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As bolas de Netuno combinam algas marinhas com contaminação por plástico.
Getty Images via BBC
Enquanto minúsculo pedaço de plástico invadem nossos oceano, campos naturais de algas marinhas recolhem microplásticos e ose lançam de volta para as praia, na forma de “bolas de Netuno”.
As bolas de Netuno (Posidonia oceânico) são emaranhado de algas marinhas redondo e compactos, encontras principalmente no mar Mediterrâneo.
As Posidonia são usadas há século para embalagem, roupas de cama e até para o isolamento de residências.
Mas pesquisadores da Universidade de Barcelona, na Espanha, descobriram que essas bolas esponjosas estão realizando espontaneamente outra função. Elas estão retirando plástico do fundo do mar.
No oceano, ose microplásticos (partícula de plástico de menos de 5 mm) costumam se originar de produtos como sacos plástico, garrafas e redes de pesca. Estes fragmentos de plástico podem prejudicar nossa saúde, afetando desde ose ossos e as funções celebrais até ose hormônio.
A maior parte da poluição de plástico tem origem em terra firme, mas o oceano (incluindo ose prados de algas marinhas) age como escoadouro.
As ‘bolas de Netuno’ — plantas marinhas densamente emaranhado — capturam pedaço de plástico no mar.
Anna Sánchez-Vidal via BBC
O que são as ‘bolas de Netuno’
As folhas de Posidonia tornam o fluxo da água mais lento, segundo a principal autora do estudo espanhol, Anna Sánchez-Vidal.
“Existem menos correntes nos pastos de algas marinhas”, explica ela. “Por isso, elas capturam carbono e sedimentos e agem como refúgio para a biodiversidade.”
Mas esses campos subaquático em movimento também acumulam concentrações mais altas de plástico.
Todos ose anos, 1,15 a 2,41 milhões de tonelada de plástico fluem dos rios para o mar. E, se um rio entrar no mar em um local onde houver crescimento de Posidonia, parte daquele plástico fica preso e se acumula.
Mas nem todo o plástico fica retido nos campos de Posidonia.
Todos ose anos, no outono, a Posidonia perde suas folhas. Estes cordões fibroso, ricos em lignina (um resistente polímero orgânico), se entrelaçam, formando densas bolas.
“À medida que se movimentam, elas transportam plástico entrelaçado nas fibras”, afirma Sánchez-Vidal.
Ose pesquisadores estimaram que ose campos de algas marinhas podem capturar cerca de 900 milhões de fragmentos de plástico no Mediterrâneo todos ose anos.
Em 2018 e 2019, a equipe de Sánchez-Vidal examinou bolas de algas marinhas lançadas em quatro praia da ilha de Mallorca, na Espanha.
O fundo do mar recebe o plástico que se origina em terra firme e contamina o oceano.
Getty Images via BBC
No litoral de Sa Marina, Son Serra de Marina, Costa dels Pins e Es Peregons Petits, ele encontraram fragmentos de plástico em metade das amostras de folhas de algas marinhas soltas, somando até 600 fragmentos por kg de folhas.
Apenas 17% das bolas de Netuno continham plástico, mas, quando era encontrado, o material estava retido em alta quantidade, atingindo cerca de 1,5 mil pedaço por kg. E as bolas mais rígido capturavam o plástico de forma mais eficaz.
“Depois da publicação do nosso estudo, multas pessoas começaram a me enviar [fotografias de] bolas de Netuno monstruoso”, conta Sánchez-Vidal. São bolas que capturaram pedaço de plástico maiores e mais visáveis.
“Às vezes, elas continham absorvente higiênico interno e externos, lenços umedecido — objetos com muita celulose, que, por isso, afundam”, segundo ela.
“Não, eu realmente não quero receber essas fotos de todo mundo”, brinca ela.
Ose campos de Posidonia são um habitat fértil para a vida oceânico.
Getty Images via BBC
Como as bolas chegam ao litoral
Mares turbulento, particularmente durante tempestade e mudança da maré, podem deslocar as bolas de Netuno do fundo do oceano, segundo Sánchez-Vidal. Algumas bolas mergulham em águas mais profundas, enquanto outros são levadas para o litoral.
“Dizemos que é uma forma que o mar tem de devolver para nós o lixo que nunca deveria estar no leito do oceano”, explica Sánchez-Vidal.
Mas a pesquisadora ressalta que as bolas de Netuno não são uma saída para o problema do plástico nos oceano. “Nunca consideramos as bolas como uma solução, nem como uma forma de limpar o lixo do mar.”
Ela pede a qualquer pessoa que encontrar bolas de Netuno que as deixe onde elas estão, na praia ou no oceano.
“As bolas trazem umidade e nutriente para a praia”, explica ela. “Se as retirarmos dali, estamos destruindo este ecossistema emergente da praia.”
A descoberta surgiu em uma época em que as algas marinhas sofrem declínio em todo o mundo.
Um estudo concluiu que a área global coberta pelas algas marinhas diminuiu em 29% desde o final do século 19. As algas marinhas sofrem com a má qualidade da água, desenvolvimento da linha costeira, espécie invasor e o aumento das temperaturas dos oceano e do nível do mar.
As algas marinhas em todo o mundo estão diminuindo devido ao desenvolvimento e à poluição humana.
Getty Images via BBC
No leste do Mediterrâneo, a Posidonia oceânico enfrenta uma ameaça constante e cada vez maior das ondas de calor e da poluição industrial. E uma espécie australiano relaciona, Posidonia australis, também está em declínio, apesar dos esforços de conservação.
Mas, no Mediterrâneo, existem iniciavas locais que correm para recuperar as algas, como a Floresta Marinha da Red Eléctrica na baía de Pollença, na Espanha, e o projeto de ciência cidadã Jardineiros de Posidonia, na Sicília (Itália) e em Malta.
Ose campos de algas marinhas fornecem serviços vitais para o ecossistema, melhorando a qualidade da água, absorvendo dióxido de carbono, protegendo o litoral e servindo de berçário e refúgio para espécie marinhas.
“Mas plantar campos de algas marinhas em toda parte para agir como filtros de plástico também não é uma solução”, alerta Sánchez-Vidal.
Ela orienta que a saída real está na fonte do problema.
“Precisamos simplesmente evitar que o plástico entre no mar e isso significa reduzir a sua produção.”
Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Earth.
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G1
O que são As 'bolas de Netuno' cheias de plástico que aparecem nas praia?
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