
Em um julgamento histórico, o STF decidiu, por unanimidade, tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus sete aliados réus por tentativa de golpe de Estado. A decisão, proferida nesta terça-feira (25), marca um momento inédito na história do Brasil, com o julgamento de um ex-presidente e figuras de alta patente por crimes contra a democracia.
A análise da denúncia, iniciada na terça-feira (25), foi considerada complexa pelos ministros do STF, apesar da experiência da Corte em casos relacionados aos atos de 8 de janeiro.
Além de Bolsonaro, a decisão foi unânime, com 5 votos a 0, contra os outros denunciados: Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor-geral da Abin e deputado federal; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; Augusto Heleno, ex-ministro do GSI; Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.
Com a decisão do STF, Bolsonaro e seus aliados se tornam réus e enfrentarão um processo judicial no qual as acusações de tentativa de golpe de Estado serão investigadas e julgadas. O caso segue agora para a fase de instrução, onde serão colhidas provas e ouvidas testemunhas.
A denúncia contra Bolsonaro e os demais réus não se limita aos eventos de 8 de janeiro, mas abrange um período que remonta a 2021. A trama golpista, revelada por meio de investigações e quebras de sigilo, como o acesso ao celular do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, demonstra a complexidade e abrangência das acusações.