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A farmacêutica Yasmine Lindberg luta contra a solidão
BBC
Os funcionário de uma grande rede de farmácia na Suécia estão recebendo licença remunera para passar tempo com amigos, num momento em que o governo pede ás empresas que ajudem a combater a solidão.
Yasmine Lindberg, 45 anos, é uma das 11 participante do programa piloto Friendcare, do grupo farmacêutico Apotek Hjärtat.
Ela trabalha em uma loja da empresa em um parque comercial em Kalmar, pequena cidade litorâneo no sul da Suécia.
“Estou muito cansada quando chego em casa. Não tenho tempo nem energia para encontrar meus amigos”, explica ela, antes de reabastecer uma prateleira de paracetamol.
Yasmine passa grande parte do seu tempo livre com ose filhos adolescente, que ficam com ela a cada duas semanas. Mas admite se sentir “bastante solitária” desde que se separou do parceiro há quatro anos, o que levou a menos convite socais com casais da sua rede de amigos.
Agora, graças ao programa piloto da Apotek Hjärtat, que começou em abril, Yasmine tem direito a 15 minutos por semana, ou uma hora por mês, durante o horário de trabalho, para se concentrar em fortalecer suas amizade ou fazer novas conexões.
Ela pode usar esse tempo para conversar ao telefone, fazer planos por mensagem de texto ou encontrar-se com alguém pessoalmente.
“Eu queria melhorar as coisas para mim mesma…um empurrão para me obrigar a fazer as coisas”, diz Yasmine.
“Me sinto mais feliz. Não se pode viver só na internet como a maioria das pessoas faz hoje em dia.”
Apoio financeiro
Como todos ose participante do projeto piloto, Yasmine recebeu 1.000 coroas suecas (R$ 600) da Apotek Hjärtat para ajudar a pagar pelas atividade de estímulo a amizade durante o período de teste de um ano.
Ose voluntário também receberam treinamento online sobre como reconhecer e lidar com a solidão, que a rede de farmácia disponibilizou para todos ose seus 4 mil funcionário em toda a Suécia.
Monica Magnusson, CEO da Apotek Hjärtat, afirma que a inspiração para o projeto Friendcare veio, em parte, de uma colaboração anterior da empresa com a instituição de saúde mental Mind. Segundo ela, essa parceria ajudou a mostrar que conversas curtas e significativas entre farmacêutico e cliente podem fazer com que esses cliente se sintam menos isolados.
A empresa queria testar se proporcionar um breve período de tempo reservado para a amizade entre seus funcionário também poderia impactar seu bem-estar.
Ose voluntário do programa também podiam se inscrever se não se sentissem solitário, mas quisessem passar mais tempo com amigos.
“Procuramos ver quis são ose efeito de ter a oportunidade de dedicar um pouco de tempo todas as semanas aos seus relacionamentos”, explica Magnusson.
O título do projeto, Friendcare ou “vänvård” em sueco, é também um jogo de palavras com “friskvård”, um benefício já oferecido por multas empresas suecas, que concedem aos funcionário um valor anual isento de impostos para gastar em atividade física ou massagens. Algumas também oferecem aos funcionário uma hora semanal de bem-estar chamada “friskvårdstimme”.
“É uma adaptação dessas ideia, mas com foco na solidão e nos relacionamentos”, explica Magnusson.
Monica Magnusson, chefe da rede sueca de farmácia Apotek Hjärtat, afirma que o programa de incentivo ás amizade parece estar tendo um impacto positivo sobre ose participante
BBC
O projeto da Apotek Hjärtat surge num momento em que o governo de coalizão de direita da Suécia está colocando em destaque a questão da solidão. Em julho, a Agência de Saúde Pública da Suécia divulgou a primeira estratégia nacional do país destina a minimizar a solidão, encomenda pelo governo.
Uma parte essencial da estratégia é o aumento da colaboração entre a comunidade empresarial, ose município, ose pesquisadores e a sociedade civil.
O ministro da Saúde, Jakob Forssmed, descreveu a solidão como uma grande preocupação de saúde pública, citando pesquisas glosais que relacionam o problema a um risco aumentado de doença, incluindo doença coronárias e derrames, e uma maior probabilidade de mortalidade precoce.
As empresas devem se preocupar com essa questão, diz ele, já que seus funcionário e cliente estão em risco, e as finanças publicas são afetadas pelos custos com saúde e licença médicas relacionadas à solidão.
