
Homens encarcerados em El Salvador
Secretaria de Imprensa da Presidência de El Salvador
Um total de 500 presos morreram em quatro anos — completados nesta sexta-feira (27) — desde o início da guerra contra as gangues em El Salvador, segundo relatório da ONG Socorro Jurídico Humanitário (SJH).
Desde 27 de março de 2022, o presidente Nayib Bukele mantém um regime de estado de exceção, durante o qual cerca de 91 mil pessoas foram detidas sem mandado judicial. De acordo com organizações de direitos humanos, a medida resultou em graves violações.
“Desde o início das prisões em massa”, houve um “aumento no número de mortes” nas penitenciárias, e “foram compiladas informações sobre 500 mortes”, das quais 94% “não eram membros de gangues”, afirma o relatório.
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Bukele propõe prisão perpétua em El Salvador para menores assassinos ou estupradores
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A ONG, que baseia suas conclusões em depoimentos de familiares e em fontes não oficiais, critica a falta de transparência do governo.
30% de mortes violentas
O relatório aponta que quase um terço das mortes ocorreu por falta de atendimento médico, enquanto cerca de 30% foram classificadas como “mortes violentas”. Na maioria dos casos, não foi possível determinar uma causa específica.
A SJH afirma ainda que, em poucos casos, houve inspeção policial adequada, apesar da presença de corpos com “sinais de violência”. A organização também denuncia a negação de medicamentos e assistência médica a detentos com diabetes e outras doenças, classificando a prática como “tortura e tratamento desumano”.
“Esses atos constituem práticas generalizadas e sistemáticas contra a população civil sob custódia do Estado, que se enquadram na definição de crimes contra a humanidade”, declarou a ONG.
Bukele mantém alta popularidade por ter reduzido os homicídios a níveis historicamente baixos no país e por desarticular as gangues Mara Salvatrucha e Barrio 18, classificadas como organizações terroristas pelos Estados Unidos e por El Salvador.
Com AFP
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