DO CUIDADO À LEI: ALINE TEIXEIRA LEVA PROTEÇÃO ÀS MULHERES E SAÚDE MENTAL PARA A DISPUTA FEDERAL

Ghe Santos
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Quando falamos de violência contra a mulher no Brasil, falamos de uma emergência que o Estado ainda não conseguiu transformar em rede efetiva. Falamos de mulheres que sabem que estão em risco, mas não sabem para onde ir. De jovens sem acesso à saúde mental e de um Congresso que ainda trata cuidado como pauta secundária.

É a partir desse incômodo que se inscreve a candidatura de Aline Carballo Teixeira à Câmara Federal.

Psicóloga, veterinária, bióloga e terapeuta integrativa, gestora de políticas públicas e mãe, Aline, 37 anos, da Mooca, construiu sua trajetória no encontro entre diferentes áreas que têm o cuidado como ponto comum. Em 2022 disputou vaga de deputada estadual pelo União Brasil e ficou como suplente, com votação expressiva no interior e na zona leste. Agora, oficializada na convenção do partido, se apresenta como candidata a deputada federal.

Sua plataforma organiza o cuidado como eixo político, não como apêndice. Quatro frentes estruturam o projeto: a ampliação das Casas da Mulher como política de Estado, a defesa da saúde mental como prioridade no SUS e nas escolas, a proteção animal como saúde pública e o fortalecimento de oportunidades para juventude e famílias.

O projeto mais concreto apresentado até aqui é o App Basta!, pensado como ferramenta para apoiar mulheres em relacionamento abusivo a identificar sinais de violência e acessar a rede de proteção. Em um país onde a violência de gênero segue como uma das principais causas de adoecimento e morte de mulheres, transformar informação em acesso é disputa por direito.

É preciso lembrar que a política paulistana é historicamente marcada por estruturas familiares consolidadas. Aline é filha do vereador Ricardo Teixeira, atual presidente da Câmara Municipal de São Paulo, e constrói sua campanha em dobradinha com o pai, sob o slogan “Juntos somos mais fortes”, ao lado de aliados estaduais. É uma estratégia comum e legítima, mas que exige leitura crítica: como transformar capital político familiar em autonomia programática e em compromisso efetivo com as mulheres?

Mais do que sobrenomes e alianças, o que está em jogo é como financiar, no orçamento federal, a ampliação de Casas da Mulher, a presença de psicólogas na rede básica e a integração de ferramentas como o Basta! com Defensoria, Ministério Público e sistema de saúde.

Ao colocar o cuidado no centro da disputa federal, Aline Teixeira desloca o debate. Lembra que proteger mulheres, garantir saúde mental e tratar proteção animal como saúde pública não são temas menores. São a base que sustenta qualquer projeto de país mais justo.

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