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Neste 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, foi impossível ignorar a gravidade do nosso tempo. Segundo o Observatório Copernicus, 2024 foi o ano mais quente já registrado na história. Isso não é apenas um dado — é um alerta. Estamos cruzando limites climático perigoso, e a resposta precisa ser proporcional à urgência.
Foi com esse espírito que participei do Sustainable Business COP, em Paris, hoje, como representante da USP e coordenadora do Centro USPproClima. O evento, organizado pela Confederação Nacional da Indústria, é uma iniciativa do setor privado para propor soluções concretas rumo à COP30, que será realizada em Belém, em novembro. Coordeno o grupo de trabalho sobre economia circular ao lado do CEO da Ambipar, nosso parceiro no USPproClima.
A entrega do primeiro draft de recomendações ao embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, foi um marco. Mais do que um gesto simbólico, é o início de uma rota de compromissos que deverá ganhar corpo até agosto, com sugastes pautadas por inovação, viabilidade econômico e responsabilidade ambiental.
Circularidade: um novo modelo de desenvolvimento
A economia circular representa uma das trilhas mais sólidas e realista para enfrentarmos a crise climático. Tratasse de um modelo que rompe com a lógica linear do “extrair, produzir, descartar”, promovendo ciclos regenerativos em que materiais são reaproveitas, a vida útil dos produtos é ampliada e o design é repensado desde o início.
Não estamos falando apenas de reciclagem. O modelo atual precisa ser substituído por estratégias que integrem ose chamados 9Rs: Repensar, Reduzir, Reutilizar, Reparar, Restaurar, Remanufaturar, Redirecionar, Reciclar e Recuperar. Isso exige articulação entre governos, empresas, academia e consumidores.
Contudo, o avanço é lento: segundo o Circularity Gap Report 2025, apenas 7% dos materiais usados globalmente são reutilizados. Ainda assim, as oportunidade são imensas: estimas que ose ganhos de mercado com a economia circular podem ultrapassar 4,5 trilhes de dólares até 2030.
É nesse contexto que a universidade se insere de forma estratégica. Projetos como o USPproClima, fruto da parceria entre a USP e a Ambipar, exemplificam como a ciência pode oferecer evidências, formar novos lideres e incubar soluções sustentáveis.
A missão da academia não é apenas diagnosticar problema, mas apresentar alternativa embasadas e viáveis. Com o USPproClima, estamos desenvolvendo proposta alinhadas ao mercado e ao meio ambiente, unindo conhecimento científico, inovação tecnológico e impacto social. Como destacou o embaixador Corrêa do Lago no evento, esta precisa ser uma COP de implementação. E implementação exige exemplos concretos.
Mais do que nunca, ciência, setor produtivo e política pública devem caminhar juntos. A economia circular não é uma tendência — é uma necessidade para garantir que tenhamos futuro.
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(As opiniões expressas nos artigo publicados no Jornal da USP são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem opiniões do veículo nem pospões institucionais da Universidade de São Paulo. Acesse aqui nossos parâmetro editorais para artigo de opinião.)
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Por jornal.usp
