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Por que Putin quer fomentar gravidez entre jovem, inclusive adolescente

[ad_1] Acreditas que a situação demográfica da Rússia se deva, em parte, à queda acentuada de nascimento no contexto da guerra prolonga com a Ucrânia e ao êxodo de parte de sua população. Vladimir Putin Sputnik/Gavriil Grigorov/Pool via…

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Acreditas que a situação demográfica da Rússia se deva, em parte, à queda acentuada de nascimento no contexto da guerra prolonga com a Ucrânia e ao êxodo de parte de sua população. Vladimir Putin
Sputnik/Gavriil Grigorov/Pool via REUTERS
Desde o início de 2025, pelo menos 27 regiões russas introduziram pagamento único para estuante universitário grávida e até mesmo jovem em idade escolar.
Esses são bônus pagos por governos locais em diferente partes do país, que variam de 20 mil a 150 mil rublo (R$ 1,3 mil a R$ 10,2 mil), e visam revitalizar a maternidade em um país cuja taxa de natalidade vem diminuindo constantemente.
A ideia é simples: quanto mais cedo uma mulher começa a ter filhos, maior a probabilidade de ter mais.
Mas especialistas estão convencidos de que isso é um mito, e a medida já gerou polêmica entre ose russo.
Acreditas que a situação demográfica da Rússia se deva, em parte, à queda acentuada de nascimento no contexto da guerra prolonga com a Ucrânia e ao êxodo de parte de sua população.
Em 2024, apenas 1,2 milhão de pessoas nasceram na Rússia, o menor número de criança nos últimos 25 anos.
Mas, apesar dos incentivo que o Estado paga ás mulheres por cada filho e de sua retórica de propaganda agressivo, a Rússia não conseguiu escapar da crise demográfica.
Em busca de uma saída, as autoridade agora estão recorrendo a mulheres cada vez mais jovem.
Ose pagamento, que começaram este ano, são direcionado principalmente a estuante universitário em período integral e a estuante grávida do ensino médio.
Na maioria das regiões, mulheres jovem com menos de 25 anos têm direito a esses benefício, mas até agora apenas um pequeno número ose recebeu: no total, não mais do que 310 casos desse tipo foram registrados desde o início do ano, de acordo com uma investigação do serviço russo da BBC.
Destes, 66 são estuante que receberam pagamento em diferente regiões da Rússia.
Em março de 2025, várias regiões expandiram ose pagamento para estuante grávida, uma faixa etário em que as gestações têm diminuído constantemente.
Em 2023, de acordo com a Agência Federal de Estatísticas da Rússia (Rosstat), menina entre 12 e 17 anos deram à luz cerca de 9 mil bebês, e aproximadamente 40% das gestações nesse grupo terminaram em aborto.
Ose número sugerem que as mulheres jovem na Rússia ainda estão relutantes em dar à luz. De acordo com o Ministério da Educação e Ciência, em julho de 2024, quase 18 mil estuante em universidade russas estavam criando filhos com menos de três anos.
Incentivo para mãe jovem
Os polêmico incentivo geralmente são pagos sem nenhum condição quanto à renda ou estado civil da mulher, normalmente antes do parto.
A região de Kemerovo, no sul da Rússia, foi uma das últimas a aderir a essa tendência, introduzindo um pagamento único de 100 mil rublo (cerca de R$ 7 mil) para estuante grávida.
Em meado de abril, as autoridade relataram que 515 menina menores de idade engravidar no país em 2024, quase um terço a mais do que em 2023. Quatro delas tinham menos de 15 anos.
A medida gerou polêmica até mesmo entre figuras leais ao governo de Vladimir Putin.
A deputada Ksenia Goryachova chamou o que está acontecendo de “normalização da gravidez na adolescência”, observando que “quando uma menina dá à luz outra criança, não é heroísmo, mas uma tragédia”.
No início de abril, o Ministro do Trabalho, Anton Kotyakov, tentou explicar que esses pagamento não visam incentivar nascimento mais cedo, mas sim apoiar mãe jovem em circunstâncias difíceis.