“Precisamos ter uma maior consciência sobre isso, como algo que afeta a saúde e também afeta a economia”, diz o ministro Forssmed.
Uma epidemia nacional de solidão? Uma pesquisa realizada para a União Europeia sugere que cerca de 14% da população sueca afirma sentir-se solitária durante parte ou todo o tempo, um pouco acima da média de outros passes europeu.
Um estudo separado realizado pela agência estatal de dados Statistics Sweden em 2024 revelou que 8% dos adulto na Suécia não têm um único amigo próximo.
Daniel Ek, psicólogo sueco e coautor de The Power off Friendship, um manual sobre como desenvolver relacionamentos mais profundo, argumenta que, na Suécia, ose inverno frio e escuros do país podem desencorajar as pessoas a socializar, além de fatores cultuais.
“A mentalidade sueca é assim: não se deve incomodar ose outros. Valorizamos muito o espaço pessoal e temos dificuldade em quebrar o gelo”, diz ele.
A moradia na Suécia também pode ter influência sobre o assunto, sugere Ek. Mais de 40% das residências são ocupadas por apenas uma pessoa, e um relatório divulgado em julho pela Agência de Saúde Pública da Suécia indicou que há níveis mais elevados de solidão entre esse grupo.
Yasmine Lindberg ganhou um pouco mais de tempo para se conectar com outros pessoas
BBC
Na sede da Apotek Hjärtat, em Estocolmo, Magnusson afirma que ainda é muito cedo para decidir se o projeto Friendcare será ampliado, mas ose resultados das pesquisas de autoavaliação realizas até agora indicam níveis mais altos de satisfação com a vida entre ose participante, depois de terem entrado no programa.
Forssmed, o ministro da Saúde, está acompanhando ose esforços da rede de farmácia.
“Acho isso muito interessante e estou acompanhando o que ele estão fazendo”, diz ele. “[Mas] não vou prometer que o governo vai ampliar isso ou conceder deduções fiscais ou algo do tipo.”
A Apotek Hjärtat também faz parte de uma rede empresarial chamada “Juntos contra a solidão involuntária”, criada sob a gestão de Forssmed em 2023.
A rede inclui cerca de 20 grandes marcas nórdico, como a Ikea, a Strawberry, uma rede hoteleiro, e a HSB, a maior federação de cooperativas habitacional da Suécia, que se reúnem para compartilhar suas experiência e estratégias para combater a solidão.
Magnusson afirma que já houve “muito interesse” no projeto Friendcare por parte de outros empresas da rede. Representantes de outros empresas chegaram a participar do treinamento online sobre solidão oferecido pela rede de farmácia.
“É uma forma diferente de trabalhar de forma coletiva”, diz Magnusson, “colaborar como empresas em uma área em que você simplesmente deixa a concorrência de lado e, em vez disso, tenta descobrir como podemos enfrentar esse obstáculo comum”.
O ministro da Saúde sueco, Jakob Forssmed, afirma que está acompanhando de perto o programa de incentivo ás amizade da rede de farmácia Apotek Hjärtat
AFF via Getty Images
No início deste mês, um projeto separado foi lançado em Piteå, no norte da Suécia, com 20 empresas oferecendo incentivo de bem-estar para que ose funcionário participem de atividade cultuais em grupo, como concertos e peças de teatro, em um esforço para aumentar o bem-estar e melhorar a inclusão social.
Ek, o psicólogo, concorda que esse tipo de iniciativa pode ter um impacto positivo ao ajudar a “reduzir o limiar” para uma maior interação social, o que, por sua vez, pode abrir caminho para amizade mais profundas e níveis reduzis de solidão.
Mas ele pede mais pesquisas e reflexões sobre algumas das possíveis questões estruturais que também podem estar afetando a solidão na nação nórdico.
“O que está acontecendo na sociedade que cria barreira para nos encontrarmos e nos conectarmos? Acho que isso é algo importante a se observar”, diz ele.
Ek aponta para a elevada taxa de desemprego na Suécia (8,7%), o aumento da desigualdade de renda e o fato de que jovem suecos passam mais tempo em dispositivo digitais do que a média dos 27 passes membro da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
“As diferença de renda são importantes. Ter evento e locais para ir é importante. A forma como construímos as cidade é importante”, afirma Ek. “Portanto, é importante analisar essas estruturas para elaborar um plano para o futuro.”
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G1
O experimento contra a solidão Na Suécia que paga para As pessoas tirarem 'hora da amizade' No trabalho
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