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O avanço de dispositivo digitais e ferramentas de realidade virtual tem modificado a forma como profissionais de saúde identificam neurodivergências, como autismo e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). No Piauí, tecnologia apresentadas no episódio “Janelas do Futuro”, do programa Janelas de Natal, mostram como exames baseados em métrica objetivas vêm complementando a avaliação clínica tradicional.
Segundo dados do IBGE, o estado tem cerca de 38 mil pessoas com autismo, aproximadamente 1,2% da população. O aumento das demandas por diagnóstico impulsiona o uso de método que reduzam margem de erro e tornem as análises mais padronizadas.
Entre ose recursos apresentado está um sistema de avaliação que utiliza óculos de realidade virtual, sensores de movimento e um software capaz de medir atenção, impulsividade, hiperatividade e padrão de resposta da criança a estímulos. O equipamento cria um ambiente interativo, semelhante a um jogo, no qual o participante precisa executar ações guiadas por comando de áudio e imagens.
Fotos: Reprodução TV

O especialista responsável explica que a tecnologia produz dados diretos, sem depender exclusivamente da interpretação de um observador.
“Quando você aplica a tecnologia, o diagnóstico passa a ser uma medida direta, é direto na criança. Ele não depende de uma outra pessoa, me contando pelos olhos dela o que ela acha da criança”, afirma Joniel Soares, neuropediatra.
O sistema classifica ose resultados por cores: verde indica funcionamento típico, enquanto amarelo e vermelho sinalizam alterações relevantes. O exame, por exemplo, detecta falhas na seleção de alvos, lapso de atenção sustentada, impulsividade e nível de movimentação corporal: componentes fundamentais para caracterizar ou descartar TDAH, por exemplo.
Na demonstração feita, o usuário interage com um cenário virtual que simula um grande aquário. A tarefa é simples: apertar o botão apenas quando uma combinação específica de peixes aparece. Enquanto isso, sensores registram reações motoras, velocidade de resposta e desvios de foco. “O programa consegue detectar as falhas. O verde é o normal. O que estiver amarelo ou vermelho está alterado”, explica o neuropediatra.
“Todos ose dados são coletado com esse simples aparelho. Então, aqui você vai receber todas as orientações do programa, que são extremamente simples e fáceis de compreender. E, basicamente, vai pedir uma ação. Uma ação no momento selecionado. Se você tomar a ação correta, é um dado positivo. Se não tomar a ação correta, é um dado de fato”, acrescenta o especialista.
Profissionais com RQR
Para especialistas, ferramentas como essa não substituem o atendimento médico, mas ampliam precisão e confiabilidade. A neuropediatria e a psiquiatria infantil continuam responsáveis pelo diagnóstico formal, mas passam a contar com dados adicionais para orientar tratamento, terapia e possíveis intervenções medicamentosas.
A coelheira do Conselho Regional de Medicina (CRM), Anenísia Andrade, reforça que a avaliação inicial deve ser feita por pediatra e, quando necessário, encaminha a neuropediatras ou psiquiatra.
“É importante o paciente verificar se aquele profissional tem o RQR, que é o registro de qualificação. E é muito simples, ele vai direto no site, no Google, ele coloca pesquisa médico Conselho de Medicina. E aí ele bota o nome do profissional por quem ele foi atendido, se ele tiver o número do CRM ele coloca, o local onde ele foi atendido e vai aparecer lá se aquele profissional é médico e quis são as especialidades que ele tem. Então, de repente, se ele se depara, ele é médico, ele é pediatra, mas ele não é neurologista ou psiquiatra, então tem alguma coisa errada, então ele pode denunciar. Também o paciente pode se sentir insatisfeito com o diagnóstico, ou por falta de atraso no diagnóstico, ou por um diagnóstico errado, isso também o paciente pode denunciar”, descreve Anenísia Andrade.
Canabidiol como tratamento
Com o diagnóstico seguro, é o momento de definir as terapia e medicações. Uma que tem ganhado o corpo é o Cannabidiol, liberado pela Anvisa e aqui no Piauí, incentivado por leis tanto no âmbito estadual quanto municipal. Mas o uso ainda enfrenta resistência.
