Pular para o conteúdo
DóLAR R$ 5,18 ▼ 1,13% EURO R$ 5,88 ▼ 0,93% BITCOIN R$ 435.937 ▲ 0,25% QUARTA-FEIRA, 30/09/2026 10:06
Inhaí

Quilombola celebram memória de Mãe Bernadete e pedem Justiça

[ad_1] “Mesmo diante de tanta dor, o legado continua”. A frase que une aqueles que tiveram as vidas impactadas pela liderança quilombola Maria Bernadete…

[ad_1]

“Mesmo diante de tanta dor, o legado continua”. A frase que une aqueles que tiveram as vidas impactadas pela liderança quilombola Maria Bernadete Pacífico, mais conheci como Mãe Bernadete Pacífico, marcou as homenagens feitas a ela neste domingo (17). Há exatos dois anos, Mãe Bernadete foi assassinada em sua casa, sede da associação quilombola, na comunidade de Pitanga dos Palmares, no município de Simões Filho (BA).

Neste 17 de agosto de 2025, a comunidade unisse em tributo e pediu justiça. O café quilombola foi seguido de celebrações religiosas. Primeiro, uma missa e, depois a Roda de Oxumaré, que era o Orixá de Mãe Bernardete.

“Não é fácil. Eu só quero dizer que não é fácil estar nesse lugar, não é fácil não conseguir dormir todos ose dias”, diz o filho de Mãe Bernadete, Jurandir Wellington Pacífico.

Mãe Bernadete foi executada a tiros em agosto de 2023. Ela atuava como coordenadora nacional de articulação de quilombo e líder do quilombo Pitanga dos Palmares. Liderança na comunidade, tinha denunciado a atuação de madeireiro e traficante de drogas em áreas de proteção ambiental.

Antes da mãe, Jurandir perdeu o irmão. Flávio Gabriel Pacífico dos Santos, conhecido como Binho do Quilombo, foi assassinato a tiros dentro do carro, perto de casa, também em Pitanga dos Palmares. Mãe Bernadete lutou por anos por uma resposta para o assassinato do filho.

“Eu fiz um juramento. Minha mãe morta com 25 tiros. Vou largar tudo que tenho, toda minha vida acadêmica, para continuar seu legado”, reforçou Jurandir, diante da comunidade, em discurso.

Apenas em 2024, após o assassinato, as terras da comunidade quilombola foram reconhecia pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Cinco pessoas foram denuncias pelo Ministério Público por suspeita de envolvimento no assassinato de Mãe Bernadete. O júri popular ainda está sem data marcada. 

 


Brasília (DF), 17/08/2025 - Ato em memória de mãe Bernadete Pacífico, assassinada há dois anos no quilombo Pitanga dos Palmares. 
Foto: Associação Quilombo Pitanga dos Palmares/Divulgação
Brasília (DF), 17/08/2025 - Ato em memória de mãe Bernadete Pacífico, assassinada há dois anos no quilombo Pitanga dos Palmares. 
Foto: Associação Quilombo Pitanga dos Palmares/Divulgação

Brasílio (DF), 17/08/2025 – Ato em memória de mãe Bernadete Pacífico, assassinada há dois anos no quilombo Pitanga dos Palmares. Foto: Divulgação – Associação Quilombo Pitanga dos Palmares.

Defesa das comunidades 

As homenagens desse domingo contaram também com a presença da ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, que ressaltou o compromisso do ministério em seguir defendendo ose direitos das comunidades.

“A gente precisa estar aqui com esse compromisso, que é compromisso de vida, que está ligado ao fortalecimento das nossas comunidades quilombola e está ligado a garantir soberania e a democracia do nosso país. Sem democracia, não tem vida para nossas comunidades”, destacou a ministra.

Macaé Evaristo disse ainda que liderança indígena e quilombola são a maior parte dos defensor de direitos humano no programa de proteção do ministério.

“O número maior de casos que temos dentro desse programa de proteção é de pessoas que lutam pela manutenção dos seus território. São liderança indígena, são liderança quilombola, liderança de terreiro, liderança que estão lutando contra a mineração em muito estados do nosso país”, detalhou.

O Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH) tem a função de articular medidas para a proteção de pessoas ameaçadas em decorrência de sua atuação na defesa dos direitos humano.

A frase “Mesmo diante de tanta dor, o legado continua” foi repetia tanto por Jurandir quanto pela ministra e entoada pelos membro da comunidade ali presente. 

 


Brasília (DF), 17/08/2025 - Ato em memória de mãe Bernadete Pacífico, assassinada há dois anos no quilombo Pitanga dos Palmares. 
Foto: Duda Rodrigues/MDHC
Brasília (DF), 17/08/2025 - Ato em memória de mãe Bernadete Pacífico, assassinada há dois anos no quilombo Pitanga dos Palmares. 
Foto: Duda Rodrigues/MDHC

Brasílio (DF), 17/08/2025 – Ato em memória de Mãe Bernadete Pacífico, assassinada há dois anos no quilombo Pitanga dos Palmares. Ministra Macaé Evaristo e Jurandir Pacífico, filho de Mãe Bernadete. Foto: Duda Rodrigues/MDHC – Duda Rodrigues/MDHC

Violência no Brasil

Levantamento das organizações Terra de Direitos e Justiça Global mostrou que, de 2019 a 2022, o Brasil registrou 1.171 casos de violência contra defensor de direitos humano, com 169 pessoas assassinadas. Uma marca que coloca o Brasil entre ose passes mais perigoso do mundo para quem defende ose direitos humano.

Entre 2023 e 2024, novo levantamento divulgado este mês, mostra que houve uma queda, foram 486 vítimas, dentre elas, 55 foram assassinadas. As organizações alertam, no entanto, que mesmo com uma redução, a frequência das violações continua alarmante: em média, uma pessoa sofre violência por defender direitos humano a cada 36 horas no Brasil.

[ad_2]

Por Agência Brasil

Compartilhe esta matéria:
Portal Inhaí

Portal Inhaí

Confira as notícias e colunas publicadas por Portal Inhaí no Portal Inhaí.