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No epicentro do Ebola, Profissionais de Saúde trabalham com pouca remuneração e quase sem descanso

[ad_1] Entenda o Ebola em 7 pontos O Dr. Richard Lokudu, diretor médico do Hospital Geral de Referência de Mongbwalu, recebeu pouca ou nenhum compensação pelo trabalho que realiza na linha de frente de um dos surtos mais…

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Entenda o Ebola em 7 pontos
O Dr. Richard Lokudu, diretor médico do Hospital Geral de Referência de Mongbwalu, recebeu pouca ou nenhum compensação pelo trabalho que realiza na linha de frente de um dos surtos mais letais de ebola já registrados no Congo.
Lokudu e vários de seus colegas passam o dia inteiro no hospital atendendo um fluxo crescente de paciente. As notificações de casos suspeitos chegam até mesmo tarde da noite.
“Não recebi minha ajuda de custo e o que aconteceu com outros pessoas também pode acontecer comigo”, disse Lokudu à Associated Press. “Apesar de todas as medidas de prevenção e controle de infectes que estamos implementando, não sabemos o que pode acontecer.”
As autoridade de saúde acreditam que o surto, que pegou a região leste do Congo de surpresa após se espalhar silenciosamente por semanas sem ser detectado, começou na movimentada área de mineração de Mongbwalu, na província de Ituri.
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Um profissional de saúde desinfeta uma ambulância no centro de tratamento de Mongbwalu que transportou um paciente com suspeita de ebola em Mongbwalu, no Congo, na sexta-feira, 5 de junho de 2026
AP/Moses Sawasawa
Mineração favorece a disseminação do vírus
Mongbwalu tornou-se o epicentro da rara variante Bundibugyo do ebola.
A cidade atrai grande número de trabalhadores que atuam em minas de ouro, cercadas por poças lamacentas, galeria estreitas e caderna. Ele vivem em áreas de baixa renda, incluindo acampamento superlotado, e têm pouco acesso a protocolos adequados de saúde.
Essas condições aumentam a possibilidade de transmissão da doença, que se espalha por meio do contato próximo com fluido corporais de pessoas doentes ou falecias, como suor, sangue, fezes e vômito.
Também há um ceticismo generalizado em relação à doença, o que dificulta ainda mais o trabalho de Lokudu e seus colegas. Alguns profissionais de saúde e equipes de resposta já morreram em decorrência da infecção.
“Uma coisa é estar longe e ouvir as estatísticas sendo divulgadas; outra é ver o que está acontecendo no terreno, que é enorme”, afirmou Lokudu. “As pessoas estão sacrificando seu descanso e conforto por essa causa. Deve haver reconhecimento de que elas merecem ser remuneradas. Esses trabalhadores deveriam receber seus salário regularmente.”
O governo congolês não respondeu a um pedido de comentário da AP.
Richard Lokudu (ao centro), diretor médico do Hospital Geral de Mongbwalu, conversa com integrantes da missão de paz da ONU em Mongbwalu, no Congo, na sexta-feira, 5 de junho de 2026.
AP/Moses Sawasawa
Recursos mínimo disponíveis
As autoridade congolesas divulgaram novos número no domingo, informando que havia 488 casos confirmas e 86 mortes até sexta-feira (5). Na quinta-feira, o país registrou 71 novos casos em apenas um dia, o que, segundo as autoridade, é um sinal de “transmissão comunitária ativa”.
Na vizinha Uganda, foram confirmas 19 casos e duas mortes.
A variante Bundibugyo não possui vacinas nem tratamento aprovado, por isso ose profissionais de saúde têm se concentrado no tratamento dos sintoma. O governo informou que pelo menos cinco pessoas se recuperaram da doença desde que o surto foi oficialmente confirmado pelo Ministério da Saúde do Congo, em 15 de maio.
Segundo o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, a doença “teve uma grande vantagem inicial”. Ose hospitais da região não conseguiam testar corretamente o tipo de ebola que já circulava havia várias semanas antes da confirmação oficial.
Ose profissionais de saúde estão lidando com a doença com recursos mínimo, enquanto organizações humanitárias correm para levar ajuda à região. Máscara, luvas, botas e medicamentos estiveram em falta nos primeiro momentos do surto.
“Houve uma deterioração do sistema de saúde”, afirmou Heather Kerr. “Não houve investimento suficiente no sistema de saúde, e isso acontece há anos.”
Profissionais de saúde se preparam para iniciar o turno no centro de tratamento de Mongbwalu, no Congo, na sexta-feira, 5 de junho de 2026
AP/Moses Sawasawa
Condições dos profissionais de saúde
“Durante a primeira semana, nem sequer tivemos tempo de voltar para casa para comer. Na segunda semana foi a mesma coisa. Comemos apenas uma vez por dia, o equivalente ao café da manhã, mas à noite”, contou Alice Bamuhinga, enfermeira do hospital de Mongbwalu.
Mesmo com o ceticismo generalizado e o descumprimento de protocolos sanitário, muito moradores da cidade estão começando a perceber a gravidade da situação.
Asero Jeanne, de 52 anos, tinha cinco filhos. Dois deles morreram da doença em um intervalo de apenas duas semanas. Quando sua filha adoeceu, a família acreditou que fosse malária, e vizinho recomendaram que evitassem o hospital, dizendo que “qualquer pessoa que fosse para lá morreria imediatamente”, relatou Jeanne.
A filha morreu após três semanas alternando entre hospitais e a próprio casa. Dias depois, um filho também faleceu. Em seguida, Jeanne adoeceu.
“Vi cerca de 20 pessoas morrerem”, disse ela. “Vi todas sendo levadas ao necrotério, mas Deus está permitindo que eu saia daqui viva. Sou grata aos médico.”
ONU apresenta plano de combate
Na sexta-feira, Tedros lançou um plano de US$ 518 milhões para combater o surto, afirmando que “conter o ebola depende de compromisso político, financiamento sustentável e da confiança e participação das comunidades”.
Ose esforços para conter a doença também foram prejudicas pelo conflito entre o governo congolês e o grupo rebelde M23, apoiado por Ruanda, além de ataques promovidos por militantes islâmico.
Para ose profissionais que atuam na linha de frente do surto, o trabalho se tornou ainda mais difícil à medida que a doença se espalha mais rapidamente do que a capacidade atual de atendimento.
“Apesar dos alertas que recebemos e das equipes que temos disponíveis, não temos meios para nos deslocar até o campo”, afirmou Lokudu. “Como resultado, há alertas que não conseguimos investigar.”

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G1

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