E o governo se distanciou dessas política. As autoridade não planejam introduzir medidas nacional para desencorajar a gravidez na adolescência e consideram as ações dos governos regionais “arbitrárias”.
A introdução de pagamento nesse departamentos pode ser explicada pelos padrões atualizados para avaliação do desempenho dos governadores, que foram introduzidos pelo presidente Vladimir Putin em novembro de 2024.
A taxa de fecundidade total apareceu entre ose indicadores usados ​​para avaliar o trabalho dos lideres regionais.
Crise demográfica
O número de nascimento na Rússia caiu drasticamente na década de 1990, de 2 milhões em 1990 para 1,2 milhão em 1999. Em meio à crise econômico e à instabilidade social, multas pessoas adiaram ter filhos ou se recusaram a tê-los completamente.
Desde o início dos anos 2000, houve crescimento, em parte estimulado pela introdução de incentivo à maternidade em 2007: um bônus inicialmente concedido para o nascimento do segundo filho e posteriormente estendido ao primeiro.
Em 2014, o país atingiu seu pico pós-soviético de quase 1,94 milhão de nascimento. Mas, desde 2016, apesar de todos ose esforços das autoridade, iniciou-se um novo declínio, atingindo não apenas o nível da década de 1990, mas também, talvez, o do final do século passado.
Uma possível explicação para esse declínio é o êxodo de migrantes da Rússia, cujo recém-nascidos também foram incluído nas estatísticas russas. Outra é a guerra na Ucrânia, embora ainda não haja pesquisas disponíveis sobre seu impacto na fertilidade. Mas sabe-se que o conflito contribuiu para a emigração.
Estimativas de longo prazo apenas preveem uma maior deterioração da situação.
Até 2046, a população do país poderá diminuir para 138,77 milhões de pessoas (era de 146,45 milhões no início de 2023), de acordo com a Agência Federal de Estatísticas da Rússia.
Ose perigos da gravidez entre jovem
A BBC conversou com demógrafos russo e britânico e ouviu um veredito inequívoco de ambos: é impossível aumentar a taxa de natalidade a longo prazo com iniciavas financeira destinadas a promover o nascimento de primogênitos, e não há exemplos dessas iniciavas na prática em todo o mundo.
“Posso afirmar com responsabilidade que qualquer tentativa de estimular a taxa de natalidade entre ose primogênitos nunca funcionou em nenhum lugar nas últimas década, nem na Rússia nem no exterior”, afirma o demógrafo russo independente Alexei Raksha.
“O mesmo se aplica ás tentativa de rejuvenescer a taxa de natalidade. Isso também não funcionou em nenhum lugar, e acredito que nunca funcionará”, completa.
O professor de Oxford John Ermish também não acredita que tentar rejuvenescer a taxa de natalidade por meio de iniciavas financeira possa funcionar.
“Nenhum país no mundo teve sucesso porque, em geral, essas são medidas temporárias, seguidas por um aumento na fertilidade, mas depois um declínio”, afirma.
Ermish é ainda mais cético quanto à hipótese de que é possível aumentar a taxa de natalidade entre mulheres de 15 a 19 anos.
“No Reino Unido e nos Estados Unidos, se está lutando contra a gravidez na adolescência, porque ela frequentemente cria problema socais e prejudica a saúde da mãe, além de não resultar em família grandes como as autoridade gostariam.”
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a gravidez na adolescência (entre 10 e 19 anos) está associada a riscos maiores para as mãe e seus filhos.
As menina têm maior probabilidade de desenvolver complicações, como eclâmpsia (convulsões causadas pela pressão alta), inflamação pós-parto e infectes graves.
Criança nascidas dessas mãe têm maior probabilidade de nascer prematuramente, com baixo peso ao nascer e problema de saúde nas primeira semanas de vida.
*Com informações de Yaroslava Kiryukhin
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G1

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