- Qual será o horário do eclipse lunar?
- Horário muda conforme a região do país
- Onde será possível observar?
- Eclipse poderá ser visto a olho nu
- Eclipse será parcial, não total
- Como acontece um eclipse lunar?
- Por que a Lua pode ficar avermelhada?
- Fenômeno pode lembrar uma “Lua de Sangue”
- Como acompanhar o fenômeno
- Celulares podem registrar o eclipse
- Condições do tempo serão determinantes
Fenômeno parcial acontecerá entre a noite de 27 e a madrugada de 28 de agosto, terá duração superior a três horas e poderá ser acompanhado a olho nu
Um eclipse lunar parcial poderá ser observado em todo o Brasil entre a noite de 27 de agosto e a madrugada do dia 28. Durante o fenômeno, aproximadamente 93% da superfície visível da Lua será encoberta pela sombra projetada pela Terra.
A fase parcial começará às 23h33 do dia 27, considerando o horário de Brasília. O ponto máximo do eclipse está previsto para 1h12 da madrugada do dia 28, quando quase toda a Lua estará dentro da região mais escura da sombra terrestre.
O fenômeno terminará às 2h51, também pelo horário de Brasília. Dessa forma, a fase parcial terá duração aproximada de três horas e 18 minutos.
O eclipse poderá ser observado a olho nu e não exigirá filtros, óculos especiais ou qualquer equipamento de proteção. Binóculos e telescópios poderão ampliar os detalhes, mas não serão necessários para acompanhar o evento.
Qual será o horário do eclipse lunar?
O eclipse lunar começará, em sua fase parcial, às 23h33 de quinta-feira, 27 de agosto.
A cobertura aumentará gradualmente até alcançar o ponto máximo às 1h12 de sexta-feira, 28 de agosto. Nesse momento, aproximadamente 93% do disco lunar estará encoberto pela sombra da Terra.
Depois do auge, a sombra começará a deixar a superfície da Lua. O encerramento da fase parcial está previsto para 2h51.
Os horários informados consideram o fuso de Brasília. Moradores de estados localizados em outros fusos deverão fazer a conversão para o horário local.
O fenômeno atravessará a meia-noite e, portanto, começará no dia 27, mas atingirá seu momento principal já na madrugada do dia 28.
Horário muda conforme a região do país
Em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal e na maior parte das regiões Sul, Sudeste e Nordeste, o início será às 23h33, o auge ocorrerá às 1h12 e o término será às 2h51.
Nos estados que estão uma hora atrás do horário de Brasília, a fase parcial começará às 22h33 do dia 27. O ponto máximo será às 0h12 e o encerramento ocorrerá à 1h51.
No Acre e em áreas que estão duas horas atrás de Brasília, o eclipse começará às 21h33, alcançará o auge às 23h12 e terminará à 0h51.
Em Fernando de Noronha, que está uma hora à frente de Brasília, o fenômeno terá início à 0h33 do dia 28, chegará ao máximo às 2h12 e terminará às 3h51.
A visibilidade também dependerá das condições meteorológicas de cada cidade, especialmente da presença de nuvens durante a madrugada.
Onde será possível observar?
O eclipse poderá ser visto de todas as regiões brasileiras, desde que o céu esteja aberto e a Lua não seja encoberta por nuvens, prédios, árvores ou outras barreiras.
O astrônomo Emerson Roberto Perez recomenda procurar um local com boa visibilidade do céu e pouca interferência da iluminação urbana.
Áreas abertas, parques, praias, campos, varandas e locais mais afastados dos grandes centros podem oferecer melhores condições.
Não será necessário viajar para uma cidade específica, pois o eclipse estará visível em todo o território nacional.
A poluição luminosa não impede a observação da Lua da mesma forma que prejudica a visualização de estrelas mais fracas. Mesmo assim, um ambiente mais escuro poderá melhorar o contraste e facilitar a percepção das mudanças de coloração.
Eclipse poderá ser visto a olho nu
Diferentemente de um eclipse solar, o eclipse lunar pode ser observado diretamente e sem proteção para os olhos.
Isso acontece porque o observador continuará olhando para a Lua, cuja luz é um reflexo da iluminação solar, e não diretamente para o Sol.
Não é necessário utilizar óculos de eclipse, filtros solares, películas ou equipamentos de proteção.
Binóculos poderão deixar mais evidente o avanço da sombra sobre a superfície lunar. Telescópios também permitirão observar detalhes como crateras e diferenças de luminosidade.
O uso desses equipamentos é opcional e não representa uma exigência de segurança.
Eclipse será parcial, não total
O fenômeno de agosto será classificado como um eclipse lunar parcial, porque cerca de 93% da Lua entrará na sombra mais escura da Terra.
