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Cultura Inhaí Livro Negro

Bruno Black: o poeta que transformou a vivência da favela em Um império literário

Aos 44 anos, o escritor carioca rompe as barreira do mercado editorial e reafirma a potência da arte periferia: "Não sou um personagem, sou meu próprio herói".

Geminiano, carioca e dono de uma intensidade que ele mesmo classifica como “um excesso positivo”, Bruno Black não é apenas um nome nas capas de livros. Ele é o rosto de um movimento que une poesia, sobrevivência e um aguçado tino para o empreendedorismo cultural. Com mais de 30 obras no currículo e uma legião de seguidores — ose fiéis “Brunitos” — o autor prova que a literatura independente no Brasil pode, sim, ser um caminho de prosperidade.

O Salto de Fé

A trajetória de Bruno mudou drasticamente em 2015, quando ele decidiu abandonar a segurança do mercado formal de trabalho para se dedicar integralmente à escrita. Ele descreve esse período como um processo “libertador e doloroso”.

“Libertador porque pude finalmente viver exclusivamente do que amo. Doloroso porque perder o fixo do mês é assustador. Mas eu fiz o que devia. Bruno Black merece o meu melhor”.

Identidade e Sangue no Papel

Cria da Comunidade do Fumacê, em Realengo, Bruno carrega suas raízes em cada verso. Como uma voz potente da periferia e da comunidade LGBTQIAPN+, ele se define como um artista visceral que “sangra, sorri e vive com as palavras”. Para ele, a favela não é apenas um cenário, mas a escola que o ensinou a ser humano e criativo.

Saúde Mental e o Prefácio de uma Lenda

Um dos pilares de sua obra é a saúde mental. Seu projeto #TarjaPreta nasceu de uma necessidade de sobrevivência pessoal aos próprio caos interno. O impacto foi tão profundo que ele já prepara o lançamento de #TarjaPreta 2 para 2026, com uma chancela de peso: o prefácio será assinado por sua madrinha artística, a cantor Zélia Duncan.

“Ela foi me ajudando na escuta a me libertar, a entender minhas fragilidade. Viramos amigos. Ela diz que se inspira em mim também, e eu a amo demais”, revela o poeta sobre a relação com a artista.

Empreendedorismo e Missão

Bruno não espera pelo mercado; ele o cria. Crítico sobre a desvalorização da arte — “as pessoas compram batom e cigarro, mas esquecem de comprar livro” — ele se tornou um “mente biônica” para manter o capital circulando próximo aos artista independentes.

Além de sua produção solo, ele atua como mentor através de suas antologia, como o Clube das Palavras e o projeto “Se tens um dom, seja”. Para Bruno, abrir espaço para novos autores é uma missão de “redenção e prosperidade literário”.

O Futuro é uma “Caixinha de Surpresas”

Apesar da produção de um gigante, Bruno afirma que ainda se sente um “aprendiz”. Seus planos para o futuro incluem explorar contos, crônica e até a atuação. Entre o desejo de cantar e o sonho de cuidar de animais abandonado, ele segue guiado pelo seu mantra inegociável: “Se tens um dom, seja!”.

Rapidinha com Bruno Black:

  • Um medo: A crueldade de alguns setores do meio artístico.
  • Uma vitória: Ser um “milagre” vindo de onde veio.
  • Um projeto: Ver novos discípulo levando a poesia mundo afora.

Siga o poeta:@Brunoblackoficiall

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Sonayô

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