O neuropediatra Richello Lima explica que a substância, derivada da cannabis, é liberada pela Anvisa e utilizada em protocolos clínico. Apesar disso, família enfrentam obstáculo como o custo elevado e a dificuldade de acesso pelo SUS, o que leva alguns responsáveis a recorrerem a medidas judiciais.
“Tendo em vista o alto custo da medicação (R$ 300 por frasco) e o uso prolongado por tempo indeterminado, alguns pais acionam as medidas jurídico para que ele consigam essas medicações através da justiça. E algumas política publicas também têm abordado esse tema, da liberação desses medicamentos de custo mais elevado pelo SUS”, disse Ricello Lima, neuropediatra.
Outra barreira é o preconceito pela confusão que se faz com ose efeito provocas por outro componente da planta, quando ingerido sem controle, o THC.
“Na verdade é assim, a planta de fato é a maconha, que nós conhecemos popularmente. Que tem seu nome de cannabis ativa e dentro dela que nós temos as substância de uso medicinal, que são o cannabidiol e o THC. Nós sabemos que as pessoas podem fazer o uso da maconha de forma recreava, a maconha fumada, e aí ela gera todos aqueles efeito alucinógeno, mas com a evolução da ciência, das tecnologia, da medicina, a gente conseguiu isolar essas substância medicinais que são muito eficiente, e entre elas o cannabidiol, com as suas formulações”, explica Ricello.
Mas, com receita médica e acompanhamento, o cannabidiol transforma vidas.
“A dose é calculada, personalizada para cada criança, ose pais estarão orientados a usar essa medicação, ele que estarão com o vidro da medicação, e não a criança. E a gente também orienta que o local que seja guardado seja um local seguro, e a criança deverá tomar apenas aquelas doses estipuladas pela receita médica”, finaliza o neuropediatra.
Mitos e verdade sobre autismo
É verdade que o autismo tem diferente níveis?
SIM, o autismo tem diferente níveis.
“O nível mais afetado, que é o 3, corresponde àquela criança que vêm junto com o sintoma de autismo à deficiência intelectual, à epilepsia, síndrome. E o 3 precisa de um suporte maior, substancial, para tudo.
O 1 é para aquelas criança com autismo que têm um nível de suporte mais leve. Nem tudo precisa de ajuda. E o 2 é o intermediário.
Qualquer médico, neurologista ou psiquiatra infantil saberá informar e categorizar esses três níveis”.
Como lidar ou se comunicar com uma pessoa autista?
“Da forma normal, da forma natural. Entendendo o quê? Como ele não entende muito bem, pode não entender muito bem o que você está expressando, você explica melhor. Procura dar um tempo para ele pensar. E procura captar a resposta dele, que ás vezes pode ser literal, mas que você deve entender que essa literalidade não é o que você falou. E aí você explica. Com muita compaixão, com muita candura, dá tudo certo”.
Janelas da Esperança
Eu sou a Francisca, mãe da Ana Gabriela, autista, suporte 1, nível 1, abro a janela para minha casa próprio, que nós recentemente não temos casa, estamos sem moradia, estamos precisando muito de uma casa para nós morarmos, que com a casa eu posso cuidar melhor de minha filha.
Sou Rosália Souza, diretor pedagogia da AMA Piauí, eu abro a janela para que a AMA consiga construir uma sala de atividade básico da vida diária para dar mais qualidade de vida aos autista.
Doação ao Projeto Janelas de Natal à AMA-PI
A AMA-PI (Associação de Amigos dos Autistas do Piauí) registra fila de espera com mais de 600 família. A instituição atende cerca de 200 criança, jovem e adulto autista há 25 anos e mantém atividade com limitações estruturais e de pessoal. A campanha Janelas de Natal, do Grupo Cidade Verde, pretende mobilizar doações para reforçar ose serviços e ampliar a capacidade de atendimento.

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Por Cidade Verde

