lugar de afeto, resistência e representatividade. Pela terceira vez no trio, a artista reafirma seu compromisso com a diversidade e com a memória de uma das vozes mais importantes da música e da luta popular brasileira: Leci Brandão.

Mesmo sendo uma ícone carioca e defensora histórica da diversidade desde 1972, Leci Brandão nunca cantou na Parada LGBT do Rio de Janeiro. É justamente esse vazio simbólico que torna a presença da sua cover tão poderosa. Ao levar ao trio as canções e o legado de Leci, ela transforma a performance em um ato político — é a música atravessando gerações, corpos e lutas, ocupando um espaço que sempre pertenceu à resistência.

“Estar aqui é muito além de cantar. É me reconhecer como um corpo LGBT, é exaltar a força da mulher e, sobretudo, a força da mulher preta na música. Leci tem 81 anos, 50 anos de carreira e uma história que ensina, inspira e fortalece”, afirma.

O retorno da Leci Brandão Cover à Avenida Atlântica reforça a importância de celebrar o passado enquanto se constrói futuro. A artista destaca que este momento também representa o reconhecimento de seu esforço enquanto intérprete, que tem levado o repertório de Leci a diversos palcos, incluindo o Carnaval e eventos culturais em São Paulo e no Rio.

A celebração dos 30 anos da primeira Parada LGBT do Brasil não é apenas uma festa: é reafirmação de memória, legado e continuidade. E neste ano, a voz que ecoa no trio carrega a história de uma mulher preta, pioneira e fundamental — e o compromisso de uma artista que mantém viva essa trajetória.

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