‘Amor Maldito’: o filme de Adélia Sampaio que marcou a representação lésbica no cinema brasileiro

Portal Inhaí
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Por Rayssa Candido

Hoje, 19 de agosto, é celebrado o Dia Nacional do Orgulho Lésbico, data criada para dar visibilidade às mulheres lésbicas, combater a lesbofobia e reivindicar o direito de existir e amar livremente. Para marcar a data, a Cine Ninja revisita “Amor Maldito”, filme de 1984 dirigido por Adélia Sampaio e considerado um marco na representação lésbica do cinema brasileiro.

No filme, Fernanda é levada a julgamento após a morte de sua companheira, Sueli. Enquanto o tribunal investiga sua possível participação no caso, o relacionamento entre as duas mulheres passa a ser colocado no centro do julgamento. A sexualidade de Fernanda se transforma em argumento de condenação, revelando uma sociedade em que o preconceito também ocupa o banco dos réus.

A importância do filme está também na trajetória de sua diretora. Mulher negra e autodidata, Adélia Sampaio tornou-se a primeira mulher negra a dirigir um longa-metragem no Brasil. Em uma indústria marcada pela exclusão, levou às telas uma história de amor entre duas mulheres e expôs a violência da lesbofobia em uma época em que essa representação ainda era rara.

Mais de quatro décadas depois, “Amor Maldito” continua sendo uma obra fundamental para pensar a presença lésbica no cinema brasileiro. Ao transformar o amor entre duas mulheres em tema central de sua narrativa, Adélia Sampaio também registrou os mecanismos de uma sociedade que insistia em transformar esse amor em motivo de julgamento.

No Dia Nacional do Orgulho Lésbico, revisitar “Amor Maldito” é também reconhecer a importância de quem abriu espaço para que mulheres lésbicas pudessem ocupar as telas, não como objeto de julgamento, mas como protagonistas de suas próprias histórias.



Por Midia Ninja

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