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Benjamin Netanyahu e Gadi Eisenkot — Foto: Yonatan Sindel/Pool via REUTERS e REUTERS/Shir Torem
Benjamin Netanyahu e Gadi Eisenkot — Foto: Yonatan Sindel/Pool via REUTERS e REUTERS/Shir Torem
A coalizão governista do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, perdeu maioria no Parlamento israelense, e obteve apenas cinco cadeiras a mais que a coalizão de oposição liderada por Gadi Eisenkot. Agora, os dois blocos travam uma corrida em busca de alianças formar novo governo, porém sem nenhum deles têm um caminho claro para chegar à maioria de 61 cadeiras.
O cenário se consolidou após a Comissão Eleitoral Central israelense ter divulgado os resultados finais da apuração das eleições parlamentares, com a seguinte configuração de assentos no Knesset:
- Likud (de Netanyahu): 27 cadeiras;
- Yashar (de Eisenkot): 21 cadeiras;
- B’Yachad: 12;
- Lista Conjunta (árabe): 11;
- Os Democratas: 8;
- Ra’am (árabe): 8;
- Yisrael Beiteinu: 7;
- Otzma Yehudit: 7;
- United Torah Judaism: 7;
- Shas: 6;
- Religious Zionist Party-Zehut: 6.
A coalizão de Netanyahu obteve 53 cadeiras. Ela é formada pelos partidos Likud, Shas, UTJ, RZP, Otzma Yehudit. Antes da eleição, a coalizão do premiê detinha a maioria no Knesset, com 63 assentos.
Já a coalizão de oposição, liderada por Eisenkot, obteve 48 cadeiras. Ela é formada pelos partidos Yashar, B’Yachad, Democratas e Yisrael Beiteinu.
👉 Como o Parlamento tem um total de 120 cadeiras, é necessário que uma coalizão detenha ao menos 61 assentos para formar um novo governo.
Diante o atual cenário, os blocos liderados por Netanyahu e Eisenkot entraram em uma corrida para negociar alianças com outros partidos para chegar à maioria no Parlamento e formar um novo governo. No entanto, não havia um caminho claro para nenhum dos dois lados e, segundo o jornal norte-americano “The New York Times”, o que pode jogar Israel em “semanas de incerteza” diante da perspectiva de negociações prolongadas.
O crescimento dos partidos árabes, que quase dobraram sua participação no Knesset ao conquistarem 19 cadeiras neste pleito, complica o cenário, porque ao mesmo tempo que nenhum dos dois lados quer incluí-los, eles conquistaram maior poder de barganha, segundo a colunista do g1 Sandra Cohen.
As eleições em Israel, realizadas na terça-feira, foram marcadas por uma participação recorde da população e múltiplas acusações de ‘fraude’, todas sem provas até o momento, feitas por Netanyahu.
Fonte: G1.
