
Segundo comunicado do ministro de Defesa, Israel Katz, grandes partes do território serão ocupadas e incorporadas às zonas de segurança do país. Ele não especificou quais porções de terra seriam anexadas. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, anunciou nesta quarta-feira (2) uma expansão significativa da operação militar em Gaza. A informação é da agência de notícias Reuters.
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Segundo Katz, grandes partes do território serão ocupadas e incorporadas às zonas de segurança do país. No entanto, ele não especificou quais áreas seriam anexadas, segundo a agência de notícias Reuters.
Em comunicado, o ministro declarou que haverá uma evacuação em grande escala da população das áreas afetadas pelos combates. Mais uma vez, Israel apelou aos moradores de Gaza para eliminarem o grupo terrorista Hamas do território.
Katz reiterou que o retorno dos reféns israelenses continua sendo a única maneira de encerrar o conflito.
Israel já havia expandido as áreas de segurança em Gaza, incluindo o corredor de Netzarim no centro do território, além das zonas de proteção previamente estabelecidas ao redor das fronteiras.
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O país retomou os ataques aéreos e terrestres neste mês, dois meses após uma cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos que permitiu a troca de reféns mantidos pelo Hamas por prisioneiros palestinos.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a pressão militar é a melhor estratégia para recuperar os 59 reféns que permanecem sob custódia do Hamas.
Centenas de palestinos protestam contra o Hamas na Faixa de Gaza
A Guerra
Mesquita Salim Abu, destruída durante a guerra entre Israel e Hamas, no oeste de Beit Lahia, no norte da Faixa de Gaza, em 14 de março de 2025
Bashar Taleb/AFP
O conflito entre Israel e o Hamas teve início em outubro de 2023, após o grupo terrorista realizar um ataque em território israelense, que resultou na morte de 1.200 pessoas e no sequestro de mais de 200.
Como resposta, Israel lançou uma operação militar de larga escala em Gaza, destruindo cidades e provocando uma grave crise humanitária.
De acordo com estimativas do Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, mais de 50.000 palestinos morreram em quase 18 meses de conflito.
CNN Brasil