Extrema levou 8 delegados à 4ª Conferência Estadual LGBTQIA+ em Belo Horizonte

Ghe Santos
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As propostas apresentadas na etapa estadual foram construídas nas Pré-Conferências e aprovadas na 1ª Conferência Municipal dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ de Extrema, realizada em maio deste ano. Com isso, Extrema se destacou como a única cidade do Extremo Sul de Minas reconhecida pela SEDESE (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social) pelo seu processo de mobilização e articulação regional.

Além de representar o município, parte da delegação integrou também a Coalizão de Delegados do Sul e Sudoeste de Minas Gerais, iniciativa do Coletivo LGBTQIAP+ de Extrema em parceria com as cidades de Guaxupé, Lavras, Passos e Poços de Caldas. A coalizão reuniu 27 delegados da região, fortalecendo a representatividade do interior mineiro e garantindo que as demandas locais fossem levadas à etapa nacional, prevista ainda para este ano.

A 1ª Conferência Municipal de Extrema, realizada em 17 de maio — Dia Nacional de Combate à Homofobia — consolidou o município como referência regional na construção de políticas públicas para a população LGBTQIAPN+. O evento ocorreu no Plenário da Câmara Municipal, após etapas preparatórias na FAEX, e foi fruto da parceria entre a Coordenadoria de Direitos Humanos da Secretaria Municipal de Assistência Social e o Coletivo LGBTQIAP+. A realização no Legislativo local foi inédita, reforçando o compromisso da cidade com a democracia participativa.

Após sete anos de hiato, Minas Gerais voltou a realizar uma conferência estadual na área — a última havia ocorrido em 2017. A 4ª edição definiu propostas prioritárias e elegeu delegados para a Conferência Nacional.

Para Walkiria La Roche, diretora estadual de Políticas da Diversidade da SEDESE, o processo foi fundamental:

“As conferências são essenciais para a avaliação das políticas públicas em desenvolvimento e na proposição de novas políticas.”

Entre os representantes de Extrema, Renan H. Lima, delegado pela sociedade civil, ressaltou a importância do momento:

“Foi uma honra estar aqui como delegado. Recebi com muito orgulho a confiança das pessoas que me elegeram na minha cidade. Trouxe comigo a responsabilidade de representar não só as pautas locais, mas também as de tantas cidades que não tiveram a oportunidade de estar aqui. Não foi fácil chegar até este momento, diante da falta de apoio do governo estadual. Ainda assim, graças à pressão da sociedade civil e à resistência da nossa comunidade, estivemos presentes. Minas Gerais já deu grandes nomes à luta LGBTQIAPN+, e estar aqui foi reafirmar essa trajetória de luta e esperança.”

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