Depois de abrir as portas de seu universo com “Coisa Mais Linda” e “Suco de Maçã”, Lenyn apresenta “Clichê” e “Vida Loka”, duas novas faixas de seu EP de estreia, “Prazer, Lenyn!”. O lançamento, que chega às plataformas nesta quinta-feira, 3 de setembro, dá continuidade à apresentação do cantor recém-integrado ao casting da ODR Music, desta vez colocando lado a lado dois extremos de sua identidade artística: o amor e a revolta, a vulnerabilidade e o enfrentamento, o R&B/Soul e o rap.
Se o primeiro lançamento introduziu ao público a sensibilidade e o olhar de Lenyn para os afetos, as novas músicas ampliam esse retrato. Apesar das diferenças sonoras e narrativas, “Clichê” e “Vida Loka” partem de experiências pessoais para falar de sentimentos universais, seja a necessidade de declarar um amor tantas vezes que as palavras parecem se repetir, seja a decisão de continuar lutando diante de uma realidade que insiste em impor obstáculos.
“São dois lançamentos que divergem bastante em estética e características visuais e sonoras, dois polos do mesmo artista. Acho importante reforçar a pluralidade que existe no ser humano. Quero que você se veja no Lenyn também porque, no fim das contas, mesmo através de perspectivas únicas, é universal: todos nós amamos, todos nós sofremos e todos nós lutamos, independentemente de qual seja o adversário”, afirma.
Um “Clichê” que nasceu como presente
De atmosfera romântica e intimista, “Clichê” encontra no R&B/Soul contemporâneo o território para falar sobre um amor tão presente que as declarações acabam se tornando recorrentes. O título brinca justamente com essa contradição: é uma canção de amor em meio a tantas outras canções de amor, mas consciente de sua própria condição de clichê.
A história por trás da composição também é íntima. A música nasceu durante a pandemia, quando Lenyn estava apaixonado e queria preparar um presente de aniversário, mas enfrentava as limitações daquele período. Sem trabalho e dinheiro para comprar algo, encontrou no home studio do pai uma maneira de transformar o sentimento em presente.
“Os trechos finais nasceram primeiro, dentro de uma poesia que escrevi como presente de aniversário. Eu falava sobre como aquela pessoa provavelmente já tinha me ouvido dizer todas aquelas coisas várias vezes e de vários jeitos diferentes. O restante foi surgindo dessa ideia, reforçando como aquele amor era intenso e verdadeiro justamente por uma coisa que acontecia de maneira recorrente entre nós: as declarações de amor”, relembra Lenyn.
Musicalmente, “Clichê” também evidencia o amadurecimento que o cantor identifica na construção de “Prazer, Lenyn!”. Com referências que passam por Dru Hill, Childish Gambino e Bruno Mars, a faixa reúne diferentes estéticas dentro do R&B/Soul e aposta em um arranjo que acompanha a intimidade da composição. “É uma das músicas em que mais sinto esse amadurecimento no EP, tanto na composição quanto no arranjo”, explica.
Em “Vida Loka”, a revolta vira combustível
Se “Clichê” nasce da vontade de declarar amor, “Vida Loka” parte de um sentimento completamente diferente. Construída dentro da estética do hip hop e do rap, com o boom bap conduzindo sua sonoridade, a música transforma revolta em movimento.
O título estabelece uma referência direta à escrita dos Racionais MC’s, mas Lenyn desloca essa inspiração para narrar suas próprias batalhas. No centro da faixa está a perspectiva de um homem preto, jovem e periférico que também precisa “matar seus leões” diariamente, ainda que os obstáculos assumam outras formas.
“Quando escrevi ‘Vida Loka’, estava num momento de muita revolta com o mundo, com as pessoas e com as coisas que não sou capaz de mudar sozinho. Eu vinha escrevendo muito sobre minhas defesas e medos a partir desse recorte da realidade que desfavorece a minha vivência e, ao mesmo tempo, ouvindo bastante rap de protesto. Foi quando senti vontade de canalizar esse ódio em arte e transformar isso em incentivo para enfrentar e superar barreiras”, conta.
Entre as referências daquele período estava o álbum “Eu Ainda Tenho Coração”, de LEALL. A partir desse contato e das próprias experiências, Lenyn construiu uma música sobre continuar caminhando mesmo quando as circunstâncias parecem apontar no sentido contrário.
