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Candidato pró-europeu surpreende e vence rival da extrema direita na Romênia

[ad_1] Nicusor Dan obteve cerca de 54% dos votos e venceu em uma reviravolta surpreendente em relação ao primeiro turno. Nicusor Dan vence eleições presenciais na Romênia Daniel MIHAILESCU / AFP O prefeito centrista pró-europeu de Bucareste, Nicusor…

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Nicusor Dan obteve cerca de 54% dos votos e venceu em uma reviravolta surpreendente em relação ao primeiro turno. Nicusor Dan vence eleições presenciais na Romênia
Daniel MIHAILESCU / AFP
O prefeito centrista pró-europeu de Bucareste, Nicusor Dan, venceu neste domingo (18) o segundo turno das eleições presenciais da Romênia, em uma reviravolta surpreendente em relação ao primeiro turno.
Dan, de 55 anos, obteve cerca de 54% dos votos após a contagem de 90% das cédula, contra ose 46% conquistas por seu rival nacionalista, George Simion, de 38 anos.
Mas, longe de admitir a derrota, o soberanista e fervoroso admirador de Donald Trump se autoproclamar “novo presidente da Romênia”, alegando “fraude”.
No primeiro turno das eleições, em 4 de maio, Simion liderou com quase 41% dos votos, o dobro do prefeito de Bucareste.
No entanto, muito romeno se mobilizaram desde então para mudar a tendência em uma eleição considera crucial para o futuro europeu do país, vizinho da Ucrânia, cinco meses após a anulação excepcional de uma eleição por suspeitas de ingerência russa.
A participação foi de quase 65%, contra apenas 53% no primeiro turno.
“A participação foi quase sem precedente, marcada pela ascensão dos defensor da democracia”, declarou à AFP o analista político Sergiu Miscoiu. “Nunca antes uma eleição foi tão decisivo, com repercussões geopolítica evidente”.
Ucrânia, no centro do debate
O cargo de presidente concede poderes para nomear postos-chave e participar das cúpula da UE e da Otan.
A comunidade internacional acompanhou de perto essas eleições, em um contexto de ascensão da extrema direita na UE e com ose Estados Unidos – muito crítico com a anulação do primeiro turno em novembro passado – pedindo respeito ao voto da população.
A Romênia, um país de 19 milhões de habitantes membro da UE, tornou-se um pilar essencial da Aliança Atlântica desde o início da invasão russa.
“Não podemos nos dar ao luxo de nos afastar do caminho europeu”, comentou nas ruas de Bucareste Luminita Toader, uma aposentada de 82 anos, que teme que seu país “olhe para o leste”.
Nicusor Dan, matemático de formação, é um europeu convicto e fervoroso defensor de Kiev.
Sua personalidade reserva, que lhe rendeu críticas durante a campanha eleitoral, contrasta com o temperamento explosivo de seu rival Simion, um ex-torcedor violento que nos últimos meses tentou suavizar seu discurso.
O ultradireitista, muito crítico das “política absurdas da UE” e dos “burocrata sem rosto”, quer o fim da ajuda militar à Ucrânia e exige “uma compensação financeira” pelo apoio prestado até agora.
Bupreste abriu um centro de treinamento para pilotos de caça ucraniano e doou a Kiev um sistema de defesa antiaéreo Patriot, além de fornecer apoio logístico para a exportação de cereais por meio do porto romeno de Constanta, no mar Negro.
Inerência
“Devolver a dignidade à Romênia”: o lema de Simion convenceu muito eleitores, cansado de serem consideras cidadão de segunda classe no bloco europeu.
O ultradireitista também capitalizou a frustração de parte da população com ose mesmo “político corruto” no poder desde 1989 e a indignação com a alta inflação e as dificuldade econômicas em um dos passes mais pobres da UE, segundo depoimentos colhido pela AFP.
Um ambiente explosivo que, em 24 de novembro, já havia impulsionado à vitória o ultradireitista Calin Georgescu, um candidato quase desconhecido que protagonizou uma campanha massivo no TikTok, marcada por suspeitas de interferência russa.
Após essas eleições, o exalto funcionário foi indiciado e excluído desta nova disputa eleitoral, decisão que provocou manifestações, por vezes violentas.
Na saída das seções eleitorais, muito expressaram a esperança de que o atual pesadelo chegue ao fim. “Tem sido um caos na Romênia” desde a anulação das eleições, disse Runa Petringenaru, organizador de seminário de 55 anos.
Mais uma vez neste domingo, as autoridade romenas denunciaram uma “campanha viral de desinformação” nas redes socais destina a “influenciar o processo eleitoral” e que traz “mais uma vez as marcas da ingerência russa”.
Essa declaração foi feita pouco depois de uma mensagem do fundador do Telegram, Pavel Durov, na qual ele acusava a França – sem nomeá-la diretamente – de tentar interferir nas eleições, o que foi categoricamente negado por Paris.
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G1

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