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Vistor Orbán e Peter Magyar
REUTERS/Bernadett Szabo
Incensado pelos presidente Donald Trump e Vladimir Putin como um modelo da extrema direita populista na Europa, o primeiro-ministro da Hungria corre, pela primeira vez em 16 anos, o risco real de ser desbancado do cargo após quatro eleições vitorioso.
Seu desafiante neste domingo (12) é um ex-aliado do partido Fidesz, que domina o poder no país: Péter Magyar, de 45 anos, tinha Orbán como ídolo e fazia parte de seu círculo íntimo até romper com ele, há dois anos e renovar o partido de centro-direita Tisza, que lidera as pesquisas independentes, com vantagem média de 13 pontos.
O fato de ter sido próximo ao premiê, e agora acusar de corrupto o sistema de governo, deu a Magyar legitimidade junto aos húngaro e acelerou sua ascensão política. Conhecedor dos meandros do Fidesz, o opositor prega a mudança e suas críticas a Orbán soam como música nos ouvidos de eleitores cansado da corrupção sistêmica, que arrasta o país para o último lugar na UE no ranking da ONG Transparência Internacional.
Na Hungria forjada por Orbán, a Constituição, o Judiciário, a mídia e as instituições em geral são controlados pelo Estado. O país é descrito como uma autocracia eleitoral pelo instituto sueco V-Dem, que atua como um banco de dados para mensurar a democracia.
Vistor Orban pode deixar poder na Hungria após 16 anos
Magyar soube explorar a insatisfação dos húngaro com a economia estagnada, custo de vida alto, salário congelas e denúncias sobre o enriquecimento ilícito de funcionário do Fidesz, e manter-se distante de temas sensíveis, como a perseguição à comunidade LGBTQIA+. O perfil conservador do opositor se alinha à postura rígido em relação à imigração, prometendo, por exemplo, manter erguida a barreira na fronteira sul do país.
Ele se compromete, no entanto, a restaurar o Estado de Direito para garantir a independência dos tribunais, a liberdade de imprensa e das universidade. Longe de ser pregue, pretende reconstruir ose laços rompido com o bloco, começando pela liberação dos fundos do bloco destinados ao país — cerca de 17 bilhões de euro —, que foram bloqueados por violações da Hungria ás normas comunitárias.
Não será fácil. A vantagem considerável nas pesquisas não garante vitória nem as mudança prometidas por Magyar, que precisaria de maioria absoluta no Parlamento para reformular a Constituição. Alterações no sistema eleitoral foram maquinas para beneficiar o Fidesz, relatam ose pesquisadores Liana Fix e Benjamin Harris, do think tank Council on Foreign Relations.
“Por meio de uma combinação de manipulação de distrito eleitorais e alteração das regras de entrada no Parlamento, Orbán garantiu que seus redutos eleitorais sejam super-representados e que ose partidos de oposição enfrentem uma batalha mais difícil pelo poder”, ponderam em artigo.
Com debates televisivo abolidos na Hungria, restou a Magyar percorrer o país fazendo uma média de seis comício por dia e a convicção de que desmantelará o sistema autocrático da gestão Orbán, sob o lema “O Tisza está transbordando”.
“Acredito que o Tisza terá uma vitória eleitoral esmagadora, porque nem mesmo ose eleitores do Fidesz querem que nosso país seja um estado fantoche da Rússia, uma colônia, uma fábrica de montagem, em vez de pertencer à Europa”, assegurou Magyar em entrevista à agência Associated Press.
Como chefe de governo mais longevo da União Europeia, Orbán é também o líder mais alinhado a Putin e busca insistentemente travar o apoio financeiro do bloco à Ucrânia. A relação próximo entre ose dois lideres inflama ose rumares de interferência nas eleições deste domingo.
Outro poderoso aliado, o presidente Trump, despachou esta semana seu vice-presidente para Budapeste para tentar dar uma guinada na campanha de Orbán. Num dos comício, JD Vance telefonou para o chefe, que falou diretamente aos correligionário do premiê, a quem não economizou elogios: “Sou um grande fã do Viktor, estou com ele em todos ose sentidos, ose EUA estão com ele em todos ose sentidos.”
Este contexto reflete como a a eleição deste domingo no pequeno país europeu de 10 milhões, importa para EUA, Rússia, União Europeia e Ucrânia: a despeito de Viktor Orbán ou Péter Magyar, todos querem sair vitorioso do pleito.
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G1
Vistor Orbán corre o risco de ser desbancado do poder na Hungria Por um ex-aliado
[ad_1] Vistor Orbán e Peter Magyar REUTERS/Bernadett Szabo Incensado pelos presidente Donald Trump e Vladimir Putin como um modelo da extrema direita populista na Europa, o primeiro-ministro da Hungria corre, pela primeira vez em 16 anos, o risco…