“Eu sei exatamente onde é o lugar onde quero chegar. Meu desafio é ir lá buscar. ‘Vida Loka’ fala sobre seguir e recomeçar independentemente dos obstáculos, porque as coisas nas quais você acredita estarão sempre ali esperando por você para continuarem existindo”, completa.
Com “Clichê” e “Vida Loka”, “Prazer, Lenyn!” avança em sua proposta de funcionar como um cartão de visitas sem reduzir o artista a uma única definição. Recém-integrado ao casting da ODR Music e com gestão compartilhada com a Anel de Bamba, o cantor inicia sua trajetória profissional transitando entre diferentes referências sem abandonar a experiência pessoal que sustenta sua escrita.
Sobre Lenyn
Lenyn é um cantor e compositor paulistano que encontra na música uma forma de transformar experiências pessoais em canções sobre amor, identidade e autoconhecimento. Transitando entre o pop e o R&B, o artista constrói uma sonoridade marcada pela sensibilidade, pela intimidade e por letras que exploram os afetos e a maneira como nos relacionamos com o mundo.
Nascido na Vila Clementino e criado no Campo Limpo, em São Paulo, Lenyn desenvolveu sua relação com a música ainda na infância. Sua trajetória é atravessada por um profundo processo de descoberta e afirmação de identidade, elementos que hoje aparecem em sua obra de forma autêntica e delicada, conectando vivências particulares a sentimentos universais.
Com o EP de estreia “Prazer, Lenyn!”, o artista apresenta oficialmente ao público sua identidade musical. Concebido como um cartão de visitas, o projeto reúne canções que refletem diferentes facetas de sua personalidade artística, revelando um universo criativo onde sonoridade, estética e narrativa caminham lado a lado.
Recém-integrado ao casting da ODR Music, Lenyn inicia sua trajetória profissional com apoio da produtora Anel de Bamba e aposta na autenticidade, na colaboração e no poder transformador da arte, com o objetivo de construir conexões genuínas por meio da música e gerar impacto positivo dentro e fora dos palcos.
Sobre a ODR Music
A ODR Music é um hub de gestão artística que conecta música, esporte e ancestralidade, oferecendo uma estrutura completa para o desenvolvimento de carreiras. Liderado por Emerson Santos, fundador do polo, o hub conta também com a atuação de Tuti Camargo, diretor criativo e musical. A empresa reúne gestão 360º, produção musical, estúdio próprio em São Paulo, suporte jurídico e comunicação, formando um ecossistema integrado para o desenvolvimento de artistas e projetos.
Inspirada no conceito iorubá Odara — que significa “bom, excelente, belo” —, a ODR nasce com o propósito de profissionalizar e potencializar talentos do samba e do rap, entendendo esses gêneros como a base e a vanguarda da música brasileira.
Com uma equipe formada por profissionais de trajetórias sólidas, como Paulo Trindade e Kaio de Oliveira, além da empresa CLAK, de Cleyton Silva, como parceira na criação de conteúdo, o selo aposta na colaboração e na ancestralidade como motores de inovação. Seu casting inicial inclui nomes como Xis, Mafe, Vitor Federado, o projeto Anel de Bamba e a própria Ideologia do Samba.
A ODR Music tem como missão formar artistas conscientes de sua identidade, história e papel cultural, construindo pontes entre o legado da música brasileira e as sonoridades do presente.
Sobre Anel de Bamba
Fundada em 2022 por Maurílio Oliveira, integrante da dupla Prettos, a Anel de Bamba é uma produtora e empresa de gestão artística dedicada exclusivamente ao samba. Nascida do desejo de fortalecer o gênero a partir de novas estruturas de produção, desenvolvimento e circulação, a empresa atua na criação de projetos musicais que conciliam respeito à tradição com uma visão contemporânea de mercado.
Com foco na profissionalização e na sustentabilidade das carreiras de seus artistas, a Anel de Bamba desenvolve produtos culturais sólidos e inovadores, contribuindo para ampliar as possibilidades do samba dentro da indústria da música. Sua atuação busca desafiar modelos tradicionais de gestão, criando caminhos que valorizam a identidade do gênero sem abrir mão de estratégias modernas de posicionamento e expansão.
Sob a liderança de Maurílio Oliveira e com produção geral, artística e executiva conduzidas por Magda Souza e Maya Souza, a Anel de Bamba se consolidou como um espaço de desenvolvimento criativo comprometido com a valorização do samba, de seus artistas e de sua relevância cultural no Brasil contemporâneo.
