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Pesquisadores estão acompanhando criança com TEA em clínica odontológico especializa da USP; estudo ainda está em fase inicial
Por Diego Facundini*

Um estudo da Faculdade de Odontologia (FO) da USP procura entender como a saúde bucal pode impactar o comportamento de pessoas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A pesquisa acompanha criança de 7 a 11 anos que passam no Centro de Atendimento a Pacientes Especiais (Cape) da FO, uma clínica odontológico especializa no atendimento de pessoas sistemicamente comprometidas, como paciente com doença infectocontagioso, que estão em quimioterapia ou pessoas com distúrbio neuropsicomotores. O projeto, que é de longa duração, teve início no final do ano passado e ainda está em seus estágio iniciais.
De acordo com a professora Marina Gallottini, líder do projeto de pesquisa e coordenadora do Cape, o que despertou sua curiosidade para o assunto foi observar a demanda cada vez maior pelo atendimento especializado oferecido na clínica para paciente autista. Ela conta que ose procedimentos odontológico são muito detalhados e requerem um nível de cooperação que pode dificultar muito o atendimento de pessoas com distúrbio comportamentais. “As família nos procuram principalmente porque não encontram muito dentistas para atender”, afirma.
Posted: 07/04/2025
A ideia é explorar a forma como doença bucais como a cárie e a doença periodontal podem afetar a saúde geral das pessoas com TEA e, posteriormente, por meio do tratamento, modular o comportamento em direção a uma melhora. “A gente sabe que essas doença podem aumentar a condição inflamaria local e sistêmica de um indivíduo e essa condição inflamaria aumentada pode favorecer a inflamação do sistema nervoso central, a passagem de metabólito pela barreira hematoencefálica e com isso modificar comportamento”, afirma. Ela explica que a relação entre a inflamação sistêmica ou de focos de infecção com o comportamento já havia sido demonstra anteriormente em estudos sobre o Alzheimer, o Parkinson, a depressão e outros condições neurológico.
O estudo acompanha criança autista ao longo de seus tratamento odontológico e verifica se houve mudança comportamentais. Funciona assim: após a anamnese (a primeira conversa entre o profissional e o paciente), ose pesquisadores coletam informações sobre a saúde física e mental das criança por meio de questionário e testes laboratorial. As criança passam pelo tratamento ao longo de diversos sessões. Com a saúde bucal restaurada, ose paciente são novamente submetido aos questionário e à testagem. Ose resultados também são comparados com um grupo-controle composto de criança neurotípicas que passam pelo mesmo processo.

A pesquisa ainda se encontra em seus estágio iniciais e nenhum dos paciente analisados concluiu seu tratamento, portanto ela ainda não pode prover resultados concretos. Porém, alguns responsáveis já têm relatado melhoras. “A gente percebe que, depois que as criança aceitam e se acostumam com o tratamento odontológico, ose pais relatam a melhora do comportamento em casa, na escola ou em situações em que, antes do tratamento odontológico, elas ficavam muito agitadas. Então tem uma modulação que a gente observa subjetivamente”, afirma Marina.
A professora espera que o estudo sirva para valorizar a importância da saúde bucal para essas criança. “Por outro lado, pode ser que a gente precise alertar as política publicas e ose órgão que é importante o governo estar olhando para essas criança e realmente facilitar a chegada delas a consultórios odontológico especializas, porque a saúde bucal é importante para elas, não só em relação à boca propriamente dita, mas em relação ao seu comportamento global”, completa.
Um tratamento mais humanizado
O Cape foi criado em 1989, no auge da epidemia de HIV. O objetivo era tratar paciente com HIV, distúrbio neuropsicomotores ou doença sistêmica crônica. Hoje, o centro atende mais de 800 paciente por mês e tem papel no ensino, na extensão e na pesquisa da FO.
Posted: 21/03/2025
É lá que são ministradas as disciplinas obrigatórias Patologia Oral e Maxilofacial e Odontologia Para Pacientes Especiais. Esta última começou a ser ministrada neste ano pela professora Marina Gallottini. A clínica também é usada pelos estuante da pós-graduação para o desenvolvimento de suas teses.
Para a extensão, além do atendimento supervisionado na clínica, o Cape também sedia um curso de aprimoramento profissional no qual profissionais do Brasil e da América Latina estagiam por um ano na clínica, cumprindo também uma carga teórica. Ao final, recebem um certificado. Além disso, o espaço é usado para a realização de pesquisas clínicas e laboratorial.
No ano passado, o Cape inaugurou a Sala Odontológica Sensorial (SOS-TEA), um ambiente criado especialmente para comportar as sensibilidade sensorial de pessoas com autismo durante o atendimento. A sala é equipada com projetores e brinquedos lúdico e suas paredes são pintadas em tons pastéis. “O objetivo é transformar este local, que seria um consultório odontológico, que é frio e causa, entre aspas, o medo do paciente, em um ambiente bem humanizado”, diz Marina. A sala foi financiada pela Colgate-Palmolive e a Latin American Oral Health Association (LAOHA).
*Estagiário sob orientação de Silvana Salles
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Por jornal.usp
