MARTTE ELEVA O NÍVEL DO AFROPOP BRASILEIRO COM O NOVO EP “DESEJO”

Sonayô
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O pop brasileiro acaba de ganhar uma nova paleta de cores — e elas são quentes. Com o lançamento do EP “DESEJO”, o cantor e compositor Martte deixa claro que não está aqui apenas para seguir tendências, mas para pautar a nova estética do R&B e do Afropop nacional. Produzido por Heddy Beats, o projeto é um convite sensorial que equilibra perfeitamente a técnica vocal com o “suingue” das pistas.

A Celebração do Afeto e da Presença

Se no álbum anterior o foco era a vulnerabilidade, em DESEJO a palavra de ordem é autonomia. Martte utiliza sua plataforma para exercer uma representatividade que vai além do discurso: ela está na estética, na escolha dos colaboradores e na forma como ele reivindica o direito ao prazer.

Ao lado de nomes como WD e Lia Clark, Martte constrói um ecossistema de artistas que transformam a vivência LGBTQIAPN+ e preta em alta cultura pop, celebrando o corpo e o encontro sem as amarras do trauma.

O Som: Entre o Zouk e o Afrobeat

A sonoridade de DESEJO é, sem dúvida, o seu maior trunfo. O EP flerta com o Zouk, o Kizomba e o Afrobeat, criando uma atmosfera “sunset” que funciona tanto no fone de ouvido quanto no club.

  • Voz e Textura: Martte apresenta um controle vocal impressionante, usando harmonias sofisticadas que remetem ao R&B dos anos 2000, mas com a cadência percussiva de 2026.
  • Produção: A mão de Heddy Beats trouxe uma polidez internacional ao projeto, garantindo que as faixas tenham força para tocar em qualquer playlist global de música urbana.

3 Faixas para Adicionar à Playlist Agora:

  1. “Estação do Prazer” (feat. WD): O encontro épico de dois gigantes do R&B atual. Um zouk envolvente e viciante.
  2. “Desejo”: A faixa-título que resume a nova fase do artista: sexy, lenta e precisa.
  3. “Disk Namorada” (feat. Lia Clark): O momento mais pop e atrevido do EP, pronto para os desafios de dança nas redes sociais.

Veredito Final

DESEJO é curto, direto e impecável. Martte prova que a música brasileira pode (e deve) dialogar com os ritmos globais sem perder a sua essência. É um trabalho que exala confiança e coloca o artista em um lugar de destaque na prateleira do “Afropop de luxo” feito no Brasil.

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