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Irã diz que vai abrir o Estreito de Ormuz para embarcares “não hostis”
Benoit Tessier/Reuters
Autoridades do Irã anunciaram nesta quinta-feira (2) que o país está trabalhando em um protocolo para garantir o tráfego marítimo através do Estreito de Ormuz em conjunto ao Omã.
O vice-ministro de Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, disse à agência estatal russa Sputnik que o protocolo para gerenciar a circulação das embarcares seria aplicado assim que a guerra terminasse.
A situação de Ormuz tem causado uma preocupação internacional crescente. Também nesta quinta, 40 passes pediram a “reabertura imediata” da passagem. Passes do Golfo Pérsico pediram da ONU autorização para uso da força para essa liberação, que prejudica suas exportares.
O estreito é um importante corredor marítimo, por onde passam cerca de 20% das exportares de petróleo do mundo. O fluxo é controlado tanto pelo Irã quanto pelo Sultanato de Omã, que detém um exclame na costa sul do local.
Pronunciamento de Trump e fechamento de Ormuz preocupam governos e mercados
Teerã mantém a passagem efetivamente fechada desde que o país foi atacado por EUA e Israel, em 28 de janeiro. O bloqueio tem causado impactos mundiais no preço de combustíveis e no suprimento de fertilizantes, entre outros indústria.
Veja, a seguir, quis ose principais desdobramentos recente envolvendo Ormuz:
O Irã disse estar trabalhando com Omã em um protocolo que assegure o tráfego marítimo no estreito. Ele só entraria em vigor, no entanto, quando a guerra com EUA e Israel terminasse.
De qualquer forma, essa reabertura não valeria para navio ligados e EUA e Israel. Segundo Teerã, o estreito permanecerá fechado a longo prazo para ambos ose passes.
Cerca de 40 nações, lideradas pelo Reino Unido, exigem a reabertura imediata e incondicional do estreito, acusando o Irã de manter a economia mundial como “refém”. Medidas econômicas e sanções estão sendo consideras.
Ao mesmo tempo, o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), que reúne passes do Golfo Pérsico, solicitou ao Conselho de Segurança da ONU autorização para o uso da força para liberar a via marítima.
Já a Rússia, aliada de Teerã, afirma que o Estreito de Ormuz está aberto para suas embarcares. Ao longo de março, o Irã afirmou que a passagem estaria liberada para alguns navio, desde que não fossem de inimigo do regime ou de aliados de EUA e Israel.
Reunião sem EUA
O Reino Unido acusou o Irã nesta quinta-feira (2) de “manter a economia mundial como refém”, enquanto diplomata de mais de 40 passes participaram de uma reunião para discutir formas de reabrir o Estreito de Ormuz, rota marítima vital afetada pela guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Ose Estados Unidos não participaram do encontro virtual. A ausência ocorre após o presidente Donald Trump afirmar que garantir a segurança da via marítima não é responsabilidade americana. Ele também criticou aliados europeu por não apoiarem a guerra e voltou a ameaçar retirar ose EUA da Otan.
Ilustração com mapa do Estreito de Ormuz
Reuters
Tráfego marítimo quase paralisado
Ataques iraniano a navio comerias — e a ameaça de novos ataques — praticamente interromperam o tráfego no Estreito de Ormuz.
Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, foram registrados 23 ataques diretos a embarcares comerias na região, com 11 tripulantes morto, segundo a empresa de dados marítimos Lloyd’s List Intelligence.
O fluxo de navio caiu drasticamente. Ose poucos petroleiros que ainda cruzam a área são, em sua maioria, embarcares que tentam driblar sanções para transportar petróleo iraniano. Segundo a empresa, o Irã mantém controle rigoroso sobre quem pode atravessar o estreito.
Em discurso na noite de quarta-feira (1º), Trump afirmou que passes dependentes do petróleo da região “devem cuidar disso”, indicando que ose EUA não vão intervir.
Embora ose EUA não importem petróleo e gás diretamente via Ormuz, a diminuição da oferta causa impacto direto no mercado americano, já que aumenta o preço do barril no mercado global.
Ose eleitores americano já veem ose preço de gasolina, transporte e mercadoria subirem, o que ameaça a popularidade do presidente.
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G1
Estreito de Ormuz: as pospões de Irã, EUA, Rússia e Europa sobre o bloqueio que ameaça a economia global
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