
É desse modo que o percurso tortuoso pode ser o do próprio público diante de Modus Operandi, confrontado com um “manual de operações” que revela possibilidades de pensamento e reflexão a partir de caminhos nada óbvios. Dessa jornada, perigosa a seu próprio modo, resulta para Farias um encantamento para a mente e para os olhos. “O trabalho de Regina tem esse rigor. Ele é inusitado, calculado, muito elaborado do ponto de vista mental. Isso não tem novidade. Da Vinci falava que a pintura é uma coisa mental. Mas, aparentemente, as pessoas esquecem que a arte é uma coisa mental.”
Por isso, ao desvendar as veredas intelectuais que desembocam no resultado artístico, Modus Operandi desmonta a ilusão do entendimento fácil. Se arte é consequência do pensamento, torna-se assombroso imaginar o potencial que detém para confrontar o real. Seja ele qual for.
A exposição Modus Operandi, da artista e professora da USP Regina Silveira, acontece até 26 de julho, de terça a sexta-feira, das 11h às 17h, e aos sábados e feriados, das 11h às 16h, no Instituto de Arte Contemporânea (IAC), localizado na Avenida Doutor Arnaldo, 126, Consolação, em São Paulo. Entrada grátis.