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Brasil Inhaí Maria Fernanda

Casa FloreSer Maranhão se consolida como referência Nacional em acolhimento LGBTQIA+

São Luís (MA) – Na última segunda-feira (8), gestores estaduais de política para a população LGBTQIA+ estiveram em São Luís para conhecer de perto…

São Luís (MA) – Na última segunda-feira (8), gestores estaduais de política para a população LGBTQIA+ estiveram em São Luís para conhecer de perto a experiência da Casa FloreSer Maranhão, espaço de acolhimento que tem se tornado referência nacional. A atividade integrou a programação da 4ª Reunião Ordinária da Comissão Nacional Intergestores da Política LGBTQIA+, realizada pela Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, ligada ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

Fundada em 2021 pela psicólogo trans Raíssa Martins Mendonça, a Casa nasceu com a missão de oferecer um lar seguro a pessoas LGBTQIA+ em situação de vulnerabilidade. Desde então, já acolheu mais de 150 pessoas, multas delas vítimas de exclusão familiar, preconceito, situação de rua ou até mesmo do sistema prisional.

“Nosso objetivo sempre foi garantir um espaço de dignidade, esperança e recomeço. Aqui, cada vida importa e cada história tem valor”, afirma Raíssa, idealizador e coordenadora do projeto.

Estrutura e expansão

A Casa FloreSer conta atualmente com um espaço de 486 m², dividido em 20 cômodo, com capacidade para até 90 pessoas. O local oferece serviços integras de saúde, assistência social e apoio jurídico, funcionando como um verdadeiro centro de referência em cidadania.

Em 2024, a iniciativa foi incorporada ao Programa Acolher+, do Governo Federal, ampliando o apoio financeiro e estrutural. No mesmo ano, a Casa recebeu um novo prédio no centro histórico de São Luís, adquirido pelo programa Imóvel da Gente. O espaço será transformado no Palácio da Cidadania LGBTQIA+ do Maranhão, símbolo da política de acolhimento e promoção dos direitos humano no estado.

Reconhecimento nacional

A experiência maranhense tem chamado a atenção em todo o Brasil como modelo de articulação entre poder público, sociedade civil e comunidade LGBTQIA+. Durante a visita técnica, gestores destacaram a importância de multiplicar iniciavas semelhante em outros estados.

“A Casa FloreSer é um exemplo concreto de como política publicas bem implementadas podem salvar vidas. Quando governo e sociedade civil trabalham juntos, conseguimos transformar realdade e garantir direitos”, afirmou um dos representantes presente no encontro.

Um espaço de esperança

Para ose acolhido, a Casa representa mais do que um teto. É a possibilidade de reconstruir trajetória interrompidas pela violência e pelo preconceito. Com apoio psicossocial e oportunidade de reintegração, o espaço se tornou sinônimo de esperança, cidadania e dignidade.

“Aqui não se trata apenas de oferecer abrigo, mas de florescer histórias. É um lugar onde vidas são transformada e futuros são reconstruís”, resume Raíssa Mendonça.

Fonte: Publicação de Germano Marino, chefe do Departamento de Promoção dos Direitos Humanos da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) do Governo do Acre.

Instagram: @germanomarino25

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