Com um aumento expressivo no número de casos e falta de leitos de UTI disponíveis, o Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos opera no limite. Nossa equipe da TV Cenário foi ao hospital checar de perto a situação.
A bronquiolite é uma infecção viral que inflama as vias aéreas de bebês e crianças, atingindo os canais mais estreitos responsáveis por levar o ar até os pulmões. Embora os casos possam parecer um resfriado comum nos primeiros dias, o ideal é permanecer em alerta aos sinais que podem evoluir rapidamente a casos de insuficiência respiratória em grupos mais vulneráveis.
O aumento expressivo no número de casos vem pressionando o sistema público de saúde de Ferraz de Vasconcelos, gerando angústia a familiares à espera de vagas de leito de UTI pediátrica.
“É uma doença viral que afeta mais crianças de até 2 anos, mas ela pode afetar até mesmo adultos. Ela é considerada como o primeiro caso de sibilância, o primeiro caso que a criança começa a chiar. Temos que ficar muito atentos a bebês muito prematuros e em bebês menores de 2 anos, principalmente em menores de 6 meses, cardiopatas e com doenças pulmonares que precisaram ficar na UTI após o nascimento ou que têm a broncodisplasia ou que já teve que fazer o uso de oxigênio ou doenças pulmonares muito mais cedo.” Dra. Luiza Renata, intensivista da UTI pediátrica do Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos
Casos quadruplicam e geram superlotação
O avanço da doença redesenhou a rotina do pronto-socorro da região. Segundo o coordenador médico do pronto-socorro infantil da unidade, Dr. Manuel Majjul Nemes, a demanda por atendimento médico disparou de forma severa com a virada da estação:
Nesta época do ano, os casos têm um aumento de 3 ou 4 vezes mais a incidência. Com a superlotação e falta de vaga de UTI’.
Os números internos da unidade traduzem o tamanho desse impacto: nos últimos 6 meses, o volume de atendimento foi de 2.800 em janeiro, saltando no mês de maio para 6.893 ocorrências.
Prevenção e Sinais de Alerta: Quando buscar ajuda?
Diante de um vírus altamente contagioso e um sistema de saúde sobrecarregado, a orientação dos médicos é a prevenção. Resguardar ao máximo as crianças, mantendo-as longe de aglomerações e higienizando bem as mãos, é a melhor medida preventiva, além do monitoramento de sintomas como:
- Esforço para respirar
- Chiado ou assobio nítido no peito ao expirar
- Cansaço ou recusa alimentar: (quando o bebê não consegue mamar ou tomar líquidos porque se cansa ao tentar respirar).
Ao notar um desses sintomas, procure a unidade de saúde mais próxima.
