Mark Ruffalo critica fusão entre Paramount e Warner e alerta para perda de empregos em Hollywood

Portal Inhaí
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Por Helô Alves

O ator Mark Ruffalo criticou publicamente a fusão entre a Paramount Skydance e a Warner Bros. Discovery nesta semana. Em uma publicação nos stories do Instagram, no dia 22 de agosto, o astro de “Os Vingadores” relacionou o negócio a Larry Ellison, cuja família financia a compra por meio do filho, David Ellison, à frente da Paramount Skydance.

Ruffalo associou o acordo à Oracle Corporation, empresa comandada por Larry Ellison, que, segundo ele, fornece tecnologia usada pelo Exército de Israel em operações contra a população palestina em Gaza, classificadas por ele como genocídio. Para o ator, a lógica por trás desse tipo de negócio se repete: “a maneira como você faz uma coisa é a maneira como faz tudo”.

Sobre os impactos da fusão na indústria audiovisual, Ruffalo afirmou: “Haverá uma perda de 4.500 empregos diretos na produção de filmes e a perda de outros 10 mil empregos auxiliares”. Ele também citou os 12 procuradores-gerais estaduais que entraram com ação para tentar bloquear a operação, classificando a fusão como uma ameaça à indústria do entretenimento no país.

Os números citados pelo ator aparecem em relatório divulgado pelo Condado de Los Angeles, elaborado pela CVL Economics, que estima a perda de cerca de 4.500 empregos diretos nos setores de cinema e televisão ao longo de três anos, com efeito cascata que pode chegar a mais de 10 mil postos indiretos. O documento aponta ainda que a região perdeu cerca de 52 mil empregos na indústria audiovisual nos últimos quatro anos.

A crítica de Ruffalo se soma à oposição de parte da categoria artística de Hollywood à fusão. No fim de julho, o sindicato SAG-AFTRA (Screen Actors Guild – American Federation of Television and Radio Artists), que representa atores e outros profissionais do setor, manifestou apoio à intervenção do governo americano no caso, defendendo fiscalização regulatória rigorosa diante de negócios dessa magnitude.

Em resposta, a Paramount defendeu que a fusão vai fortalecer o setor, com plano de investir US$ 30 bilhões por ano em produção e lançar ao menos 30 filmes anuais. A empresa argumenta que mais produção sustentaria mais empregos ao longo do tempo.

A crítica de Ruffalo ocorre em meio a um cenário de indefinição judicial: a Justiça dos Estados Unidos adiou para março de 2027 o julgamento que vai avaliar se a fusão viola leis de concorrência, mantendo a operação suspensa no país até a decisão ou até 1º de junho do próximo ano. O negócio já foi aprovado pela Comissão Europeia e, no Brasil, pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Com informações de Meio & Mensagem.



Por Midia Ninja

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