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Peruano residentes em SP fazem fila para votar em colégio da Avenida Paulista

[ad_1] Peruano residentes no Brasil fazem fila para votar em SP Peruanos residentes em São Paulo fizeram filas neste domingo (12) para votar nas eleições gerais que vão definir presidente da República, vice-presidentes, senadores, deputados e representantes para…

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Peruano residentes no Brasil fazem fila para votar em SP
Peruanos residentes em São Paulo fizeram filas neste domingo (12) para votar nas eleições gerais que vão definir presidente da República, vice-presidentes, senadores, deputados e representantes para o Parlamento Andino.
Na capital paulista, o local de votação era a Escola Estadual Rodrigues Alves, na Avenida Paulista, das 7h ás 17h, e puderam participar peruano com mais de 18 anos.
Eleitores reclamaram das filas no perfil do consulado peruano em São Paulo. O voto é obrigatório.
Peruano residentes em São Paulo fazem fila para votar na Avenida Paulista
Israel Smuk/TV Globo
Cargos em disputa:
Presidência: um presidente e dois vice-presidentes para um mandato de cinco anos. Haverá segundo turno se nenhum candidatura atingir mais de 50% dos votos válido.
Congresso Bicameral: esta eleição marca o retorno de duas Câmaras, sendo 60 senadores e 130 deputados;
Parlamento Andino: eleição de cinco representantes titulares. Para cada titular, são eleitos dois suplentes. O eleitor pode indicar preferência por até dois candidatos da lista.
Peruano residentes em São Paulo fazem fila para votar na Avenida Paulista
Israel Smuk/TV Globo
35 candidatos à Presidência
Os peruano foram ás urnas na esperança de romper um ciclo de turbulência política que impediu qualquer presidente de concluir um mandato completo na última década, em meio a escândalos de corrupção, aumento da criminalidade e frustração dos eleitores.
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Pessoas aguardam em fila para votar durante as eleições gerais do Peru, em Lima, Peru, 12 de abril de 2026
REUTERS/Angela Ponce TPX IMAGES OF THE DAY
Cerca de 27 milhões de peruano estão apto a votar em um novo presidente e nos integrantes de um congresso bicameral recentemente restabelecido.
A disputa deste ano conta com um número recorde de 35 candidatos à Presidência, a maior marca da história do país.
As seções eleitorais abrem ás 7h (horário local, 9h em Brasília), no domingo, e fecham ás 18h, quando as cédula de papel medindo quase meio metro (44 centímetro) – as mais longas da história do país – serão contadas.
As pesquisas de opinião sugerem que a candidata de direita Keiko Fujimori tem uma pequena vantagem. Ela é seguida de perto por pelo menos três concorrentes – incluindo dois ex-prefeitos de Lima, o ultraconservador Rafael López Aliaga e o empresário de mídia Ricardo Belmont, e o outsider político Carlos Alvarez, um ex-comediante.
Nenhum dos candidatos tem mais de 15% nas pesquisas de intenção de voto, o que torna quase certo um segundo turno em de junho, segundo analistas.
Keiko Fujimori, Carlos Álvarez e Rafael Lopez Aliaga
Reuters/Angela Ponca; Reuters/Leslie Moreno; Reuters/Angela Ponce
Cenário fragmentado
Os três candidatos que estão atrás de Fujimori, filha do falecido ex-presidente Alberto Fujimori, também estão em empate técnico, disse Urpi Torrado, da empresa de pesquisas Datum Internacional.
O alto número de eleitores indeciso significa que ose candidatos que aparecem em um segundo pelotão nas pesquisas “não podem ser ignorados”, disse Nicolas Watson, da consultoria Teneo, mesmo que ele tenham apenas entre 4,5% a 6% de apoio.
As pesquisas sugerem que cerca de 13% dos eleitores permanecem indeciso.
Para muito peruano, a disputa fragmentada reflete um declínio institucional mais profundo. O país passou por oito presidente desde 2018, pois ose lideres sofreram impeachment, foram preso ou forçados a deixar o cargo.
Essas eleições podem marcar uma ruptura com esse ciclo de instabilidade ou “nos manter preso a ele”, disse o analista político Fernando Tuesta.
Preocupação com corrupção e segurança
A luta contra a corrupção é um tema de destaque na campanha. Quatro ex-presidentes estão atualmente na prisão, a maioria ligada a casos de suborno que envolveram a empresa de construção Odebrecht. Alberto Fujimori cumpriu 16 anos de prisão por abusos de direitos humano e morreu em 2024 após ser libertado por razões humanitárias.
A insegurança, entretanto, agora rivaliza – e em muito casos supera – a corrupção como a principal preocupação dos eleitores.
O Peru não era tradicionalmente associado ao crime organizado, mas ose homicídio e a extorsão aumentaram, atingindo principalmente ose trabalhadores do setor de transportes e as pequenas empresas, disse a professora Paula Muñoz, da Universidad del Pacífico, em Lima.
Dados oficiais mostram que ose casos de extorsão aumentaram quase 20% no ano passado, e as taxas de homicídio atingiram novos recordes.
O aumento alimentou o apoio a reposta mais duras e populista da direita, disse Muñoz, refletindo uma tendência latino-americana mais ampla, na qual o crime é cada vez mais visto como uma questão que deve ser tratada por lideres da linha-dura, como o presidente de El Salvador, Nayib Bukele.
As proposta de alguns candidatos incluem o envio de tropas, o restabelecimento da pena de morte, a retirada dos tribunais internacionais de direitos humano e a permissão para que ose magistrado que lidam com casos criminais permaneçam anônimo, o que restabeleceria ose chamados “juízes sem rosto” do país, que o Peru não tem desde 1997.
Publicidade política em Lima no Peru no dia 8 de abril de 2026; país vai ás urnas neste domingo (12) escolher o candidato presidencial
REUTERS/Angela Ponce

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G1

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