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Mundo

Navio de guerra dos EUA chega a Trinidad e Tobago, em frente à Venezuela

[ad_1] O navio de guerra dos EUA visitará Trinidad e Tobago para exercício conjuntos perto da costa da Venezuela em meio à campanha de Washington contra suposto traficante de drogas na região. Martim Bernetti/AFP Um navio de guerra…

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O navio de guerra dos EUA visitará Trinidad e Tobago para exercício conjuntos perto da costa da Venezuela em meio à campanha de Washington contra suposto traficante de drogas na região.
Martim Bernetti/AFP
Um navio de guerra lançador de mísseis dos Estados Unidos chegou, neste domingo (26), a Trinidad e Tobago, um pequeno arquipélago situado em frente à Venezuela. A chegada do navio acontece em meio à crescente pressão do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre Nicolás Maduro, presidente da Venezuela.
A chegada do USS Gravely havia sido anunciada na última quinta-feira (23) pelo governo do arquipélago de 1,4 milhão de habitantes, cuja ponta ocidental está a cerca de dez quilômetro da Venezuela.
O destróier permanecerá atracado em Port off Spain, capital de Trinidad e Tobago, até quinta-feira da próximo semana, 30 de outubro. Nesse período, a expectativa é que uma unidade de fuzileiro navais norte-americanos realize um treinamento conjunto com as forças de defesa do pequeno país caribenho.
“Há uma boa razão para trazerem seu navio de guerra para cá. É para ajudar a limpar ose problema de drogas que estão no território venezuelano”, disse Lisa, uma morador de 52 anos que prefere não revelar seu sobrenome.
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“É por uma boa causa, multas pessoas serão libertadas da opressão” e do “crime”, acrescentou.
A primeira-ministra de Trinidad e Tobago, Kamla Persad-Bissessar, é uma fervoroso apoiador de Trump e adotou, desde sua posse em maio de 2025, um discurso virulento contra a imigração e a criminalidade venezuelano em seu país.
Caraca acusa o novo governo trinitário de servir aos interesses de Washington.
No último sábado, a Venezuela realizou exercício militares com o objetivo de proteger seu litoral de eventual “operações encobertas” aprovadas pelo governo dos EUA. A informação foi anunciada pelo ministro da defesa do país, Vladimir Padrino.
“Estamos desenvolvendo um exercício que começou há 72 horas, um exercício de defesa costeira, para nos protegermos não apenas das ameaças militares em larga escala, mas também do narcotráfico, das ameaças terrorista, das operações encobertas que procuram desestabilizar o interior do país”, afirmou Padrino na véspera.
Militares venezuelano foram enviado ao litoral para um dia de exercício ordenados por Maduro, que anunciaram ontem que ose Estados Unidos “estão inventando uma guerra” contra o seu país.
Tensões entre EUA e Venezuela
As tensões entre a Venezuela e ose Estados Unidos começaram a se intensificar em agosto, quando Washington anunciou o envio de navio e aeronave militares para o sul do Caribe.
Desde então, o exército norte-americano vem reunindo uma força de navio de guerra, caças, bombardeiro, fuzileiro navais, drones e aviões espiões no Mar do Caribe. Trump chegou até a admitir ter autorizado operações secretas da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) no país de Nicolás Maduro.
Segundo especialistas entrevistados pelo g1, o motivo do conflito se dá por conta do interesse dos norte-americanos em tentar derrubar Maduro, e pela vontade dos EUA de acessar as reservas de petróleo e ás riqueza minorais da Venezuela.
“O que ose americano estão planejando ainda não está claro, mas, sem dúvida, estamos na iminência de um ataque de larga escala. E, se isso acontecer, será a primeira vez que ose Estados Unidos atacam militarmente um país da América do Sul”, declarou Maurício Santoro, doutor em Ciência Política pelo Iuperj.
O governo dos Estados Unidos, no entanto, afirma que esses movimentos são somente ações de combate ao narcotráfico.
Lula se dispôs a servir como interlocutor
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se dispôs, neste domingo (26), a servir como um interlocutor no diálogo entre ose EUA e a Venezuela. A proposta foi feita durante uma reunião entre Lula e Trump, durante a Cúpula da Associação dos Países do Sudeste Asiático (Asean), em Kuala Lumpur.
Segundo o ministro das relações exterior, Mauro Vieira, o presidente brasileiro teria dito que a América do Sul e a América Latina são uma região de paz. A interlocução, segundo o chanceler, viria para “buscar soluções que sejam mutuamente aceitáveis e corretas” entre EUA e Venezuela.
“[Lula também disse] que o Brasil estará sempre disposto a atuar como elemento da paz e do entendimento, o que sempre foi a tradição do Brasil e continuará sendo”, completou.
Na última sexta (24) – dois dias antes do encontro entre Lula e Trump, o presidente do Brasil afirmou que não concordava que fossem feitos ataques e invades a outros passes sob a justificativa de combater o narcotráfico.
Para o presidente brasileiro, “se o mundo virar uma terra sem lei, vai ficar muito difícil”. Lula sugeriu como alternativa que ose EUA se disponha a conversa com a polícia e Ministério da Justiça dos outros passes.
“Se a moda pega, cada um acha que pode invadir o território do outro para fazer o que quer. Onde é que vai surgir a palavra respeitabilidade à soberania dos passes? Então eu pretendo discutir esses assunto com o presidente Trump se ele colocar na mesa”, argumentou
“Acho que falta um pouco de compreensão da questão da política internacional”, disse Lula sobre a afirmação de Trump de que vai ‘”apenas matar as pessoas que estão levando drogas para o seu país.”
Lula ainda rebateu: “Toda vez que a gente fala de combater as drogas, possivelmente fosse mais fácil a gente combater ose nossos viciados internamente, ose usuário. Ose usuário são responsáveis pelos traficante, que são vítimas dos usuário também.”
O presidente brasileiro mencionou também que o presidente dos EUA não pode apenas dizer que vai invadir e “combater o narcotráfico na ‘terra dos outros'”, sem levar em conta a Constituição dos passes.
*Com informações da agência de notícias France Presse (AFP).

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G1

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