Voz e Força: A Luta das Mulheres Negras no Samba e na Política

Éric Tomas
2 Min Read

Um exemplo notável dessa trajetória é a de Leci Brandão. Aos 81 anos, a sambista e parlamentar representa a força e a resiliência da mulher negra brasileira. Carioca de Madureira, Leci se tornou a segunda mulher negra a ser eleita deputada estadual em São Paulo, em 2010. Em seu trabalho legislativo, ela defende a igualdade racial, os direitos da população LGBTQIAP+, a cultura e a educação. Sua atuação é um elo direto entre a arte popular e o ativismo político, mostrando que a voz do povo é, de fato, a voz do poder.
A presença de mulheres como Leci Brandão no cenário político é um reflexo de uma luta mais ampla. A cada eleição, mais mulheres negras se candidatam e ocupam posições de liderança, inspiradas por figuras como Marielle Franco e Benedita da Silva. Elas rompem barreiras, desafiam o racismo e o machismo e garantem que as pautas de suas comunidades sejam ouvidas e transformadas em políticas públicas.
Um legado de luta e vitória
A trajetória de Leci Brandão, que celebra seu aniversário de 81 anos neste 12 de setembro, é um lembrete de que o Brasil tem um caminho longo e inspirador de mulheres que lutam e vencem. Da primeira deputada negra da Assembleia Legislativa de São Paulo, Theodosina Ribeiro, à vereadora Marielle Franco, que se tornou um símbolo de resistência após seu assassinato, o país é rico em histórias de mulheres que superaram adversidades para fazer a diferença.
Essas lideranças, sejam elas sambistas, artistas, ativistas ou educadoras, nos ensinam que a luta por um Brasil mais justo e igualitário é uma jornada contínua. Elas mostram que a voz de quem vem da periferia, das rodas de samba e dos movimentos sociais tem o poder de ecoar nos corredores da política e transformar a realidade de milhões de pessoas. A força da mulher negra, muitas vezes silenciada e invisibilizada, é uma das maiores potências de mudança que o Brasil tem.

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