No último domingo, 21 de setembro, as ruas de Osasco foram tomadas por cerca de 5 mil pessoas na 8ª edição da Parada do Orgulho LGBTQIA+. Sob o tema “Ainda estamos aqui: resistindo e transformando”, o evento foi além da celebração da diversidade: ecoou também os gritos de “sem anistia” e contra a PEC da Blindagem, somando-se às manifestações que aconteceram em todo o Brasil na mesma data.

A Parada foi conduzida com energia e emoção pelos apresentadores Higor Andrade, Drag Tiffany, Drag Latiffa e Lorelay Claro, e contou com a presença de personalidades, parlamentares e militantes que reforçaram a importância de enfrentar o conservadorismo e a LGBTfobia. A organização esteve sob a liderança da presidenta Alessandra Dumdum, ao lado de um coletivo de militantes que constroem o evento de forma autônoma e popular.
Um dos momentos mais marcantes foi o ato realizado no meio da Avenida dos Autonomistas, que deu protagonismo à negritude dentro da luta LGBTQIA+. A intervenção foi conduzida por Stephanie Top, Rayra Brasckston e Claudia Banhara, junto a outras artistas, reforçando a urgência de enfrentar o racismo de forma transversal nas agendas LGBT.

Para o apresentador Higor Andrade, ocupar as ruas é uma ação política indispensável:

“A Parada é festa, mas é sobretudo resistência. Quando gritamos ‘sem anistia’ e contra a PEC da Blindagem, estamos dizendo que a pauta LGBTQIA+ também enfrenta o Congresso inimigo do povo, que tenta blindar corruptos e apagar crimes. Nossa luta é por democracia, por direitos e por justiça. Estar nas ruas é pressionar os poderosos e mostrar que não vamos recuar.”
Mais do que celebração, a Parada LGBTQIA+ de Osasco reafirmou seu papel como espaço político, de resistência e de transformação social, mostrando que a luta por direitos continua viva e pulsante nas periferias e nas grandes cidades.

