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Imprensa espanhola vê com cautela aposta de Sánchez na fórmula da campanha de Lula, impulsionada por Janones

Premiê da Espanha convoca eleições em meio à crise de moradia A possível participação do deputado federal André Janones na campanha do primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez ganhou repercussão após uma reportagem publicada no Brasil revelar que o político brasileiro, filiado ao Rede Sustentabilidade, teria sido convidado a colaborar com a estratégia eleitoral do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE). Até o momento, porém, não há confirmação oficial de que Janones tenha aceitado o convite…

Premiê da Espanha convoca eleições em meio à crise de moradia

A possível participação do deputado federal André Janones na campanha do primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez ganhou repercussão após uma reportagem publicada no Brasil revelar que o político brasileiro, filiado ao Rede Sustentabilidade, teria sido convidado a colaborar com a estratégia eleitoral do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE).

Até o momento, porém, não há confirmação oficial de que Janones tenha aceitado o convite ou de que a colaboração tenha sido formalizada. 

Embora a notícia, publicada inicialmente no Metrópoles, tenha repercutido em veículos brasileiros, a imprensa espanhola tem tratado o tema sob uma perspectiva mais ampla. Na Espanha, fala-se menos na figura de Janones e mais na tentativa do PSOE de se inspirar na campanha que levou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à vitória no Brasil. 

O site espanhol Demócrata afirma que a reeleição de Lula deu novo fôlego à campanha socialista. Segundo a publicação, Pedro Sánchez traçou um paralelo entre a reviravolta eleitoral do presidente brasileiro e sua própria disputa contra a direita espanhola.

Em mensagem divulgada após o resultado no Brasil, o líder espanhol declarou que “o que aconteceu no Brasil acontecerá também na Espanha”. Os vídeos de Sánchez citando a virada histórica de Lula no segundo turno circulam nas redes sociais. 

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Lula e o presidente da Espanha, Pedro Sánchez. — Foto: Ricardo Stuckert/ Presidência da República

Lula e o presidente da Espanha, Pedro Sánchez. — Foto: Ricardo Stuckert/ Presidência da República

A mesma reportagem destaca o papel desempenhado por André Janones na campanha digital de Lula.

O deputado coordenou uma ampla rede de apoiadores reunidos em torno do canal de WhatsApp “Exército de Lula”, que mobilizou milhões de pessoas durante o segundo turno e hoje ultrapassa 10,6 milhões de participantes. 

A estratégia ajudou a ampliar a presença digital da campanha do petista e passou a despertar interesse em outros partidos progressistas. 

A política espanhola é diferente da brasileira

Já veículos mais tradicionais da imprensa espanhola demonstram cautela diante das comparações. O conservador ABC descreve o esforço do governo para transformar a vitória de Lula em um símbolo de esperança para a esquerda espanhola.

O jornal avalia que Sánchez busca transmitir a ideia de uma possível recuperação eleitoral diante de pesquisas desfavoráveis.

Já o portal El Español sustenta que a realidade política espanhola é diferente da brasileira e questiona a tentativa de apresentar a vitória de Lula como um modelo possível de ser exportado. 

A discussão revela como a campanha brasileira passou a ser observada além das fronteiras do país. Mais do que um eventual convite a Janones, o interesse espanhol está ligado à capacidade demonstrada pela campanha de Lula de mobilizar eleitores por meio das redes sociais, da comunicação direta e do engajamento de apoiadores em plataformas digitais.

A vitória de Lula se transformou, portanto, em uma referência política para setores do PSOE, que enxergam na experiência brasileira uma possível fonte de inspiração para a disputa eleitoral de novembro. 

A pouco mais de um mês do pleito na Espanha, praticamente todas as pesquisas publicadas nas últimas semanas indicam que o PSOE melhorou ligeiramente após a convocação das eleições antecipadas de 29 de novembro, mas continua atrás do partido de centro-direita PP de Alberto Núñez Feijóo.

A principal dificuldade para Sánchez é que a soma das intenções de voto no PP e no Vox, de direita radical, aparece com maioria absoluta na maior parte das sondagens. 

Fonte: G1.

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