Para que o eclipse seja considerado total, todo o disco lunar precisaria ficar dentro dessa região, conhecida como umbra.
Como uma pequena parte permanecerá diretamente iluminada pelo Sol, não haverá uma fase de totalidade completa.
A porcentagem de 93% fará com que o evento seja visualmente próximo de um eclipse total, principalmente no momento máximo.
Uma faixa menor da Lua deverá continuar mais clara, enquanto a maior parte do disco poderá apresentar tons escuros, alaranjados ou avermelhados.
Como acontece um eclipse lunar?
Um eclipse lunar ocorre quando a Terra fica posicionada entre o Sol e a Lua.
Nesse alinhamento, o planeta bloqueia parte da luz solar que normalmente ilumina a superfície lunar e projeta sua sombra no espaço.
A sombra terrestre possui duas regiões principais. A penumbra é a parte externa e mais clara, na qual apenas uma parcela da luz do Sol é bloqueada. A umbra é a região central e mais escura.
Durante a fase parcial, uma parte da Lua entra na umbra e parece ser gradualmente encoberta.
No eclipse de agosto, quase todo o disco lunar passará pela umbra da Terra, resultando em uma cobertura de aproximadamente 93%.
Por que a Lua pode ficar avermelhada?
Mesmo quando a Terra bloqueia a luz direta do Sol, parte da iluminação solar atravessa a atmosfera terrestre e consegue alcançar a Lua.
Ao passar pela atmosfera, as cores de menor comprimento de onda, especialmente os tons azulados, são espalhadas com maior intensidade.
Os tons avermelhados e alaranjados atravessam a atmosfera mais facilmente e são projetados na superfície lunar.
O processo é semelhante ao que deixa o Sol avermelhado durante o nascer e o pôr do sol.
A atmosfera da Terra funciona como um filtro, desviando parte da luz vermelha para a região da sombra onde está a Lua.
A intensidade da coloração dependerá das condições da atmosfera no momento do eclipse, incluindo a presença de partículas, poeira e nuvens.
Fenômeno pode lembrar uma “Lua de Sangue”
A expressão “Lua de Sangue” é popularmente utilizada para descrever a coloração avermelhada observada durante eclipses lunares.
O termo é mais associado aos eclipses totais, quando toda a superfície visível da Lua entra na umbra e pode adquirir um tom vermelho intenso.
Como o eclipse de agosto será parcial, uma pequena faixa da Lua continuará diretamente iluminada, enquanto a parte encoberta poderá apresentar tons avermelhados.
Por causa da magnitude de 93%, o aspecto do fenômeno poderá lembrar uma Lua de Sangue durante seu momento máximo, embora tecnicamente não seja um eclipse total.
Como acompanhar o fenômeno
Para observar o eclipse, o ideal é escolher antecipadamente um local aberto e verificar se a Lua estará visível a partir daquele ponto durante a madrugada.
O observador poderá começar a acompanhar o evento pouco antes das 23h33, no horário de Brasília, para perceber o avanço da sombra.
A mudança será gradual. A Lua não ficará escura de uma só vez e a parte encoberta aumentará ao longo de aproximadamente uma hora e 40 minutos até o ponto máximo.
Depois da 1h12, o processo acontecerá no sentido contrário, com a sombra deixando lentamente o disco lunar até as 2h51.
O momento mais indicado para observar e fotografar será próximo do auge, quando 93% da Lua estará encoberta.
Celulares podem registrar o eclipse
O fenômeno poderá ser fotografado com celulares, embora o resultado dependa da capacidade de aproximação e das configurações da câmera.
Para evitar imagens tremidas, o aparelho poderá ser apoiado em um tripé ou superfície estável. Também é recomendável evitar o uso excessivo do zoom digital, que pode reduzir a qualidade da fotografia.
Câmeras com lentes de maior alcance conseguirão registrar com mais detalhes o avanço da sombra e as possíveis mudanças de coloração.
Nenhum filtro solar deve ser colocado na câmera para fotografar o eclipse lunar, porque a observação da Lua não oferece o mesmo risco de um eclipse do Sol.
Condições do tempo serão determinantes
Embora o eclipse esteja astronomicamente visível em todo o Brasil, a observação dependerá do tempo em cada região.
Nuvens densas poderão bloquear totalmente a Lua. Uma cobertura de nuvens mais fina poderá permitir a observação em alguns momentos.
A recomendação é consultar a previsão meteorológica da cidade no dia do fenômeno e escolher um local com horizonte aberto.
Se o céu permanecer limpo, qualquer pessoa poderá acompanhar o eclipse sem equipamentos especiais entre a noite de 27 e a madrugada de 28 de agosto.
